Sexta-feira, 9 de Setembro, 2011


The Fratellis, Flathead

O arranque do ano lectivo, o próximo ano visto pela TVI, RTP e SIC: o encerramento de escolas, menos professores, menos gastos e as alterações curriculares.

A sério, o MEC tem autonomia para eliminar as quotas? Alguém vai assinar com elas lá?

(clique na imagem para…)

Polícia brasileira reuniu provas arrasadoras contra Duarte Lima

A polícia brasileira afirma-se detentora de fortes indícios do envolvimento de Duarte Lima no assassínio de Rosalina Ribeiro, com base, entre outros elementos, nas multas por excesso de velocidade do carro que o advogado e ex-deputado alugou para transportar a vítima no dia em que ela foi morta – apurou o SOL junto de fontes judiciais do Rio de Janeiro.

E está a dar o Open de ténis dos EUA no Eurosport.

 

Ensino privado perde alunos e o valor das propinas mantém-se ou desce.

Neste sentido, o PCP anuncia desde já, a apresentação para breve de três projectos de Lei – (Um projecto de lei para a gratuitidade dos manuais escolares; um segundo para a constituição de gabinetes pedagógicos multidisciplinares e ainda um projecto lei que garanta a vinculação dos professores contratados e promova a estabilidade do corpo docente nas escolas) – que respondem à necessidade de resolver alguns dos muitos problemas que se colocam hoje ao nosso sistema de ensino e à Escola Pública e apela à comunidade educativa para que não se resigne perante as dificuldades e assuma a luta em defesa da Escola Pública e do acesso a todos os níveis de ensino e ao sucesso escolar, como um imperativo nacional, uma luta que é inseparável da rejeição do programa de agressão ao povo português que está em curso.

Com 2346 respostas consegue resultados muito mais elevados do que os plenários descentralizados da Fenprof.

O que poderia ser motivo de reflexão.

Mas apresenta um ou outro senão.

  • Na apresentação dos resultados, reordenam-se as perguntas originais e a questão 13 de que falava aqui, agora aparece como 19. E as 15 questões aparecem desdobradas em 21. É algo estranho.
  • Os gráficos não apresentam as percentagens ou números exactos e, estranhamente, são diferentes entre as duas partes do inquérito.
  • A resposta à (na nova numeração) Q19 deveria ser lida à luz das respostas às Q22 e Q23.

Nota-se, apesar da dificuldade em ler todos os dados, que a questão da recuperação do rtempo de serviço é a quem mais incomoda o conjunto dos inquiridos.

 

A Fenprof volta hoje à tarde à mesa de negociações com o Ministério da Educação escudada na posição assumida pelos docentes contra as quotas na avaliação e a implicação nos concursos.

… ou mesmo dois.

O ministro dos Assuntos Parlamentares afirmou que o «choque reformista» vai permitir ter, até ao fim de 2012, um poder local mais «enxuto, ágil, eficiente e também mais próximo do cidadão».

«Este é um choque reformista. Já tive a oportunidade de o dizer. Portugal precisa de reduzir na administração central, regional e local», disse o governante, que falava à margem da inauguração do Pavilhão de Desportos de Vila Real.

Nem discordo da ideia. Sou contra a pulverização municipal que serve, em muitos locais, só para multiplivar clientelismos aparelhistas.

O problema é que eu acho que ao ministro Miguel ainda falta comer muitas papas de sarrabulho porque isto não é um concurso para uma Associação de Estudantes ou uma Jota, por muitos truques que se tenham aprendido.

Bem me parecia que era barro atirado à parede a ver se colava. Um governo que quer pagar 20 milhões de euros a uma empresa de consultoria para fazer uma privatização, depois quer poupar 19 milhões em vacinas e pílulas?

Numa nota, o MInistério da Saúde reconhece que recebeu várias propostas para acabar com algumas comparticipação, mas garante ter pedido informação adicional sobre as mesmas.

Índice do Diário da República n.º 173, Série II de 2011-09-08

Parte C – Governo e Administração Directa e Indirecta do Estado

Presidência do Conselho de Ministros – Gabinete do Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros

Declara a extinção da Fundação CCLP – Casa da Cultura de Língua Portuguesa

Presidência do Conselho de Ministros – Gabinete do Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros

Reconhece a Fundação Sousa Cintra”

“O que os cidadãos pagam de impostos devia ser público”

Marinho e Pinto foi convidado da Redacção Aberta do Negócios. Veja aqui as declarações do bastonário da Ordem dos Advogados.

A classe dos advogados deve andar mesmo de rastos para ter um bastonário deste calibre. O que se paga de impostos deve ser público, mas ele não se incomoda nada em defender a privacidade de certas outras coisas.

… porque seria demasiado simples entrar como faca em manteiga quente na utilização de termos como claro, amplo e significativo.

É uma adjectivação indefinida, como convém.

Dando cumprimento à decisão do SN da FENPROF, o SPGL realizou ontem, 7 de Setembro, um plenário na Escola Secundária Camões, em Lisboa para analisar a proposta de avaliação dos docentes enviada, na véspera, pelo MEC.

O texto apresentada pelo direcção do SPGL mereceu um amplo apoio dos professores presentes – em número significativo –. As propostas de alteração sugeridas foram acolhidas e encontram-se já plasmadas no texto anexo a esta notícia.

Ele sempre quis que a fruta fosse legal. Embora esta insistência na nacional seja de estranhar. Deve ser da crise e do aumento das tarifas nos transportes internacionais. A importação do Brasil ou do Leste deve estar mais cara.

Ao valorizar “a produção local, os produtos de qualidade certificada e o impacto ambiental dos produtos escolhidos” consegue-se, indirectamente, “valorizar os produtos portugueses”, advogou.
(…)
“Trata-se de garantir que este direito ao consumo de fruta é colocado efectivamente na lei”, disse.

Interessante. A FNE já considera como mais mais significativa a questão das quotas. O MEC não tem resposta. Às 15.30 o que poderá mudar?

Ou seja, até à tarde vai tentar arranjar-se uma forma de dar a entender que algo mudou, nada mudando.

… para algo que não saiu (ou ainda não saiu).

1 – Quais vão ser as principais dificuldades dos professores no início do ano lectivo?

Neste momento anda se está a tentar ter a percepção das mudanças em curso, nomeadamente como estão organizados os horários, em virtude dos reajustamentos no currículo e nas regras de produção dos ditos horários.

Mas talvez a maior dificuldade, em muitos estabelecimentos de ensino, talvez venha a ser a disponibilidade financeira das famílias mais carenciadas (e com direito a subsídio da Acção Social Escolar) para equipar os seus educandos com os manuais e restante material essencial para as aulas.

2 – Como vão fazer para contornar essas dificuldades?

Há quase sempre formas mais ou menos imaginativas para ultrapassar este tipo de contratempos, desde os menos correctos (fotocopiar os materiais dos manuais até que os alunos os tenham) aos mais aconselháveis (solicitar o empréstimo a antigos alunos, quando não são manuais novos), passando ainda pela produção de materiais originais pelos próprios professores. neste momento, o facto de terem sido adoptados novos manuais em várias disciplinas torna as soluções mais limitadas.

3 – O que ainda falta definir para o funcionamento das escolas no arranque do lectivo?

Para além do modelo de avaliação do desempenho, não considero que existam factores especialmente complicados para que o ano lectivo arranque.

4 – De que forma podem ser as escolas mais autónomas?

Tudo depende do que considerarmos por “escolas”. Actualmente, de forma errada, considera-se que há mais autonomia das escolas só porque o(a) director(a) têm mais poder. Na verdade, isto significa menos autonomia para a maior parte dos que trabalham nas escolas, seja pessoal docente ou não-docente. A autonomia para ser real precisa de corresponder a um projecto colectivo e coeso, não a imposição da visão de uma pessoa ou grupo restrito de pessoas sobre todas as outras. As escolas poderão ter mais autonomia, por exemplo, se lhes não for imposto um modelo único de gestão, um modelo centralizado para a aquisição de bens e serviços ou um modelo curricular pouco elástico. Mais autonomia poderia passar, por exemplo, por aplicar entre nós o conceito de magnet schools que existe desde os anos 60 nos EUA.

5 – Mas mais autonomia implica mais responsabilidade? As escolas estão preparadas para terem mais peso na responsabilidade?

As escolas são formadas por um conjunto de actores (no sentido de indivíduos ou grupos que nela têm actividade) e a autonomia não deve ser distribuída de forma muito desequilibrada. Não podemos pedir responsabilização a quem não participa num processo de tomada de decisões que lhe são impostas. O actual modelo de gestão concentra o poder na pessoa do Director, que deve ser fiscalizado e responsabilizado pelo Conselho geral. Ora, salvo para efeitos de lutas de poder interno, os Conselhos Gerais não estão a cumprir essa função de fiscalização e, em muitos casos, nem sequer a cumprir as suas atribuições legais, não sendo responsabilizados por isso, pois funcionam de forma rotineira e acrítica.

6 – A indefinição do modelo de avaliação de desempenho docente vai perturbar o arranque do ano lectivo?

A maior perturbação advirá da finalização do ciclo avaliativo anterior,pois em muitos agrupamentos e escolas só dia 31 de Agosto foi entregue o relatório de ato-avaliação e só nas primeiras semanas de Setembro serão conhecidas as classificações e a aplicação do regime das quotas.

7 – Qual é o clima que se vive entre os professores no arranque do ano lectivo? Porquê?

De desânimo por se ter começado a instalar a crença de que o ministro Nuno Crato, salvo questões pontuais, está a desenvolver o mesmo tipo de políticas que os governos anteriores, nomeadamente no que diz respeito a uma abordagem economicista do sistema de ensino. Receia-se muito que o ministro Nuno Crato abdique das convicções que pareceram caracterizá-lo enquanto analista crítico das distorções do nosso sistema educativo.

8 – O ministro quer revogar o Currículo Nacional de Competências Essenciais que implica que o ensino seja orientado em competências e não em objectivos. Concorda com esta decisão? Quais são as vantagens para as escolas com esta medida?

Esta decisão parece desconhecer a existência de um outro documento oficial que, com as suas qualidades e defeitos, não deveria ser ignorado que é o das Metas de Aprendizagem. Se é verdade que a sua transposição para as escolas se traduziu em metas estatísticas, não é menos verdade que tem definidos já objectivos de aprendizagem por ano e ciclo de escolaridade.

9 – Faria alterações ao Estatuto do Aluno? Que alterações faria e porquê?

Sim, faz falta uma clarificação e simplificação dos procedimentos relacionados com o registo e consequências da falta de assiduidade, assim como a clara opção por uma atitude de intransigência em relação às atitudes de desrespeito para com as regras de convivência numa escola e nas salas de aula. Não se trata, em muitos casos, apenas da punição das atitudes de indisciplina ou violência, mas da promoção e prémio das atitudes positivas de civismo e civilidade.

10 – Qual a sua opinião dos exames nacionais de 6º ano e do 9º ano?

Acho correcto que se promova uma cultura de aferição externa das aprendizagens realizadas com um peso relevante na classificação final. Considero ainda que os exames deveriam progressivamente estender-se a outras disciplinas (Inglês, Ciências e História, por exemplo) no 9º ano.

11 – Em sua opinião, que alterações importantes para a Educação ainda faltam ser feitas por Nuno Crato?

Faltam muitas, em especial as que signifiquem um corte com a cultura facilitista instalada no ME nos últimos 20 anos. Aliás falta quase tudo o que se refere a uma alteração do que é mais importante para a promoção das aprendizagens a escola e nas salas de aula, desde um novo desenho curricular que não se limite a cortar encargos, passando por novos programas em muitas disciplinas, até um sistema diferente de avaliação dos alunos que adeque os critérios de transição ao número de disciplinas.

12 – Como avalia o trabalho do ministro até agora?

Ainda é prematuro fazer uma avaliação global. Infelizmente, até agora tivemos quase só continuidade com o passado recente e há medidas que foram tomadas que pouco se distinguem do que teria sido feito no tempo de Maria de Lurdes Rodrigues e Valter Lemos. E há uma espécie de pré-anúncio de outras medidas que enveredam pelo mesmo caminho, como é o caso de voltar a lançar-se a ideia da extensão de um primeiro ciclo de escolaridade para seis anos, sem fundamentação empírica que sustente objectivamente tal opção.

Directores foram alvo de ameaças

Uma funcionária do Ministério da Educação e Ciência (MEC), de nome Cristina Gamito, é acusada de ameaçar directores de escolas, caso estes não adquiram bens para os respectivos estabelecimentos através da central de compras do Governo.

Já foi determinado o tipo de apoio psicológico?

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