Quarta-feira, 21 de Setembro, 2011


The Gift, The Race is Long

A culpa é de um vírus numa impressora.

Já vi isso num filme.

Conforme aflorado ontem, vou colaborar com a CE Livrarias na realização de um conjunto de debates  sobre Educação na Livraria Buchholz, ao longo das 6ªas feiras de Outubro, pelas 18.30.

Os temas com painéis já praticamente estabelecidos serão:

  • Liberdade e Educação (7 de Outubro)
  • Igualdade e Educação (14 de Outubro)
  • Equidade e Educação (21 de Outubro)

Os convidados já confirmados (salvo imprevisto de última hora) são, por ordem alfabética:

  • Ana Drago
  • Francisco Vieira e Sousa
  • Helena Matos
  • José David Justino
  • José Manuel Fernandes
  • Miguel Reis
  • Miguel Tiago
  • Paulo Prudêncio

Ainda está em dúvida um par de nomes, mas está quase tudo definido e será divulgada a arrumação final. A moderação interveniente será, em princípio, minha nos três debates.

Para dia 28 está ainda em preparação, em colaboração com a Bárbara Wong um painel com um conjunto de jornalistas convidados sobre Os Média e a Educação.

Mesmo, mesmo a acabar a entrevista de ontem

Passos Coelho sobre a avaliação de professores: “Orgulho-me muito que o governo, em menos de três meses, tivesse resolvido um problema que se arrastou durante mais de três anos”

O acusador forçado e embaraçado:

Madeira: Inquérito-crime «não é contra ninguém», diz PGR

O procurador-geral da República (PGR) disse hoje que, ao mandar abrir um inquérito-crime ao caso da ocultação de dívidas públicas da Madeira, a investigação «não é contra ninguém», mas para «apurar eventuais ilícitos penais».

O acusado pavoneante que sabe que nada lhe acontecerá (e há bocado na RTPN alguém explicava porquê):

Jardim agradece inquérito-crime

O presidente do Governo Regional garante “não temer” as consequências da investigação anunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) às contas da Madeira.

Passa por aqui uma evidente falta de decoro, que nem precisa muito de demonstração…

PS incentiva professores a processarem Ministério

«Há professores que estão irremediavelmente prejudicados», diz vice-presidente da bancada parlamentar socialista.

O PS incentivou, esta quarta-feira, os docentes prejudicados no processo de colocação de professores a accionarem os mecanismos legais para responsabilizarem o Ministério da Educação e acusou o Governo de gerar «um embuste político».

A posição dos socialistas foi assumida na Assembleia da República pela vice-presidente da bancada Odete João, considerando que muitos docentes foram prejudicados e enganados pela informação disponibilizada, concorrendo a horários mensais em vez de anuais.

«Há professores que estão irremediavelmente prejudicados e espero que accionem os mecanismos legais no sentido da responsabilização do Ministério da Educação. O Ministério da Educação está a descartar a responsabilidade para as escolas, quando sabe perfeitamente que isso não é verdade», declarou a dirigente do Grupo Parlamentar do PS.

Câmara nega falta de transparência em concurso de professores

(…)
Já depois do período da ordem do dia da última reunião de Câmara, os vereadores do Partido Socialista deixaram uma recomendação ao executivo do PSD para que fosse sublinhado uma maior transparência no concurso de selecção de professores para as actividades extra-curriculares nas escolas do concelho, promovido pela autarquia.

Renato Matos afirmou que, ao contrário do que se passa em outros municípios, na Póvoa de Varzim os professores não sabem as classificações que obtiveram em cada um dos itens de selecção.

O engraçado é observar os protagonistas e perceber que poderiam mudar de lugar sem que quase se percebesse. Uns introduziram o sistema, os outros aproveitam.

Concurso de professores. Ministério culpa as escolas, escolas culpam o ministério e a FENPROF pede o anulamento do concurso. João Casanova de Almeida (o que está de visita) e Mário Pereira (o que devia saber mais do que isto), director-geral dos recursos humanos, explicam o dificilmente explicável.

Não sei se a culpa é do MEC que bloqueou a opção “Grupos de Recrutamento” ou das Escolas que querem jogar às escondidas… se calhar a culpa é minha que encontrei estas pérolas!

J. Barros

Pessoalmente acho curiosa a opção por preferir quem já tenha emprego em dois dos concursos…

Exmo. Senhor Presidente da Comissão de Educação, Ciência e Cultura

Na semana passada foi tornado público pelas escolas e por muitos professores que a plataforma informática disponibilizada pelo Ministério da Educação e Ciência estaria a determinar a realização de contratos mensais nas Bolsas de Recrutamento, para os horários que não haviam sido preenchidos no concurso nacional de colocação para necessidades transitórias, cujas listas saíram a 31 de Agosto.

Na sequência dessa informação, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda fez um Requerimento à Comissão de Educação, Ciência e Cultura no sentido de chamar o Ministro da Educação e Ciência à Assembleia da República para prestar esclarecimentos sobre esta situação. Para o Bloco de Esquerda é inconcebível que os professores contratados sejam sujeitos a trabalhar ao mês, sem nenhuma garantia sobre o período em que vão trabalhar, ou sequer se irão trabalhar no mês imediatamente seguinte.

Afirmamo-lo novamente – esta situação criada pelo Ministério na colocação dos professores contratados configura o grau zero da condição docente na escola pública, sendo que não existe nenhum outro serviço público que tenha o grau de precariedade que tem hoje o sistema educativo em Portugal.

As primeiras declarações do MEC sobre esta matéria indiciavam que esta situação poderia ser resolvida pela tutela, no sentido de permitir que o término dos contratos celebrados nestas situações correspondesse ao período das necessidades transitórias das escolas, ou seja, um ano lectivo.

Deparamo-nos porém, desde o início da semana, com a abertura de bolsas de recrutamento e contratações de escola que mantêm os contratos mensais. Além do profundo desrespeito pelas escolas e pelos professores contratados, este facto tem vindo a gerar uma situação de enorme injustiça: docentes que manifestaram as suas preferências antes da colocação online das ofertas de escola e bolsas de recrutamento, candidatando-se a horários anuais, estão a ser ultrapassados por docentes que se candidataram a horários temporários e que se encontram abaixo na lista de graduação. Ou seja, professores com graduação superior não estão a ser colocados, gerando situações de injustiça e desespero de milhares de professores.

Ora, posteriormente ao chumbo do Requerimento do Bloco de Esquerda em sede de Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, com votos contra dos partidos que sustentam o Governo, PSD e CDS-PP, surgiram declarações surpreendentes dos responsáveis do MEC. Em declarações à comunicação social, o Director Geral dos Recursos Humanos da Educação veio entretanto alegar que nada de diferente foi feito este ano relativamente ao ano lectivo anterior, apenas que o serviço que tutela “introduziu na plataforma online a data de um mês como tempo mínimo de duração do contrato”. Ora, como foi dado testemunho pelas direcções das escolas, a verdade é que esta alteração vem impedir que as escolas coloquem professores nos horários anuais que têm por preencher – obrigando à contratação mensal e ignorando os professores que se candidatam a horários anuais.

Dada a gravidade da situação actual – desrespeito da listagem de graduação profissional dos professores, o que configura uma ilegalidade; instabilidade nas escolas, que ficam sem saber que tipo de contratos podem realizar ou por quanto tempo poderão contar com estes professores; e instabilidade para os alunos, ainda sem professores a tantas disciplinas – o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem requerer a audição do Sr. Director Geral dos Recurso Humanos da Educação em sede da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura para dar explicações sobre os procedimentos da DGRHE neste processo, bem como da sua justa resolução.

São Bento, 21 de Setembro de 2011

A deputada do Bloco de Esquerda

Ana Drago

Passos Coelho desafia Jardim ao perdão tal como o presidente da Madeira fez com Sócrates

Porque o essencial já se sabia.

Quando os avisos surgiram, principalmente via Proflusos, o debate acendeu-se e lembro-me de escrever que não era possível que contratos destinados a substituir necessidades permanentes ou quase (como é o caso de destacamentos tardios, situações de doença prolongada, de gravidez, etc) fossem renovados numa base mensal.

Só que, com a situação de instabilidade instalada, é natural que quem concorre fique em grande insegurança e receie quase a própria sombra.

Por outro lado, este mecanismo de concurso (oferta de escola e bolsa de recrutamento) não entrou em funcionamento este ano. Tantos os serviços do MEC quanto os directores já o conhecem.

Portanto… algo foi introduzido de novo no processo. Interessa saber por quem, porquê e para quê. E porque se prolongaram as dúvidas, as explicações desconexas e contraditórias que culminaram no alijar de responsabilidades do responsável pela DGRHE,que já em finais de Julho tinha estado na origem de indicações desencontradas com outros serviços quanto à elaboração de horários para este ano lectivo.

Quem desvaloriza estas questões como corporativas e acha que o melhor é transferir tudo para milhares de concursos locais, de opacidade variável e de quase impossível regulação, não sabe do que fala e desrespeita as regras mais simples de equidade que o sistema educativo deve conter.

Quem pactua com a sucessão de erros nesta matéria torna-se cúmplice de uma situação inaceitável do ponto de vista moral e ético.

E se as declarações de Mário Pereira forem assumidas pela equipa política do MEC como suas, é isso que se passa e não pode ser alegado desconhecimento pelos meandros técnicos dos concursos como álibi.  E cada hora e dia que o responsável pela DGRHE permanecer no seu lugar sem que nada lhe suceda, é uma afronta quer aos directores a que ele chamou claramente incompetentes (mas para que alguns querem transferir toda a responsabilidade pelos futuros concursos), quer a todos aqueles que acreditam que os concursos para colocação de professores não são um instrumento para brincadeiras de miúdos.

Banco de Portugal pede informação sobre crédito em risco à banca

O seguro morreu de velho e Carlos Costa já deu instruções para que os bancos reportem elementos sobre crédito em risco desde 2006.

Em circunstâncias normais, num país normal, este senhor director-geral seria implodido logo pela manhã.

Ministério responsabiliza escolas pelos problemas nas colocações

(…)

Em declarações aos jornalistas esta noite, depois de uma reunião com a Federação Nacional de professores, o director-geral dos recursos humanos da educação, Mário Pereira, garantiu que a plataforma central informática onde são colocados os horários por preencher “não transforma coisíssima nenhuma e respeita em absoluto o que foi colocado pelas escolas”. Vários directores têm afirmado que os horários por preencher eram anuais, mas que foram validados na plataforma da Direcção-geral dos Recursos Humanos da Educação como temporários.

Segundo Mário Pereira, a DGRHE apenas colocou na plataforma o tempo mínimo de duração de contrato. Foi essa a razão pela qual foram acrescentados automaticamente aos horários por preencher apresentados pelas escolas, uma data de Outubro próximo, acrescentou o director-geral.

A sério, aguardo que a demissão ocorra em tempo mínimo. Pelo próprio pé ou empurrado.

Haja laranjas, se faltarem solanáceas na horta do palácio!

A porta da rua é a serventia da casa, com ou sem plataforma.

… muito almoço pago, muito carrinho (ia escrevendo carinho, mas isso é mais problemático) à disposição aos shôres veleadoles e plesidentes.

Empresas Municipais: Governo estima 2,3 mil milhões de passivo

O Governo estima que o passivo das empresas municipais possa ser de 2,3 mil milhões de euros.

‘stá lá? Ainda servem pizzas aqui p’ró barraco? Não?  Pode ser couratos…