Mas parece ainda algo clandestino. E terão de ir à Central de Compras? Ou, como no PNL, será tudo centralizado obrigatoriamente numa única livraria, criando situações meios coisas?
Ou poderá ser directamente às editoras?
E, mais importante, haverá dinheiro?
Escolas autorizadas a comprar manuais escolares
A partir deste ano lectivo as escolas estão autorizadas a adquirir manuais escolares para os alunos com dificuldades financeira, do 1º ciclo do ensino básico ao 12º ano do ensino secundário.
Fonte oficial do ministério da Educação e Ciência (MEC), avançou ao Diário Económico, que a tutela vai enviar “muito em breve” uma circular para autorizar e “dar a orientação que as escolas comprem os manuais escolares às famílias que estejam abrangidas pela Acção Social Escolar”.
Setembro 9, 2011 at 12:01 am
Valeu termos feito barulho!
Setembro 9, 2011 at 12:02 am
É que o bom senso é a qualidade mais mal distribuída ao cimo da Terra e no caso de Portugal nem falo…
Setembro 9, 2011 at 12:02 am
Há que dar tempo, leva um pedaço a identificar “os pobres”.
Setembro 9, 2011 at 12:05 am
Setembro 9, 2011 at 12:40 am
Caridadezezeze?
Setembro 9, 2011 at 12:51 am
No PNL não é nada obrigatório tudo na mesma livraria!
Atenção que como as verbas do PNL chegavam normalmente em Setembro (este ano foi em Julho) as escolas só tinham dinheiro para pagar em Novembro e depois era difícil acertar encomendas com algum livro que não estivesse na encomenda. As trocas dão sempre problemas pois o valor já é diferente e nem sempre a 31 de Dezembro se consegue respirar com as contas a dar certo. Por isso muitos fogem a compras à distância (ou com as editoras) no final do ano.
Não tinha pensado nisto pois não?
Mas há outras razões diferentes para outros modelos.
Quem compra é que decide e isso normalmente leva a procurar o melhor negócio (por atacado), há livrarias que até colaboram com escritores via editoras e noutros casos é mesmo por ser mais simples para quem compra. É que estar uns dias a tratar com cada editora e depois andar com preocupações com cheques e pagamentos eletrónicos na secretaria e ainda ficar com a imagem de que anda a mexer em muito dinheiro afasta os responsáveis pelas compras das compras diretas.
Outros gostam mais de fazer todas as compras online numa livraria generalista o que não é mau desde que não seja no final do ano civil.
Cada fale por si mas eu prefiro entregar tudo a uma livraria da mesma cidade durante um ano inteiro. Mando emails ou passo por lá e recebo os livros à porta sem tocar em dinheiro. Descanso não tem preço.
Já agora quanto à expressão “os negócios meio coisos”… é chato ter de ver sempre essas suspeitas vindas dos colegas, compreende? Por vezes nem seui se é sua crença que há assim uma aldrabice generalizada ou é só um gosto de inflamar os comentários.
Porque não perguntar simplesmente o que as pessoa acham de forma mais neutra? Pronto é a sua casa e quem não gostar não coma… mas não quer dizer que não ouça também os protestos!
Setembro 9, 2011 at 12:59 am
Quem se trama, mais uma vez, são os diretores. Não sabem o que andam a fazer, dão uma informação aos pais, estes compram os manuais, e agora é a escola que os compra! País das bananas ou será das cascas!!!! Raio, estou farta dos nins…….
Setembro 9, 2011 at 1:44 am
Não percebo porque é que cada escola não compra os livros (com verbas específicas para) e os empresta aos alunos. Se no final do ano o aluno devolver os livros em bom estado não tem nada a pagar, caso contrário ou paga os livros ou perde o apoio. Assim, a escola criaria uma bolsa de livros e a médio prazo o MEC pouparia alguns “cobres”.
Pois, as editoras…
Setembro 9, 2011 at 2:07 am
#8
Esteve em discussão na AR a criação de uma bolsa de empréstimo. Não foi para a frente.
Com as escolas a comprar os livros poupariam as famílias e o MEC.
Admitindo excepção para algumas disciplinas, em que os alunos precisam do livro do ano anterior para estudar (caso das bienais do secundário).
Setembro 9, 2011 at 2:54 am
#9
Era um bom projecto (apesar de frequentemente discordar de quem o propôs)
No caso das bienais os alunos devolviam os manuais ao fim dos dois anos.
Setembro 9, 2011 at 7:17 am
#8
Essa é uma prática usual em França. Veja-se um exemplo:
http://couzinet.paysdelaloire.e-lyco.fr/etablissement/espace-administration/inscription-des-eleves/pret-des-manuels-scolaires-1416.htm
Por cá um estudo do Observatório dos Recursos Educativos, apoiado pela Porto Editora (olha quem!!!), concluiu que o Estado gastaria 104 milhões de euros para arrancar com um sistema de empréstimo de manuais escolares do 1.º ao 9.º ano, entre outros aspectos negativos e , curiosamente, foram algumas experiências no país vizinho que serviram de base ao estudo , que preferiu ignorar os sistemas francês e alemão.
http://www.ore.org.pt/observatorio/estudos.aspx?lang=pt&contentid=90393CF44822521CE0400A0AB8001D4F&lang=pt&contentid=90393CF44822521CE0400A0AB8001D4F
Aqui está uma análise interessante sobre esse documento:
http://carujo.webnode.com/news/emprestimo-de-livros-escolares-olhar-para-os-dentes-de-um-cavalo-emprestado/
É evidente que um sistema desses implicaria uma forma radicalmente diferente de produção do livro escolar, mais controlada pelo ME e substancialmente mais barata. Claro que isto levanta as questões do livro único e respectivos conteúdos, questões que me parecem hoje em dia cada vez mais falsas dada a quantidade e diversidade de informação disponível.
Setembro 9, 2011 at 7:52 am
Na escola onde estou submeteram-se, em Julho, os lotes de manuais a concurso nas plataformas electrónicas, para dotar os alunos subsidiados de manuais escolares. A livraria que ganhou vem à escola entregar os manuais aos EE e a fatura é emitida em nome da escola.
Parece que há muita informação nem sempre correta nesta área.
Lamentável é que se descnheça a capitação e o valor a que cada aluno tem direito, tendo as contas sido feitas, provisoriamente, com base nos valores do ano letivo anterior.
Novidade, novidade,só a imensa trabalheira que são os procedimentos das plataformas das compras públicas, das plataformas eletrónicas e afins.