Está aqui.

Acho particularmente fascinantes estes dois parágrafos em que notoriamente querem fazer-nos passar por parvos:

Mas este acordo ainda acaba com os efeitos negativos da avaliação de desempenho sobre a graduação profissional para efeitos de concurso. Em relação aos docentes dos quadros, os resultados da avaliação não se repercutem na graduação profissional, porque já têm expressão na redução da duração do escalão seguinte. No caso dos docentes contratados, as classificações de avaliação de desempenho positivas – Bom e Muito Bom – asseguram de modo igual o crescimento de um ponto na graduação profissional.

O acordo contempla ainda a concretização dos mecanismos previstos no ECD para garantirem que todos os docentes classificados com pelo menos Bom em toda a carreira têm a expectativa de atingirem em tempo útil o topo da carreira. Com efeito, esta norma do ECD precisava de uma portaria que definisse o fator de compensação pela atribuição de Bom, a qual nunca foi publicada, ao contrário do que era compromisso do Governo anterior, não dando plena execução a um dos aspetos essenciais do acordo de 8 de janeiro de 2010. Ora. O Governo comprometeu-se neste acordo a fazer publicar a referida portaria até ao final de 2011.

Isto significa exactamente o quê? Que o Bom implica mais um valor na graduação profissional dos contratados, a acrescer ao tempo de serviço? Então para quê concorrer a Muito Bom?

Para além disso, é óbvio que todos os docentes até ao 6º escalão e muito em especial até ao 4º escalão só podem ter a EXPECTATIVA de chegar, em tempo útil, ao topo da carreira. A menos que se considere como tempo útil chegar lá aos 70 anos.

A verdade é que a generalidade dos docentes que não estejam já no 7º escalão não conseguirá aceder ao actual 10º escalão.

O que é anunciado pela FNE só como truque de linguagem pode ser encarado como uma não-mentira descarada.