Ontem no Eixo do Mal afloraram, embora um pouco pela ramagem e apesar da actual constituição muito liberal do painel, um aspecto curioso dos nossos problemas orçamentais, embora esquecendo-se de alguns dos seus elementos.

Os factores mais graves do actual desequilíbrio orçamental estão ou na Madeira ou em buracos privados (BPN) ou público-privados (as PPP).

A conversa sobre os encargos sociais do Estado, em especial com a Educação e Saúde não passa de uma cortina de nevoeiro para encobrir o facto de andarem a aumentar desmesuradamente a carga fiscal para tapar as crateras criadas por mais de 30 anos de governação do PSD-jardinesco na Madeira, a década em que Oliveira e Costa fez de dona Branca e a outra década em que os privados sugaramj o que puderam em contratos de parceria com o Estado.

Podem dizer muitos liberais de encomenda (incluindo os que rapidamente se encostaram à teta do Estado como os nogueirasleites) que o Estado é imenso, que o Estado consome muito e etc e tal. Poderiam era acrescentar que isso acontece para que a redistribuição da riqueza (olha-me aqui a costela marxista, deve ser do fumo dos charros nocturnos na Festa do Avante a serem empurrados pelo vento aqui até perto da serra) possa estar assegurada da forma que sempre esteve e que os grandes privados possam ter a protecção do Estado em milhões ao longo dos anos que os pequeninos têm em tostões durante uns meses.