Quarta-feira, 24 de Agosto, 2011


Richard Swift, Knee-High Boogie Blues

Necessidades transitórias?

Necessidades Transitórias? 3, 4 e 5

A culpa, digo, a responsabilidade, é de quem?

Isto é que é uma plataforma bloguística floral…

No quarto de Kadhafi

Os amigos de Kadhafi

Durante o dia de hoje e não só, defensores explícitos ou implícitos das duas maiores federações sindicais de docentes têm andado por aqui a questionar o meu direito a expressar a minha opinião em órgãos de comunicação social. Num dos casos temos o par de jarretas do costume, no outro, alguém com maior civilidade e tacto, mas uma concepção estranha de debate público.

Não sei até que ponto se moverão certas pressões. No passado, tive conhecimento de vetos quanto à minha participação em programas. Aliás, foi fácil perceber quem foi permeável. Voltarão a fazê-lo?

O que os incomoda? Que aponte as constantes inversões de marcha, o enquistamento a interesses político-partidários ou apenas os irrito por questionar o monopólio que pretendem exercer sobre negociações e negociozinhos?

Não se amofinem. Tenham calma. Mas não atirem com muita força. Não ando com bom feitio e muito menos para rasteiras de bastidores.

Amorim diz que é um trabalhador – mas não é como os outros.

Value of holding a degree shrinks for 21st-century graduates

University-educated workers still earn far more than those who left school at 16, but gap is narrowing.

How much is your qualification worth? average wages compared

Over 1.3m graduates earn less than the average wage for someone educated to A-level standard.

Quem decide que protesto é bom ou mau? E onde quando pode acontecer? Se for no Egipto é bom, se for em Inglaterra é mau?

E não lhes ocorre, sequer, que sendo usados estes meios, até é mais fácil saber quando e onde?

Facebook and Twitter to oppose calls for social media blocks during riots

Ministers expected to row back from David Cameron’s demand that suspected rioters be barred from websites.

… e só alguém muito desfasado da realidade poderia pensar que a mobilidade especial se aplicaria directamente nesta situação dos professores em DACL que não conseguirem colocação a 31 de Agosto.

Professores com horário zero ficam nas escolas a apoiar alunos

Após reunião no Ministério da Educação, Mário Nogueira, dirigente da Fenprof, anunciou que os professores com horário zero não vão para o quadro de mobilidade especial.

Vamos lá ser sérios: o que determina o decreto-lei 124/2008 para as situações de horário zero:

Artigo 3.º
Acesso excepcional à colocação
1 — O docente com nomeação definitiva em lugar de quadro de escola ou de zona pedagógica que não obtenha colocação na sequência dos procedimentos de transferência por ausência da componente lectiva, a que se refere o artigo 28.º do Decreto -Lei n.º 20/2006, de 31 de Janeiro, de destacamento por ausência da componente lectiva, previsto no artigo 42.º do mesmo diploma, ou de afectação, a que se refere o artigo 48.º do mesmo diploma legal, pode optar voluntariamente por uma colocação em escolas pertencentes a quadros de zona pedagógica por si indicados.
2 — A colocação decorrente da opção voluntária referida na parte final do número anterior, efectua -se no decorrer das colocações cíclicas e logo que esgotada a lista de professores, do respectivo grupo de recrutamento, pertencentes a esse quadro de zona pedagógica e antes da colocação dos candidatos na fase de contratação.
3 — Para efeitos do disposto nos números anteriores, o candidato preenche o formulário electrónico, modelo da Direcção -Geral dos Recursos Humanos da Educação, utilizado para o concurso a destacamento por ausência da componente lectiva ou afectação, consoante se trate de docente do quadro de escola ou do quadro de zona pedagógica, no qual ordena as suas preferências por ordem decrescente de prioridade e por quadros de zona pedagógica, nos termos da alínea c) do n.º 3 do artigo 12.º do Decreto -Lei n.º 20/2006, de 31 de Janeiro.
4 — Para a concretização da colocação, aplicam -se, com as necessárias adaptações, as regras contidas no n.º 5 do artigo 12.º do diploma referido no número anterior.
5 — A colocação é efectuada em horários declarados pelas escolas e segue a ordem decrescente dos intervalos
de horário previstos no n.º 6 do artigo 12.º do Decreto -Lei n.º 20/2006, de 31 de Janeiro.

A entrada em situação mobilidade especial, por ausência de componente lectiva é diferente da causada por incapacidade ou inadwquação para o exercício de funções docentes.

Portanto, não atirem poeira para os olhos.

Ao menos por cá foi tudo feito com mais diplomacia e sempre nos vão afundando a (quase) todos em alegre aliança.

Hugo Chávez ameaça nacionalizar bancos que não financiem projectos públicos

Graham Richards, Psychology – the Key Concepts (Londres: Routledge, 2009, p. 60)

Regresso do Blog com um pedido

Depois do Blog estar dois dias em baixo devido a actualizações do servidor eis que regressa e com bastante material para meter ao longo do dia.

Irei colocar as listas de ofertas de escola dos últimos dias para ser feito um balanço no final da semana com números e quadros.

Todos os dias, ao final do dia, colocarei as ofertas disponíveis até às 21 horas, com a separação das mesmas pela data limite de candidatura.

Se porventura existirem interessados em divulgar as listas da Bolsa de Recrutamento que começarão a sair em Setembro agradecia que enviassem-me mail para ser organizado a forma como elas serão retiradas e divulgadas. Como sabem só terão acesso a essas listas os candidatos que se candidataram a esse grupos de recrutamento. Se eu tenho facilidade em conseguir as listas de alguns grupos de outros é-me completamente impossível.

Para usufruto de todos seria bom conseguir as listagens de TODOS os grupos de recrutamento.

Continuam a chegar pérolas:

Uma vez que tem falado deste assunto… envio com o pedido de reserva quanto ao remetente, o Relatório de Autoavaliação que temos de preencher num agrupamento do Centro.
Não faz referência aos objectivos individuais nem às evidências!!!
Pediram que entregassemos um portfolio sem mencionarem o cuidado de ligar para as evidências…
Não está de acordo com a ficha dos objectivos individuais. No ponto 1 refere os objectivos individuais mas esse ponto não faz parte da grelha dos objectivos!
Continuação de “bom” trabalho!
Um fado amigo,
P.
Anexo: AutoAvaliação todos os níveis_2009-11

… preocupadas com um eventual excesso de protagonismo mediático de um professorzeco que se representa apenas a si mesmo e não tem vergonha de o ser (professor do Ensino Básico) e de o fazer (falar em voz própria, recusando ventriloquismos ou marionetices). Um comentador deste post pareceu muito incomodado com o facto de, num curto debate televisivo, eu ter tido o desplante de ter sido interlocutor do líder da FNE pois sou um reles professor sem legitimidade para trocar opiniões com um representante. Para que conste, fui ao programa sem colocar condições, sem questionar quem estaria também presente e paguei o gásóil e as portagens do meu bolso.

Mas gosto desta forma de colocarem as coisas. Os representantes, quanto mais altos, menos se devem baixar a entrar em diálogo com a ralé docente. Julgo que João Dias da Silva, mesmo que incomodado, não assumiria este tipo de posição tão… tão… (enfim)… partilhada por outros que só falam com secretários de Estado para cima.

Mas aquietai-vos que isto foi fogo fátuo, coisa estival enquanto houve tempo. Até final de Junho recusei a maioria dos convites e a partir de 1 de Setembro também a isso serei obrigado. Não sendo representante, não tenho horas de redução para andar a passear por aí. O que faço, faço-o por minha conta e risco, com o meu tempo e não à custa do meu serviço lectivo, salvo raríssimas excepções. E mesmo assim, quase sempre repondo as aulas. Descansem, não é preciso empurrarem.

A natural ordem das coisas deixará sozinhos na ribalta aqueles a quem o Estado paga para desempenharem esse papel. A mim pagam-me para ser professor, não para representar.

… agora que os do Entroncamento andam meio fugidios…

“Modelo de avaliação é de rigor e qualidade”

O Sindicato Democrático dos Professores da Madeira considera que o modelo de avaliação de desempenho docente, do Ministério da Educação simplifica e dá qualidade ao sistema.

Uma espécie de Ventura, mas mais em tons de azul. Tudo aberto, tudo evolutivo, tudo muito empenhado. Também terá sido DJ para saber dar música assim?

“Eu percebo que o fim das quotas seja importante para os sindicatos, mas este não é o momento adequado para nos pronunciarmos”, disse, reafirmando que o modelo apresentado pelo ministério “é uma proposta aberta e evolutiva”. João Casanova de Almeida prometeu ainda apresentar uma nova versão do modelo depois da próxima ronda negocial, marcada para a semana, que irá incorporar as propostas dos sindicatos. “O ministério está empenhado em obter o melhor modelo de avaliação”, justificou.

Simplex 4?

 

É o chavão fofinho do momento do discurso  sindico-eduquês sobre a ADD.
A mesma estirpe de vírus que atacou o discurso em torno da avaliação dos alunos a partir de final dos anos 80.
Curioso é o paradoxo de gente de barba rija a exigir rigor na avaliação dos alunos a aceitar alinhar nisto.

Mas é coerente com uma sondagem feita aqui há uma semana ou duas em que a maioria se declarou contra qualquer ADD.

Só falta pedirem uma Avaliação dos Afectos e, de caminho, darem formação, em Ateliers e Workshops dos Afectos.

FNE desafia Ministério da Educação a avaliar sem quotas

A Federação Nacional de Educação (FNE) desafiou hoje o Ministério da Educação a avançar com um modelo de avaliação durante um ano lectivo sem quotas. “Vamos fazer a experiência sem quotas e ver os resultados”, afirmou o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, à saída da primeira ronda negocial para discutir o projecto apresentado pelo ministro Nuno Crato.

Do que serve um ano lectivo? E somos avaliados com base exactamente no quê se as aulas assistidas no último ano do ciclo avaliativo, uns não são avaliados e os outros devem entregar 3 páginas?

Lixam-se, de novo, apenas os contratados, como cobaias?

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