Não vi, mas consta que o líder da Fenprof decidiu, por fim, expressar-se de forma clara contra a isenção de avaliação para os docentes do 8º e 9º escalão. Parece que deu numa televisão perto de nós e eu não vi.

Estando nós oficialmente em período de pousio (quando dei a entender outra coisa ia sendo degolado) e não tendo eu dado por qualquer consulta aos professores, conforme prometido pelo mesmo Mário Nogueira quando se recusou inicialmente a negociar em Agosto, fico sem saber porque aparece agora esta posição com tal firmeza, quando antes tudo eram nuances e expectativas. Verdadeiras ou estratégicas.

Não sei se será com a mesma firmeza outrora demonstrada contra as quotas que, em Janeiro de 2010, foram aceites em sede de negociação da revisão do ECD.

Portanto, por um lado fico satisfeito por saber que a Fenprof  está a ir num sentido que, há uns dias, parecia menos definido. Mas, por outro, fico sem perceber em que instâncias e através de que método se chegou a esta decisão (boa) e se esse mesmo método será usado para tomar outras (boas, menos boas, péssimas, tudo depende) decisões em relação às negociações. Como em Abril de 2008 e Janeiro de 2010.

Não sou sindicalizado em qualquer sindicato. Mas há uns largos milhares que são. Dezenas de milhar, pela última vez que se contaram as fisgas. E acho que, se foi usado o argumento da sua consulta, então deveria ser colocado em prática. Sem reuniões teleguiadas com guiões previamente definidos e moção única a votação.

Eu prometo que não apareço em nenhuma. Não quero que nenhum se sinta incomodado e obrigado a convidar-me sair da dita.