Domingo, 21 de Agosto, 2011


Curso de Verão em ADD.

Blink 182, All the Small Things

… menos de 24 horas depois de colocar a sondagem. Com algumas evoluções ao longo do dia, o resultado actual é o que se segue. As percentagens são curiosas, acho que não será necessário explicar porquê.

A pergunta era se concordavam com a isenção de avaliação…

A notícia já tem dois dias, mas só hoje dei por ela.

É uma ideia, mas… duvido muito.

Não seria possível uma solução deste género?

Já me chegava.

… as movimentações que preparam as negociações da próxima semana, é possível confirmar certas futurologias, pois correspondem a revisitações do passado. E entender como a cartografia em torno do MEC foi evoluindo nos últimos tempos. Os que se prepararam para concordar em troca das cascas dos amendoins e os que se prepararam para desacordar aquilo com que já concordaram no passado (pois, enquanto cruzavam os dedos atrás das costas, eu sei…).

Quanto à questão dos avaliadores externos, já aqui afirmei com clareza que acho que a IGE não tem meios para assumir essa função mas, talvez reaproveitando que foi aqui ficando escrito nos pontos 4 e 5 por José Calçada, presidente do SIEE, acho que não seria descabido – numa perspectiva integradora dos mecanismosm de avaliação das escolas e docentes – colocar a IGE a coordenar a formação dos avaliadores das aulas assistidas.

Pelo menos, acho uma hipótese bem mais válida – afinal é pessoal já com formação na área e com experiência de contacto com as escolas, ao contrários dos especialistas superiores – do que de atribuir essa formação a instituições apenas com base no seu estatuto universitário ou politécnico e muito pior se isso for feito na base do ajuste directo.

Disclaimer: já muitas vezes aqui afirmei que estou no 5º escalão (terei apenas 3 folhinhas para preencher anualmente, de acordo com o simplex proposto pelo MEC, não carecendo de ter aulas assistidas) e que não pretendo avaliar, observar ou classificar seja quem for, para além dos meus alunos.

Felizmente, neste caso. Já agora, não se acanhem, façam o caminho certo até ao fim. Não se limitem a tactear.

Fenprof receia “presente envenenado” para professores isentos de avaliação

O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, afirmou que a isenção de avaliação de professores no 8.º, 9.º e 10.º escalões prevista no novo modelo de avaliação de desempenho proposto pelo Ministério é “uma tentativa clara de ganhar aqueles professores”.

Para a Fenprof, é uma tentativa de os fazer aceitar “um modelo não por ser bom mas por não se lhes aplicar”. “Não temos a certeza de que não esteja ali um presente envenenado”, afirmou Mário Nogueira, que rejeita a “leitura simples” de se considerar que por estarem em topo de carreira, com cerca de 30 anos de exercício de profissão, os professores não têm de ser avaliados da mesma maneira que os outros.

Em Setembro? E nos meses logo a seguir, quantos serão? Como é possível saber o ritmo de decisões da CGA, que podem oscilar entre poucos meses (caso da colega Rosário Gama, que dava jeito afastar) e um ano (como outros colegas que conheço, ainda não aposentados, mas com pedido feito já em 2010)?

Reforma de ‘profs’ ameaça deixar milhares sem aulas

Quase 300 professores ainda vão ser colocados para deixar de dar aulas logo depois. Maioria dos casos afectará mais de cem alunos.

Muitos professores terminam o tempo de carreira em Setembro e as pensões aumentam no início do ano lectivo. Os que se reformam em Outubro ainda vão ter de dar aulas em Setembro, mas as escolas só podem arranjar substituto depois de eles saírem. Um processo de transição que pode deixar os alunos um mês sem aulas. Em Setembro, reformam-se 287 de todos os graus de ensino.

Pronto, pronto, o filme da vida para todos os bons eduqueses, aqueles que até se aturam. pena não haver versão feminina. A geração equivalente de actrizes era capaz de ter feito um filme, no mínimo, agradável para os sentidos e não apenas para afofinhar o coração.

Caso contrátio, teríamos ganho.

O que me deu para fazer, assim, enquanto espero pelo Brásiu-Portugau.