Quarta-feira, 7 de Setembro, 2011


Cansei de Ser Sexy, Hits Me Like A Rock

Enquanto não há vídeo oficial com o Bobby Gillespie e tudo.

Aqui é só som, mas tá mais limpinho.

Um tipo bem tenta, mas…

Há que apostar ainda mais na tabloidização, como dizem os mafarricos.

BE acusa Nuno Crato de «promover o facilitismo»

Ana Drago lamenta que o ministério pretenda cortar «no essencial» e que o ano lectivo arranque com medidas «ocultas»

O Bloco de Esquerda acusou o ministro da Educação de «produzir o insucesso» e «promover o facilitismo» ao cortar no que «é essencial» no sector, lamentando que as perspectivas sejam «negras» para o novo ano lectivo que arranca esta quinta-feira.

Como se produz insucesso a partir do facilitismo?

A Ana Drago tem andado algo afastada, isto ainda é um aquecimento. You can do better, yes you can!

Bem me parecia, atendendo aos clichés despejados a esmo na imprensa, rádio e tv:

Não passa por aquelas cabecinhas que o problema das Educação e Saúde não é a receita… mas o dinheiro mal gasto? Não entendem que um Estado que gasta (em percentagem do PIB) em Educação e Saúde mais do que os países avançados, tem um problema grave de desperdício? E que, por isso, tem de olhar primeiro para a despesa? Os próximos meses serão, de facto, difíceis. Até para nós, jornalistas, que vamos ser sujeitos às piores manobras de desintoxicação.

O problema é que nem todas as cabecinhas são rapadas pela manhã para ajudar a ventilação. Eu só tenho clarabóia.

Lisboa: 100 de acordo com a SIC
Coimbra: perto de 150 pelas imagens.
Castelo Branco: cerca de 25 de acordo com testemunho visual.

Porque vi o noticiário da SIC e a reportagem nos plenários de Lisboa (avaliado em 100 participantes, muito menos do que os professores do próprio Camões) e de Coimbra (que pareceu ter mais gente, mas sempre tinha o Mário Nogueira como cabeça de cartaz).

Se estes foram os mais concorridos, estamos falados quanto ao resto.

Mesmo extrapolando estes números, no máximo 2500 participantes, mas parece óbvio que terão sido cerca de 2000 no total, espalhados pelos 20 plenários.

Curtinho.

Mas como sei que haverá desacordo? Porque sem se perceber se houve qualquer tipo de votação, António Avelãs e Mário Nogueira surgiram a nunciar o evidente desacordo, já decidido superiormente há meses.

Isto foi apenas um suponhamos que é uma consulta.

O meu estado é de negação totalitária.

… a partir da sua consulta online, habilmente dividida em duas partes.

Na primeira parte com 15 questões e a designação Uma versão simplificada das reivindicações da FNE sobre a avaliação de desempenho docente a pergunta 13 é a seguinte:

13 – Os resultados de recurso e reclamação não têm efeitos na diminuição da quota respetiva no ano seguinte.

O que significa a aceitação implícita (explícita?) da quotas. Mas a resposta normal será que se concorda com a reivindicação

Na segunda parte relativa a “outras questões relevantes” (não prioritárias, portanto, é que surgem questões bicudas como:

1 – Eliminação das quotas para a atribuição das menções de Muito Bom e Excelente.
2 – Eliminação das vagas no acesso aos 5° e 7° escalões.
3 – Elimina-se a norma que define os efeitos dos resultados da avaliação de desempenho sobre a graduação profissional, através da revisão do diploma legal que define o regime de concursos.
(…)
8 – O Governo assume o compromisso de encontrar solução para, em tempo útil, garantir a recuperação do tempo de serviço congelado entre 2005 e 2007 e 2011 a 2013.

Para mim isto significa que a não concordância da generalidade dos inquiridos a estas questões não implicará a não-assinatura de um acordo com base na concordância com as 15 reivindicações prioritárias da FNE, nenhuma das quais é sobre o que mais incomoda a maioria dos docentes.

E assim se constrói a legitimação de uma assinatura, com base na utilização de uma consulta pública com distorção das prioridades dos docentes. Que parecem não ser o que mais preocupa a FNE neste momento. Afinal o governo é do PSD.

Escrevo-lhe porque verifiquei hoje que a bolsa de recrutamento assume como data de fim de colocação para os contratados da bolsa 31 de Julho de 2012 (a data correcta devia ser 31 de Agosto).

Isto pode ter consequências gravíssimas:

  • Assumir-se que o ano escolar é o ano lectivo (o que em termos conceptuais servira para dizer que os professores só fazem falta e devem ganhar em período de aulas);
  • Os professores contratados passarem a ter um tempo de serviço inferior a 365 dias anuais,

  • Serem todos despedidos a 31 de Julho e irem para o desemprego esse mês de Agosto (o que faz disto uma esperteza saloia para poupar visto que receberão o subsídio de desemprego embora se o limite de tempo para o obter baixar possam ter prejuízo….). E se tiverem contrato em Agosto ganham esse mês e as ferias e se terminar em Julho ganham Julho e pagam-lhe as ferias e sem caducidade…..(outra questão gira)
  • Desigualdade relativa entre os contratados a 31 de Agosto que só irão para a rua um ano depois e os desempregados depois disso que mesmo contratados agora serão desempregados mais cedo
  • O recuo histórico (alguém, com 36 anos de serviço, sempre dizia que a grande vitória sindical não foram essa mitológicas carreira única e ECD mas sim a ideia de que os professores “eventuais” tinham direito a um contrato anual e que ganhavam férias e 12 meses no ano, ao contrário do que era no ano em que eu nasci).

Às tantas voltar atrás aqui é mais uma adequação “à realidade nacional” como a que o “Vespa” Soares usou para justificar a inenarrável transformação dos nossos péssimos lares de idosos em depósitos em camarata ….(a justificação de empacotar as criancinhas nas creches com voluntarios a acamar ainda eh mais gira…. “a lei que limitava o número era…. sueca”). Ok recusamos o farol sueco sigamos o Burkina Faso ou a China.

Mas tudo pode ser resolvido se houver barulho suficiente e se concluir que foi erro informático

Um abraço,

L.

Para que não digam que não gosto de malhar em todas as direcções. Até porque aqui foi linkada por duas vezes a consulta online. De acordo com Dias da Silva, ao fim de vários dias, foram obtidas mais de 1000 respostas ao inquérito feito.

Já me sinto melhor. As sondagens feitas aqui no blogue conseguem, com alguma regularidade, cerca de 700-800 respostas ao fim de um dia.

O pedacinho que adiante incluo é retirado da mesma página (a 8 ) da edição de hoje do Público:

Para quem não existam dúvidas sobre o sentido de voto, aqui fica desde já antecipada a conclusão. A notícia do Público de hoje não tem link, mas eu recortei o pedacinho:

Alguém a referiu em comentários, atribuindo a autoria a uma eventual posição da FNE ou ao Ramiro Marques. Não fui verificar, para não ofender directamente ninguém pelo pensamento asinino.

Ao que consta, a ideia seria os professores aceitarem o congelamento salarial em troca da subida nos escalões da carreira. Ou seja, mudaríamos de escalão, mas ficaríamos a ganhar o mesmo.

Parece uma coisa na esteira daquelas do ministro Mota Soares. O espaço é o mesmo, mas leva o dobro das criancinhas.

Portantosssss… o pessoal ficava feliz com o simbolismo da progressão, nada ganhando com isso.

Mais complicado, ao subir, por exemplossssss, do actual 6º para o 7º escalão, manteria o índice salarial 245 e não ascenderia ao 272.

Muito inteligente. Em letra de lei então significaria a regressão salarial dos escalões da carreira.

Isto é o tipo de boa solução que só se aconselha aos outros.

Já agora poderiam oferecer-nos medalhas por cada ano de congelamento, que usaríamos na lapela nos momentos solenes da vida escolar, como conselhos de turma, reuniões gerais, reuniões com EE e idas ao WC.

Brilhante, numa perspectiva miserabilístico-albanesa.

ÚTIL ESPECIALMENTE EM TEMPOS DE CRISE

Caros colegas,

Tendo em conta que cada vez mais famílias terão dificuldades em adquirir os manuais escolares, lembro que se encontra disponível no meu blogue um manual de Geometria Descritiva gratuito. Trata-se de um trabalho abrangente, que engloba as matérias dos 10.º e 11.º anos. Alguns aspetos vão além dos conteúdos programáticos, pelo que quem o utilizar terá de desprezar as páginas que não interessam. Ainda não estão colocadas as correções dos exercícios que se sugerem no final de cada capítulo, nem estão ainda feitos os capítulos relativos às Axonometrias. Conto, gradualmente, ir colocando o que está em falta, ficando este projeto concluído até meados de presente ano letivo.

Aqui.

António Galrinho

O princípio do fim pode ser algo tipo Armagedão. Começa o Fim. Não há nada a seguir.

Ou então pode ser um princípio prolongado do fim de qualquer coisa. No que ele diz não está que em 2012 o fim acaba. É apenas o princípio. Pode prolongar-se até… tipo preliminares tântricos, mas sem a parte boa.

Ministro das Finanças garante que 2012 será o princípio do fim da emergência financeira

A Avaliação do nosso Descontentamento

Tem sido com desilusão que tenho seguido as notícias e os debates suscitados pelo tema Avaliação (ADD). Não é fácil reconhecer que as políticas “socretinas” tiveram consequências muito mais graves do que eu própria poderia um dia ter imaginado.

A aprovação do actual regime de gestão, mas, acima de tudo, o execrável modelo de avaliação de MLR foram as principais causas da onda de indignação impulsionada pelos movimentos de professores no início de 2008 – a este propósito, os professores mais velhos (aqueles que ainda não se tinham aposentado!) tiveram um importante papel nessa altura e sem este seu envolvimento duvido que a manifestação de 8 de Março pudesse ter tido a enorme adesão que se verificou.

Se muitos de nós tivemos consciência da força que podemos ter, nem todos nos apercebemos, porém, que aquele dia extraordinário acabaria por coincidir com o esvaziar do próprio sentido da contestação ao reduzi-la ao problema da avaliação – facto que o Memorando de Entendimento da Plataforma Sindical com o Ministério veio confirmar um mês mais tarde.

Uma vez alcançado o principal objectivo (a saída dos professores mais caros a par do descrédito da classe docente) não foi difícil para o ME acalmar as hostes com um modelo soft que, contrariamente ao que se afirma por aí, EM NADA alterou as carreiras da grande maioria dos professores (titulares incluídos) porque permaneceram congeladas.

Permaneceram congeladas e assim permanecerão – seja como consequência de políticas erradas, seja como consequência da crise que entretanto se instalou!

Com uma diferença: para a opinião pública os safados dos professores não querem ser avaliados!

De ano para ano (para não dizer de dia para dia) as condições de trabalho nas escolas são cada vez mais problemáticas: modelo de gestão, turmas superlotadas, sobrecarga dos horários proporcional talvez ao desemprego dos professores, trabalho extraordinário não reconhecido, inexistência de concursos nacionais que permita reajustamento de situações, etc. …

Que sentido faz, pois, discutir qualquer modelo de avaliação neste momento QUANDO NÃO HÁ PROGRESSÃO?

Já nem referindo o facto de que a maioria dos professores foi obrigatoriamente avaliada este ano e não se sabe (e aparentemente nem importa saber) as consequências daquele processo?!

Que respostas dão os sindicatos às verdadeiras questões?

Que interesse têm os sindicatos (essencialmente a Fenprof) em insistir neste tipo de inutilidades?

Disfarçar o facto de que são incapazes de defender verdadeiramente os interesses da classe docente? Pior ainda: quando se falou da isenção de avaliação dos professores dos últimos escalões acabaram por dar força a uma campanha contra eles – basta ler comentários acerca deste tema nos blogues, em que são caluniados de maneira vergonhosa! Ou seja, aqueles que tantas vezes apelam à união contra o divisionismo acabam por fomentar um divisionismo invejoso e mesquinho!

E tudo isto a pretexto de quê? De uma inútil avaliação administrativa?

Fraca coisa por tão alto preço!!!

Isabel G.

O Povo Famalicense, 6 de Setembro de 2011

2002/03, um ano a não esquecer e não pelas melhores razões. Até àquele momento o pior ano de sempre em termos de conhecimento da mesquinhez humana. Neste caso, ainda a arrancar, já suspeitava, mas…

O ensino particular em crise, Colégio Rainha Santa Isabel e Colégio da Imaculada Conceição.

A última proposta de avaliação: os professores dos últimos escalões serão avaliados por um relatório de auto-avaliação. Haverá três dimensões de avaliação e 4 níveis de avaliação. Os avaliadores externos serão de escalão igual ao superior ao avaliado.

Isabel Alçada confiava na gestão da Parque Escolar.

Parque Escolar, as obras suspensas na escola Joaquim de Araújo, Penafiel.

Preparação da inauguração do novo centro escolar de Viseu.

Comerciantes apelam a planos de emergência para ajudar os pais a comprar os manuais escolares.

Com a recolha exaustiva do Calimero/MVaz.