Sobre o novo modelo de avaliação, o líder da Fenprof qualificou a reunião de “útil” apesar de não ter permitido “grandes esclarecimentos”. “Há duas matérias sobre as quais há divergências profundas: a questão das quotas e a implicação nos concursos”, afirmou Mário Nogueira, salientando que ficou estabelecido que na próxima reunião, marcada para dia 29, o Ministério ficou de esclarecer “todas as questões”.

O secretário-geral desta estrutura sindical garantiu ainda que “a eventualidade de um acordo” está dependente “das progressões” na carreira, actualmente congeladas, e que a posição final da Fenprof “dependerá dos seus órgãos e de uma consulta aos colegas”, que irá decorrer até ao dia 7 de Setembro, dois dias antes da data apontada pelo ministro Nuno Crato para fechar um acordo. Mário Nogueira lembrou, porém, que poderá ainda haver lugar a um pedido de negociação suplementar.

O sindicalista afirmou ainda que, no que toca à avaliação externa, o modelo proposto pelo Ministério “não é exequível”. Relativamente à isenção de avaliação dos professores colocados nos escalões de topo, Mário Nogueira revelou que a Fenprof requereu ao Ministério informação sobre “a distribuição dos professores escalão a escalão” pois neste momento “ninguém sabe quantos estão nos últimos escalões”.

A coisa é assim:

  • A reunião foi útil, mas ficou tudo por esclarecer.
  • Haverá consulta às bases até 7 de Setembro, o que será interessante de observar.
  • Afinal a posição sobre a isenção de avaliação depende de umas informações que se pediram e não de uma convicção.