Domingo, 18 de Setembro, 2011


– quanto a mim – não é interessante por ser heliocêntrico, mais heliostático.

Ou seja, pelo que tirou. Assim…

Lenny Kravitz, Stand

A música só começa lá pelo minuto, mas o vídeo vale todo a pena.

… mas fica muito longe do buraco do BPN. Estes suíços são uns amadores.

UBS: afinal fraude é ainda maior

Banco corrige balanço de perdas para 2,3 mil milhões de dólares.

O capitalismo no melhor da sua destruição construtiva.

Esqueci-me destas, já fermentaram.

Pelo S.Simão e S.Judas já colhidas são as uvas.

… mas as conclusões vão na mesma direcção, pelo menos nos EUA:

School Vouchers and Academic Performance: Results from Three Randomized Field Trials

Abstract
This article examines the effects of school vouchers on student test scores in New York, New York, Dayton, Ohio, and Washington, DC. The evaluations in all three cities are designed as randomized field trials. The findings, therefore, are not confounded by the self-selection problems that pervade most observational data. After 2 years, African Americans who switched from public to private school gained, relative to their public-school peers, an average of 6.3 National Percentile Ranking points in the three cities on the Iowa Test of Basic Skills. The gains by city were 4.2 points in New York, 6.5 points in Dayton, and 9.2 points in Washington. Effects for African Americans are statistically significant in all three cities. In no city are statistically significant effects observed for other ethnic groups, after either 1 or 2 years.

… para o mandar para a ilha de Santa Helena.

Jardim diz que omitiu despesa em “legítima defesa”

Hat-trick de Falcão dá vitória ao At. Madrid

Feirense “empata” dragões

Câmara de Faro sem autorização para contratar professores para actividades de enriquecimento curricular


Trabalho infantil ou a reportagem está incompleta?
Escola Ferreira de Castro abre pastelaria de baixo custo, Oliveira de Azeméis.

Torres Novas, oito crianças surdas perderam o direito ao transporte e não vão à escola. Ministério vai analisar o pedido das famílias.

Madeira divulga investimentos para contrariar acusações de despesismo

A presidência do Governo Regional divulgou hoje uma série de “números sobre a Madeira” que fazem a comparação entre a realidade no arquipélago em 1976 e 2011 para contrariar as acusações de despesismo e esbanjamento de dinheiros públicas.

Gosto da parte em que se afirma (ouvi na TSF) que o Governo da República não faz há 35 anos obras na RAM. Certo, limita-se a passar o cheque.

Deixem-nos ser Professores! Parem com esta injustiça!

Resolução aprovada no Encontro de Professores Contratados de 17 de Setembro:

Os professores desempregado e contratados, reunidos no dia 17 de Setembro no auditório da Escola Secundária Camões, manifestam a sua total indignação com o despedimento de milhares de professores necessários às escolas e com as novas e abusivas formas de contratação que o Ministério da Educação tem tentado impor.

Exigimos ainda a reposição do direito à compensação pela caducidade do contrato, tal como sustenta o parecer da Provedoria de Justiça e ordenaram as várias sentenças judiciais transitadas em julgado sem contestação do MEC. Exigimos também a vinculação ao fim de três anos de serviço tal como manda a Lei Geral do Trabalho. Depois do protesto do Rossio, no passado dia 10 de Setembro, e das mobilizações do dia 16 de Setembro, que deram visibilidade a uma situação tão injusta, os professores precários não desistem e entendem prosseguir a luta pelos seus direitos e por uma escola pública de qualidade.

Assim,

Consideramos inaceitável:

1 – Que até à data o Ministério da Educação tenha contratado menos cerca de oito mil professores que leccionaram todo o ano lectivo passado, deixando no desemprego mais de 37 mil docentes profissionalizados, quando sabemos que as escolas necessitam de recursos humanos para ajudar no combate ao insucesso escolar;

2 – Que docentes com mais de três anos de contratos consecutivos (alguns até com 10, 20, 30 anos) continuem sem ingressar nos quadros tal como determina a lei geral do trabalho;

3 – Que o Governo mantenha e anuncie o aprofundamento de medidas socialmente injustas contra os desempregados, ao nível do encurtamento de prazos de garantia ou da redução de montantes das várias prestações do subsídio de desemprego, rejeitando qualquer política articulada de criação de emprego.

4 – Que o Governo recuse pagar a compensação por caducidade do contrato aos professores desempregados, contrariando a Lei e as recomendações da Provedoria de Justiça. É igualmente inaceitável que o governo tenha já anunciado oficialmente a extinção total da Compensação por Caducidade do Contrato para 2013.

5 – Que o Ministério da Educação insista em tentar alterar as regras de contratação anual para evitar pagar os meses de Julho e/ou Agosto aos professores contratados.. Os contratos mensais prorrogáveis nos casos dos professores colocados em Ofertas de Escola referentes à totalidade do ano lectivo constituem uma situação claramente ilegal. Aparentemente, o Governo terá recuado nesta matéria, mas prepara-se para voltar a atacar. Exigimos a garantia expressa e clara de que os professores contratados para o ano lectivo inteiro vão receber os meses de Julho e Agosto.

6 – Que muitos lugares da Bolsa de Recrutamento não tenham ainda sido preenchidos nem disponibilizados a concurso para evitar o pagamento do mês de Setembro aos professores, prejudicando-se directamente os alunos, que iniciarão essas disciplinas apenas em Outubro;

7 – Que prossigam as injustiças nos concursos com critérios de contratação pouco claros ao nível das Ofertas de Escola em Escolas TEIP e outras, desrespeitando a graduaçãod e cada candidato na lista nacional.

8 – Que o MEC aprofunde a sobre-exploração da base da pirâmide dos docentes: AEC’s, colegas de horários incompletos e temporários, etc.

9- Que o MEC tenha aumentado o número de alunos por turma no 1º ciclo e reduzido os apoios educativos e que muitas turmas dos restantes ciclos ultrapassem até o limite legal dos 28 alunos, prejudicando a qualidade do ensino

Escudado na austeridade contra os que menos têm (e que não têm responsabilidade pela dívida e pela crise), o Governo atropela os professores com desemprego e precariedade, ataca a generalidade dos trabalhadores e corta nos sectores sociais (Saúde, Educação, Segurança Social) minando as bases da justiça social.

Recusamos essa inevitabilidade e decidimos:

– Pedir uma reunião à Provedoria de Justiça e accionar a Procuradoria Geral da República, para dar nota do incumprimento pelo Governo das recomendações recentes do senhor Provedor de Justiça, para que os professores possam ter direito à compensação pela caducidade do contrato;

– Reunir igualmente como os Grupos Parlamentares para dar nota das nossas reivindicações;

– Dar visibilidade pública ao drama dos professores desempregados e contratados, através de pinturas murais e outras formas de divulgação;

– Manter a regularidade de acções de rua que juntem os professores contratados e desempregados para defender os seus direitos e organizar a resistência aos novos ataques à escola pública e aos seus docentes mais precários, interpelando directamente o Ministro da Educação.

– Participar nas manifestações contra as medidas de austeridade e por justiça social que se realizam nos dias 1 de Outubro (promovida pela CGTP) e 15 de Outubro (iniciativa internacional promovida por diversos movimentos).

O Ministério de Nuno Crato está a destroçar a Escola Pública e lança o país no atraso, na miséria e no obscurantismo. Este governo junta-se agora ao Quadro de Honra dos responsáveis directos por anos de atentados contra as escolas e o corpo docente: Guterres, Barroso, Lopes e Sócrates e os respectivos ministros da Educação.

Recusamos a pobreza, a inevitabilidade da injustiça e da desigualdade e o desmantelamento da Escola Pública. Não nos calamos. Não desistimos.

Os professores contratados e desempregados

Escola Secundária Camões, 17 de Setembro, Lisboa.

http://www.facebook.com/#!/pages/Protesto-dos-professores-contratados-e-desempregados/268351343184641

… da minha carreira de comentador deve ir para o ar daqui a um bocado no programa Páginas de Português da Antena 2 . Não é pelo tema (novos programas de LP e Acordo ortográfico nas escolas), não é pelo brilhantismo da prestação (meio cansado de reuniões no dia da gravação, fiquei-me pelo mainstream), não é pela extensão (são poucos minutos), mas pelo facto de ser na Antena 2, pá!

Depois eu linko o podcast.

Ministro Nuno Crato – uma desilusão em crescendo, desde que prescindiu do seu crédito junto dos professores, obtido com as ideias que expressou ao longo dos anos, acomodando-se  a fazer o que é determinados por outrem, sem um traço próprio que o permita individualizar de um qualquer outro que ocupasse o cargo. Para além disso pareceu incapaz de constituir uma equipa política à altura da situação e parece muito mal apoiado em termos técnicos sobre diversos assuntos nucleares para a Educação Não-Superior.

Fenprof – estrutura sindical formalmente mais representativa dos professores que ajudou a delapidar a enorme força colectiva conseguida durante 2008 pelos professores, ao assinar entendimentos e acordos com os governos do PS, aceitando condições que agora considera inaceitáveis. Ao longo de 2010 colaborou activamente no adormecimento da contestatação nas escolas. Aparenta estar mais interessada em seguir uma agenda política de diluição dos protestos dos docentes numa frente alargada de contestação do que em defender os direitos específicos da classe. Hábil nos últimos tempos em esperar pelos erros do amadorismo evidente na equipa do MEC e aproveitar as situações do ponto de vista mediático.

FNE – estrutura sindical que convergiu com a Fenprof e a generalidade dos professores enquanto se tratou de provocar a erosão da maioria absoluta de Sócrates, mas que desde que o PSD se perfilou como solução de governo se tornou um parceiro cómodo para as negociações, aceitando fazer parte de uma coligação de signatários de um acordo sobre a ADD que sabe representar uma minoria de docentes. Espera-se que não colabore activamente na implementação do modelo de ADD através de parcerias com o MEC para formar os avaliadores externos. Com governos do PSD a sua utilidade para a classe docente torna-se residual.

E sendo o penúltimo post que faço sobre este  tipo de assunto no blogue.

Sendo muito claro em tudo: há um comentador com múltiplos nicks neste blogue que me tem dirigido há anos diversas ofensas e difamado de forma recorrente, sem qualquer apoio em factos.

Essa pessoa pertenceu ao Conselho Nacional da Fenprof e à estrutura dos professores comunistas. Por qualquer razão, a certa altura desenvolveu uma fixação mórbida em mim e passou a  entrar neste blogue várias vezes ao dia, sempre com identificações diferentes, para não ser facilmente detectado, multiplicou nicks inteligentes, ao mesmo tempo que comentava em outros espaços com o próprio nome.

Uma das atitudes mais desonestas de todas foi deixada neste comentário, imputando-me o uso de um nick anónimo para comentar neste mesmo blogue. Ora, acontece que a pessoa que comentava com esse nick (Brown Thunder) é uma outra qualquer que, a certa altura decidiu usar a url do Umbigo para se identificar. Como em outros momentos, o meu avatar já foi falsificado em comentários neste blogue, por alguém que o admitiu e pediu desculpa por o fazer. Pior, a acusação vem de alguém com possibilidade de acesso ao meu IP, via comentários deixados na mesma altura no blogue (re)flexões.

Pelo que a acusação que me é dirigida é, mais do falsa, intencionalmente difamatória. O seu portador, JMVargas de seu nome, deveria perceber que ou está mentalmente desequilibrado ou faz acusações voluntariamente caluniosas, como já fez em outras situações. Adicionalmente, acusou-me de o bloquear, sabendo que navega anonimamente e que isso me é impossível, apenas tendo visto comentários spamados por utilizar linguagem que eu considerei (é o meu direito) desapropriada.

Agora um detalhe final neste post: não pretendo spamar esta criatura, nem sequer tenho meios de o levar a um psiquiatra. O que gostaria é que aqueles que sabem que isto se passa e que em tempos o controlaram, percebam que se eu reagir à altura no último post que dedicarei a este assunto, ficará muita coisa à vista que eu tenho mantido em privado para não atingir terceiros. Mas quando a minha dignidade pessoal é hora a hora colocada em causa, eu serei obrigado a dizer abertamente quem esteve onde e quando e quem foi a fonte do quê.

Alguém ficará muito mal no retrato e não serei eu ou as minhas imputadas fontes.

E não adianta o líder dizer que não conhece o seguidor, porque é mentira. Conhece e está feliz pelo serviço que ele presta. Portanto… ao menos não minta às amigas.

Já agora, um bónus: eis outros heterónimos da criatura:

E a obra aqui.