Sábado, 27 de Agosto, 2011


Will Smit, Miami

Coragem, faltam poucos dias para terminar o mainstream estival.

Comigo não, violão!

Sexo com os Neandertais foi bom para nós

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa: O que muda?

Combater a riqueza rende mais do que evitar a pobreza.

Eis os resultados da sondagem de ontem. O Coiso fartou-se de votar, a avaliar pelas entradas com ip’s diferentes.

Ao fim de seis meses de insurreição, cinco dos quais apoiados por persistentes bombardeamentos da NATO, os contra-revolucionários tomaram a capital da Líbia. No assalto a Tripoli, a Aliança Atlântica e os mercenários e fundamentalistas islâmicos afectos ao Conselho Nacional de Transição (CNT) mataram tantas pessoas como as vítimas civis estimadas pelo governo líbio durante todo o conflito. […]  A queda de Tripoli é uma derrota para todos os progressistas e amantes da paz, mas não a sua rendição ou deserção da luta contra a barbárie.

Nota-se muito por onde passou o assúcre? Gosto muito do aroma de café no meu assúcre.

Câmara de Torres Vedras corta despesas com transportes escolares

Vendas Novas queixa-se de dívida do Ministério da Educação

Câmara de Abrantes comunica encerramento de Jardins-de-Infância

Falta de mobiliário adia abertura de nova escola

O Fim da Macacada

Não é para todos. Há que representar qualquer coisa.

Direitos humanos: os mínimos éticos para a sociedade intercultural, de hoje

As grandes concepções teóricas para a vida e a organização social há muito que deixaram de responder a um mundo cada vez mais aberto e multicultural. Uma racionalidade pós-moderna invade tudo, instala-se um relativismo que deixa pouca margem para a crença em dias melhores, ao mesmo tempo que a globalização e seus efeitos, seja qual for o contexto para que olhemos, parecem inexoráveis. Crescem os desenraizamentos e as exclusões, já não somos verdadeiramente de lado nenhum, embora vivamos com a sensação de que somos de todos os lugares. Este sentimento de insegurança e de não pertença faz toda a diferença, quando se trata de pensar as questões da convivência entre as diferentes culturas.

Em meu entender, essa convivência é possível a partir de um compromisso com os direitos humanos e a solidariedade mundial, de que as organizações internacionais são parte integrante. Os direitos humanos não são abstracções; legitimam práticas sociais e cívicas concretas, enquadram leis e definem políticas e planos de acção, envolvendo pessoas reais – grupos sociais, culturais, étnicos, religiosos, linguísticos…

Quando os colocamos como pano de fundo, vêm-nos de imediato, à mente, conceitos como dignidade humana, justiça, democracia, primado da lei, tolerância, pluralismo, respeito, interdependência, cidadania… sem os quais, dificilmente, podemos enquadrar e conceber o diálogo e a acção entre as culturas. Aliás, talvez tenha sido a ausência de alguns destes valores que levou os modelos anteriores, quer os etnocêntricos quer os multiculturais, a darem respostas insuficientes, quando não criticáveis, nalguns dos seus aspectos.

Aponta-se, hoje, para um modelo de convivência intercultural que considere, ao mesmo tempo, a existência de valores comuns a todos os seres humanos (a dignidade da pessoa e os seus direitos inalienáveis) e a existência de valores relativos a cada uma das culturas (língua, história, costumes, tradições…). Esta fundamentação, em valores universais e particulares, permite pensar uma espécie de terceira via, entre o universalismo e o relativismo, conciliando o melhor dos modelos referidos.

Terceira via que não é uma síntese ou um consenso simples, mas, antes, um compromisso, em que as diferentes culturas reconhecem a existência de uma base comum, para a convivência e a organização sociais, consagrada na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), no Pacto dos Direitos Civis e Políticos e no Pacto dos Direitos Civis Económicos e Sociais (1966), entre outras declarações e convenções internacionais – e se empenham em construir juntas, em pé de igualdade, uma sociedade aberta e plural.

Trata-se, por isso, de um compromisso dinâmico e complexo, de natureza ética (envolvendo a decisão e a responsabilidade de cada indivíduo), de natureza política (envolvendo a decisão e a responsabilidade dos Estados e das instituições) e de natureza educativa (envolvendo a aquisição de competências culturais). É neste último ponto que o papel da educação, em geral, e não apenas da escola em sentido restrito, se torna fundamental, sensibilizando para a protecção e a vivência dos direitos humanos – esses mínimos de acção ética que todos os indivíduos e todas as sociedades se devem reciprocamente exigir.

Maria Rosa Afonso, professora

A entrevista de Mário Nogueira ao DN (sem link, mas ocupando demasiado espaço para me apetecer digitalizá-la) Nem dá para embirrar com nada de especial, tamanha a etiqueta e punhos de renda. As tiradas sindico-eduquesas contra os exames, enfim… podiam ser ditas por qualquer responsável governamental pré-Nuno Crato. Um Valter Lemos, por exemplo. Ou mesmo um burocrata de sucesso como Luís Capucha. Depois da fracassada entrada a matar com Maria de Lurdes Rodrigues e do apoio carinhoso a Isabel Alçada, ficamos num meio termo em relação a Nuno Crato, esperando que ele seja consumido (um pouco como David Justino) nas lutas contra parte da máquina e respectivos interesses instalado no ME.

É hora de preparar o Teixo. Um acto simples para vinte séculos.

… como São Tomé:

3 – Vão ser implementadas grandes alterações na organização da Administração Escolar, no DL 75, no Estatuto do Aluno, durante o ano letivo.

CNIPE: Ministério garante que não haverá fome nas escolas

“Ainda é cedo para avaliar o desempenho do ministro”

É dos rostos mais conhecidos na contestação às políticas dos ministérios da Educação. Não guarda boas lembranças de Maria de Lurdes Rodrigues, nem do peso do Ministério das Finanças no mandato de Isabel Alçada. Pela frente tem mais quatro anos com um novo ministro…

Mário Nogueira em entrevista ao DN.  Compro e leio daqui a bocado.

Reb, este podes ver este em busca de respostas para as perguntas de ontem sobre patriarcado e matriarcado. Se as encontrares…

Vem, Vento, Varre

Vem, vento, varre
sonhos e mortos. 
Vem, vento, varre
medos e culpas. 
Quer seja dia,
quer faça treva,
varre sem pena,
leva adiante
paz e sossego,
leva contigo
nocturnas preces,
presságios fúnebres,
pávidos rostos
só cobardia.

Que fique apenas
erecto e duro
o tronco estreme
de raiz funda. 

Leva a doçura,
se for preciso:
ao canto fundo
basta o que basta.

Vem, vento, varre!

[Adolfo Casais Monteiro]