Quinta-feira, 1 de Setembro, 2011


AC//DC, Rock’N’Roll Train

Também ficam bem uns livros, mas podem fazer falta para… coiso… como se chama… … … estudar?

Escolas ainda não sabem como vão apoiar alunos no estudo

Volto amanhã com um poste.

Professores contratados, o dia seguinte à publicação das listas de colocação, os casos da TVI, RTP e SIC.

FENPROF e FNE e a não colocação de professores. FENPROF prepara protesto para 16 de Setembro e ameaça não assinar acordo com o Ministério de Educação.

Mais escolas à venda – Mondim de Basto.

AVALIAÇÃO DE PROFESSORES, O EMBUSTE

Contrariamente ao que o anterior Governo se ocupou em afirmar até à exaustão, num processo em que foi secundado pelos sindicatos do sector, os professores do Ensino Público, na sua vivência profissional, sempre estiveram sujeitos a contínuos processos mais ou menos formais de avaliação funcional (e formativa) de desempenho.

Basta reflectir um pouco para constatar que não existe actividade mais escrutinada do que a actividade docente e que essa amplíssima exposição constitui mesmo uma especificidade intrínseca ao exercício da profissão.

O trabalho de um professor desenvolve-se necessariamente perante os seus alunos e respectivos encarregados de educação – 20-30 alunos, 40-60 encarregados de educação por turma, multiplicáveis até à dezena de turmas por professor…! – e em articulação estreita com os outros professores e auxiliares educativos, num dia-a-dia que, necessariamente, suscita partilha de informação e experiência e envolve trabalho formal de apreciação e comparação de situações dos alunos no âmbito da mera vivência colectiva escolar, num quadro sincrónico de várias disciplinas ou numa apreciação diacrónica de cada disciplina em anos subsequentes.

Se professores, alunos e encarregados de educação facilmente reconhecem essa particular condição de contínua exposição e consequente avaliação de desempenho dos docentes, como pode um Governo e alguns Sindicatos agir como se a desconhecessem? – e como pode a generalidade dos media reproduzir tal discurso ignorando o seu óbvio desenquadramento da realidade?

Não me atrevo a especular sobre as razões que terão estado por detrás de um tão bizarro procedimento, mas devo constatar que, para o fazerem, Governo (PS) e Sindicatos nos andaram a confundir com duas espécies de avaliação distintas: avaliação funcional, a tal avaliação permanente que é intrínseca ao desempenho da actividade docente; avaliação administrativa, uma aferição de exercício assente em critérios formalmente relevantes e que se destina a informar processos de progressão profissional.

Para patentear a muita má-fé de que enfermou todo esse processo, acresce que os governantes (PS), em reiteradas, injustas e até ofensivas intervenções, vieram acusar os (indolentes? levianos?) professores do Ensino Público de pretenderem fugir a uma «normal» avaliação (administrativa) de desempenho, depois de lhes terem «politicamente» suspendido esses mesmos processos de aferição profissional para, por contenção orçamental, lhes vedar o normal acesso à progressão na carreira.

Nos últimos anos, pois, têm os professores andado enredados nas malhas das burocracias que entretanto se geraram, levando à degradação do ambiente de trabalho nas escolas, à aposentação antecipada dos mestres mais experientes e a distorções na classificação dos alunos…

Da recente alteração de Governo, esperar-se-ia que o Ministro da Educação, Nuno Crato, um matemático, viesse introduzir critérios de razoabilidade na discussão com os Sindicatos de um novo processo de avaliação administrativa; questão que, num quadro de congelamento da progressão nas carreiras, deveria ser de interesse secundário, tal como sustentou esse mesmo governante, em Castelo de Vide (Universidade de Verão do PSD), ao afirmar que “o problema fundamental da educação em Portugal não é a avaliação dos professores”!

Contudo, tal não acontece… e alguns sindicatos, descurando problemas efectivamente prementes das condições de trabalho no Ensino Público – instabilidade laboral, escassíssima mobilidade horizontal e vertical (inexistência de concursos, carreiras congeladas), insuficiência de recursos, acesso gratuito à formação contínua, trabalho extraordinário não reconhecido, enfraquecimento de regimes da protecção (desemprego, doença) –, teimam em
dar prioridade à luta por um «modelo aceitável» de avaliação dos professores – questão que deveria ter sido liminarmente arredada da agenda, assim: “sem perspectivas de progressão na carreira nenhuma avaliação (administrativa, claro) faz sentido!”.

Acresce que, com o provável intuito oportunista de captar a adesão de docentes mais novos, o principal sindicato de professores tem vindo a investir numa (fácil) posição de princípio igualitário, afirmando rejeitar “a ‘leitura simples’ de se considerar que por estarem em topo de carreira, os professores não têm de ser avaliados da mesma maneira que os outros”; sem se aperceber de que, ao fazê-lo, está a dar um «tiro no pé», pois quanto mais vasto for o universo dos docentes sujeitos a notação mais se amplia a concorrência, a conflitualidade e a burocracia (o ruído) no seio do sistema de avaliação.

Essa situação até já terá feito sorrir maliciosamente Nuno Crato, habituado que está a fazer contas de somar e dividir para encontrar médias e determinar quotas sobre mapas de distribuição de resultados «gaussianamente» significantes e credíveis…!

Luis M. Mateus
(arquitecto, ex-professor na Universidade do Minho

Concurso Nacional de Docentes 2011/2012 – DACL

… recomendo que o façam de modo a que eu sofra. Não é que eu queira, que não sou dessas coisas, mas merecia.

Incapazes! Aqui e ali.

Cortesia do infatigável Livresco:

El curso escolar podría arrancar entre huelgas

El conflicto principal radica en las instrucciones anunciadas por la Comunidad para la Educación madrileña. Como ésta, todas las protestas están todavía en el aire. En los próximos días sabremos cómo y cuándo tendremos la vuelta al cole de este año.

Los profesores irán a la huelga contra los recortes de Aguirre

Los recortes avivan el descontento sindical al inicio de un curso conflictivo

La ANPE se moviliza en contra de los recortes en educación

El sindicato pide un pacto constitucional entre los grandes partidos políticos, semejante al del techo de déficit que se debate estos días en las cortes, para salvar la educación y su financiación

Peligra el comienzo del curso escolar en varias comunidades

Rebelión contra el recorte educativo

Galicia va a la huelga y los profesores de Madrid amenazan con hacerlo por la reducción de plantilla a costa de subir las horas lectivas – Castilla-La Mancha se suma al tijeretazo.

Recortes en Educación: la vuelta al cole sin profesores interinos

Rebelión en las aulas

En un momento especialmente complicado para el sistema educativo español, que registra una de las tasas más altas de Europa de abandono escolar (uno de cada tres alumnos deja los estudios antes de los 16 años); en un momento en el que el último informe PISA nos vuelve a colocar muy por debajo de la media europea en Matemáticas, en Ciencia y en Lectura.

… queixam-se por passarem a ter 20 horas. O que para eles é excepção…

Sindicatos dicen que la jornada de 20 horas solo puede ser algo “excepcional”

Los portavoces sindicales han respondido así a la presidenta regional, Esperanza Aguirre, que esta mañana ha confiado en que los profesores no vayan a la huelga, ya que según ha asegurado la ley avala incrementar de 18 a 20 horas su jornada laboral.

Los sindicatos han aclarado que la jornada laboral de los profesores es de 37,5 horas, y no de 20 horas, que son las que se dedican a impartir clases, y que el curso pasado ascendían a 18.

Las horas restantes, han explicado los sindicatos, se destinan a la preparación de clases, tutorías, atención de padres o corrección de exámenes, entre otras cuestiones.

Escolas não sabem como apoiar alunos com dificuldades

… é sempre a modos que.

Os sindicatos, são pagos para isso.

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) aconselhou hoje os docentes que não viram o seu contrato renovado a recorrer à Justiça para exigir a compensação prevista na lei em caso de caducidade, se aquela não for paga.

… o Guinote não aparece já, transformo isto numa discoteca. Disse.

Porque é perigoso quando…

Isso de taxar lucros superiores a dois milhões daquilo; há algum futebol que dê lucro?

Dá, mas… se até os presidentes dos clubes apenas auferem o ordenado mínimo, se a contabilidade é xalente

O problema não é esse, não se gatanhem, apenas deriva da deriva.

Não me atrevo a colocar a priori o meu modelo, preparando os pés de burro…

31 de Agosto – Dia do Desperdício

Começo por pedir desculpa por não alinhar com a unânime alacridade que por aí vai, por aparecer como um desmancha-prazeres. É condenável, é verdade, que, num dia em que tanta gente bem intencionada e esforçada encontra, finalmente, motivo para um sorriso na sua triste vida, assome a feia cabeça de uma criatura sem nome, que, incapaz de tomar parte no banquete, teime em não ir embora, como diria o Erasmo. Hoje foi o dia em que 37 000 professores ficaram do lado de fora da Escola. Trinta e sete mil. É um desperdício dificilmente concebível.

Só criaturas que padeçam de imaturidade moral e de miséria mental se podem contentar com a hecatombe. São entusiasmos misólogos. Dessa numerosa e tão vocal gente não se pode, sequer, dizer que estão mentalmente apetrechados com escombros culturais – nem isso, porque mesmo esses escombros são, ainda, vestígios de qualquer coisa que passou por “cultura”. Não. Essa malta orneia por desertos infra-humanos. Vive em mundos onde o sol nunca se põe – nunca viram, portanto, a noite como promessa de revelação -, nem nunca nasce – desconhecem, também, a luz, que dá a ver as coisas.

A partir de hoje, milhares e milhares de horas possíveis de contemplação reveladora de uma obra de arte, de leituras iluminantes de tantos poemas, de pasmos inesperados perante textos literários até aí ignorados e desprezados, de adestramento na plasticidade da língua, nas Wendungen de Hofmannsthal, da transfiguração do presente depois do conhecimento do passado, de cálculos agora descobertos e já não inacessíveis, de relações espaciais ainda ontem insuspeitas, de soletrações pausadas da tabela periódica que se descobrem como uma decifragem da realidade, da junção infantil das primeiras letras, que nos afasta de todas as outras espécies, tudo, tudo isso foi posto no caixote do lixo. Parabéns.

A partir do comunicado oficial de ontem.

Entretanto, uma farpa adicional: parece que as mudanças na DREC já tiveram implicações na mobilidade de muita gente, com trocas e baldrocas à última hora. Será que foi necessário alterar listas por causa disso?

Pequeno texto (1400 caracteres) pedido para acompanhar a peça do Diário Económico de hoje sobre o resultado do concurso de colocação dos professores. Confesso, não consegui encaixar mais nada em tão curto espaço. Ainda não verifiquei se está mesmo em letra impressa.

O panorama apresentava sinais contraditórios: por um lado o imperativo de alargar a escolaridade obrigatória para doze anos e de aumentar as horas em disciplinas consideradas nucleares no currículo, o que indiciaria maior necessidade de docentes; por outro, as exigências de contenção orçamental e os recorrentes avisos públicos para reduzir efectivos entre os funcionários do Estado. Pelo meio, um concurso envolto em alguma confusão a jusante, devido às sucessivas e nem sempre muito congruentes indicações da tutela para organizar os horários para o ano lectivo de 2011/12. A pairar, a ameaça de desemprego generalizado para os professores contratados e um número indeterminado dos chamados horários-zero.

Clamor sindical quanto ao esperado desemprego docente; relativo silêncio de uma nova equipa do MEC ainda a tentar perceber como estas coisas funcionam na prática, sucedendo-se em declarações entre o apaziguante e o desanimador.

No final, ao fim da espera, deparamos com uma redução superior a 25% entre renovações e novos contratos (correspondendo a cerca de 10% dos professores em exercício), abaixo das piores expectativas, mas mesmo assim lançando alguns milhares de docentes, com vários anos de serviço, para o desemprego.

Continuam a ser eles o elo mais fraco de um sistema de colocação de professores que nunca mais encontra um ponto de estabilidade.

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