Vem aí uma reforma curricular mais alargada do Ensino Básico que se espera não ficar resumida a cortes nas excrescências, sem compensar o núcleo duro do currículo.

Mas antes disso seria interessante que os actores em presença revelassem algum conhecimento do que falam. Não sei se foi do Verão atípico, mas alguns representantes parecem não estar bem neste mundo. Sobre o desejo de Nuno Crato revogar o documento das Competências Essenciais definidas para o Ensino Básico João Dias da Silva,

secretário-geral da Federação Nacional de Educação, concorda com a medida: “Este documento deveria identificar as competências concretas que cada aluno deve ter no final do 9º ano, mas pela forma como as coisas estão apresentadas é muito difícil de o fazer.”

Ora o que acontece é que as competências concretas já estão disponíveis em outro documento que, com mais ou menos defeitos, já existe, as Metas de Aprendizagem.

O que se torna progressivamente evidente é que, quando se sai da área das disputas laborais e políticas há demasiada gente a não saber do que fala, mas a falar disso com a confiança que só a total inconsciência permite.

Mas não me estou a referir especificamente apenas a Dias da Silva, pois no actual MEC cada vez se nota mais a falta dos pré-requisitos essenciais para passarmos a uma nova fase do processo de…