Domingo, 4 de Setembro, 2011


Que sacrifício este, o do sofá com internet.

Skunk Anansie, Squander

Não me digam que ainda se descobre que os velhosdorestelo têm razão e que não há geringonças que substituam um bom professor.

In Classroom of Future, Stagnant Scores

CHANDLER, Ariz. — Amy Furman, a seventh-grade English teacher here, roams among 31 students sitting at their desks or in clumps on the floor. They’re studying Shakespeare’s “As You Like It” — but not in any traditional way.

In this technology-centric classroom, students are bent over laptops, some blogging or building Facebook pages from the perspective of Shakespeare’s characters. One student compiles a song list from the Internet, picking a tune by the rapper Kanye West to express the emotions of Shakespeare’s lovelorn Silvius.

The class, and the Kyrene School District as a whole, offer what some see as a utopian vision of education’s future. Classrooms are decked out with laptops, big interactive screens and software that drills students on every basic subject. Under a ballot initiative approved in 2005, the district has invested roughly $33 million in such technologies.

The digital push here aims to go far beyond gadgets to transform the very nature of the classroom, turning the teacher into a guide instead of a lecturer, wandering among students who learn at their own pace on Internet-connected devices.

“This is such a dynamic class,” Ms. Furman says of her 21st-century classroom. “I really hope it works.”

Hope and enthusiasm are soaring here. But not test scores.

Since 2005, scores in reading and math have stagnated in Kyrene, even as statewide scores have risen.

Free schools built in mainly middle-class and wealthy areas

Poorer white pupils under-represented, study finds, as Michael Gove scrutinised over political appointments.

Whitehall emails reveal the hidden costs of promoting free schools

Cash for Conservative project fast-tracked to charity which was sole bidder for the work, part of the ‘big society’ agenda

Libyan papers show UK worked with Gaddafi in rendition operation

A secret CIA document shows that British and Libyans worked together to arrange the removal of a terror suspect to Tripoli.

Mail recebido com a indicação que se segue e diversos anexos, dos quais apenas irei colocar dois no post, excluindo outros por razões que passam pela inclusão de dados profissionais alheios:

(…)
O texto que segue em baixo, bem como os anexos, vão ser enviados para os meios de comunicação social mais importantes e depois de fazer algumas alterações queria enviá-los para os sindicatos, DGRHE, ME e para a IGE.
(…)

Bom dia,

Venho por este meio dar-vos a conhecer uma situação que, estou em crer, está longe de ser uma situação isolada.

Desde o dia 12 de Agosto que foi disponibilizada a aplicação para concurso às contratações de docentes das escolas TEIP e escolas em Autonomia. Como essas escolas não obedecem aos critérios do concurso nacional de professores, são as direcções dessas escolas que estabelecem os critérios de selecção dos docentes. Infelizmente os critérios de selecção nem sempre são os mais éticos e transparentes.

A maioria das escolas optou este ano por estabelecer como um dos critérios para selecção de docentes, a continuidade pedagógica ou o facto de os docentes a concurso já terem leccionado nessas escolas. Tal facto até se poderia compreender, caso os docentes tivessem, a par disso, tido uma avaliação de Muito Bom ou Excelente, facto que demonstraria de um modo mais claro a sua competência.

Na lista em formato Word que vos envio em anexo, estão os meus dados que constam das tabelas de ordenação de professores, bem como os dados de alguns dos candidatos colocados nas vagas a que eu também me candidatei. Decidi não meter os dados de todos os candidatos, pois como me candidatei a mais de 120 horários, o documento seria muito extenso.

O que poderão constatar é o seguinte, para a mesma vaga a concurso, foram preferidos candidatos com a mesma avaliação de desempenho que eu, mas todos eles com uma graduação profissional inferior à minha. Em certos casos há candidatos que ainda nem sequer acederam à primeira prioridade de ordenação. Mas como estiveram colocados naqueles estabelecimentos de ensino em anos anteriores, têm prioridade sobre a minha candidatura. Facto que não faz sentido absolutamente nenhum, e não beneficiará seguramente os principais interessados em tudo que isto: os alunos.

Gostava também de chamar a atenção para outros dois anexos que envio. São dois printscreen que fiz de duas contratações de escola, uma do Agrupamento de Escolas das Olaias e outra do Agrupamento de Escolas Matilde Rosa Araújo. Em ambos chamo a vossa atenção para a subjectividade dos critérios, bem como para a vossa análise dos candidatos que foram colocados nessas vagas e quais as suas graduações e avaliações de desempenho.

Infelizmente, e sem qualquer explicação, a aplicação informática para concorrer bem como o site da DGRHE, não possuem qualquer informação ou local para se poder fazer uma reclamação das colocações dos horários das Escolas TEIP e Autonomia.

Em anexo envio também as listas de ordenação dos dois grupos de recrutamento para os quais concorri e deixo um link, caso queiram descarregar essas listas do site da DGRHE.

Link DGRHE:

Sem mais assunto,

Luís Saraiva

Rumoreja de novo por aí aquele discurso anti-professores, achando que são uma malandragem que trabalha pouco e ganha mais do que devia. O problema é que os números não são bens esses e numa recente publicação da OCDE sobre a necessidade de manter a docência como uma actividade de topo, em termos de qualidade, o ranking está longe de ser favorável aos professores portugueses, nomeadamente àqueles a que o MEC e as estruturas sindicais consideram mais adequado impor os padrões de ADD mais exigentes.

O que é objectivo é que um professor com 15 anos de carreira (com os congelamentos, é alguém agora na casa dos 40 anos ou mesmo mais), ganha em média cerca de 75% de um outro licenciado, sendo que o professor até tem formação adicional. Em 27 países, Portugal fica em 17º lugar. A vizinha Espanha encabeça a lista, com os professores a ganharem comparativamente mais do que os outros licenciados.

O resto, aquela propaganda agressiva do costume durante o consulado socrático que tanto seduz muitos elementos do PSD e alguns tarefeiros da imprensa, em tempos seduzidos com bolachinhas e chá quando aparentam ar de outros gostos, é apenas o que se sabe: ruído sem grande fundamentação empírica a que se agarrarem.

 

Nem vale a pena falar da continuidade de muitas das políticas. É tudo óbvio, a fórmula é a da troika, pelo que a diferença será sempre mais na forma do que na substância.

E quanto à forma o que temos?

Com os governos de Sócrates tínhamos um conjunto de ministros meio apagados, um primeiro-ministro super-estrela, de peito feito a enfrentar tudo o que era antagonista com agressividade, e um par de ajudantes para as aflições (Teixeira dos Santos para as más notícias, Pedro Silva Pereira para as repetições e eco).

Com Passos Coelho temos uma relativa inversão das coisas: temos uns quantos governantes a fazer declarações mais ou menos tonitruantes (bem… Álvaro Santos Pereira é capaz de ser o único…), um primeiro-ministro a resguardar-se e a apresentar sempre uma postura simpática e dialogante, mantendo-se os dois ajudantes para as aflições (Vítor Gaspar para as más notícias em 33 rpm, Miguel Relvas para explicar tudo e mais alguma coisa, encontrar facturas esquecidas e malabarismos diversos).

A herança maior é que os anos de governação de Sócrates empurraram o limite da tolerância e resistência até aos limites do imaginável e agora já se dá por aceite e adquirido o que em outros tempos despertaria imediato protesto, mesmo que apenas vocal. Santana Lopes encena dúvidas quanto à aceitação do cargo de provedor da Misericórdia e ninguém se chateia. os caricatos serviços secretos que temos andam em fretes de alcova e, tirando os concorrentes da Ongoing, ninguém parece perceber que o que se passa é gravíssimo, a começar por um Presidente da República que passou apenas a existir no Facebook.

António José Seguro adormeceu ainda mais o PS, o próprio ainda a recuperar do atropelamento que sofreu durante todo este tempo e a oposição limita-se a fogachos de alguns deputados do PCP.

Digamos que, com um ambiente destes, o terceiro mandato de Sócrates está a decorrer com uma calmaria inesperada.

Vem aí uma reforma curricular mais alargada do Ensino Básico que se espera não ficar resumida a cortes nas excrescências, sem compensar o núcleo duro do currículo.

Mas antes disso seria interessante que os actores em presença revelassem algum conhecimento do que falam. Não sei se foi do Verão atípico, mas alguns representantes parecem não estar bem neste mundo. Sobre o desejo de Nuno Crato revogar o documento das Competências Essenciais definidas para o Ensino Básico João Dias da Silva,

secretário-geral da Federação Nacional de Educação, concorda com a medida: “Este documento deveria identificar as competências concretas que cada aluno deve ter no final do 9º ano, mas pela forma como as coisas estão apresentadas é muito difícil de o fazer.”

Ora o que acontece é que as competências concretas já estão disponíveis em outro documento que, com mais ou menos defeitos, já existe, as Metas de Aprendizagem.

O que se torna progressivamente evidente é que, quando se sai da área das disputas laborais e políticas há demasiada gente a não saber do que fala, mas a falar disso com a confiança que só a total inconsciência permite.

Mas não me estou a referir especificamente apenas a Dias da Silva, pois no actual MEC cada vez se nota mais a falta dos pré-requisitos essenciais para passarmos a uma nova fase do processo de…

 

Ontem no Eixo do Mal afloraram, embora um pouco pela ramagem e apesar da actual constituição muito liberal do painel, um aspecto curioso dos nossos problemas orçamentais, embora esquecendo-se de alguns dos seus elementos.

Os factores mais graves do actual desequilíbrio orçamental estão ou na Madeira ou em buracos privados (BPN) ou público-privados (as PPP).

A conversa sobre os encargos sociais do Estado, em especial com a Educação e Saúde não passa de uma cortina de nevoeiro para encobrir o facto de andarem a aumentar desmesuradamente a carga fiscal para tapar as crateras criadas por mais de 30 anos de governação do PSD-jardinesco na Madeira, a década em que Oliveira e Costa fez de dona Branca e a outra década em que os privados sugaramj o que puderam em contratos de parceria com o Estado.

Podem dizer muitos liberais de encomenda (incluindo os que rapidamente se encostaram à teta do Estado como os nogueirasleites) que o Estado é imenso, que o Estado consome muito e etc e tal. Poderiam era acrescentar que isso acontece para que a redistribuição da riqueza (olha-me aqui a costela marxista, deve ser do fumo dos charros nocturnos na Festa do Avante a serem empurrados pelo vento aqui até perto da serra) possa estar assegurada da forma que sempre esteve e que os grandes privados possam ter a protecção do Estado em milhões ao longo dos anos que os pequeninos têm em tostões durante uns meses.

Em tempos daquilo a que outrora chamavam esbulho fiscal, é particularmente notória a ausência dos mais destacados membros dirigentes do CDS (até daqueles que não ficaram encaixadinhos no Governo e suas dependências) na análise da situação financeira e fiscal do país.

Subitamente, restam apenas Pires de Lima e Lobo Xavier.

O resto está aconchegadinho. No Parlamento restaram apenas os novos e só o neófito Adolfo Mesquita Nunes se parece lembrar do que dizia antes do Verão.

Quanto aos governantes propriamente ditos, quais as suas marcas profundas na governança do país?

  • Assunção Cristas – dispensa gravatas nas reuniões, assim permitindo o afloramento dos pêlos peitorais masculinos (dos que os têm e não se depilaram) junto ao colarinho das camisas.
  • Paulo Portas – anh… anh… anh… acho que disse qualquer coisa sobre eurobonds. Não tenho a certeza exactamente do quê. Nem pareceu interessar a ninguém.
  • Pedro Mota Soares – acha que as crianças se podem encaixotar em creches num modelo próximo do romeno de outrora. Aguarda-se o momento em que a sua motoreta sirva para o transportar a ele e dois assessores.

… em 1986-87, 4º ano da Faculdade, entre as aulas, um curso do FSE e enquanto não comecei a dar aulas à noite.

Só com três dados jogava-se ao Ambicioso, a minha especialidade em busca dos 1000, para desespero do Eduardo que ia juntando os pontos aos 100 e 150.

Aquilo não é uma secreta, é o Kaos do Olho Vivo. Aliás, do Zé das Socas.