É tão evidente que nem sequer vou desenvolver muito a contra-argumentação.

O ministro reconheceu que existem entre 20 a 40 mil professores que não vão ser avaliados.

Questionado sobre porque é que os professores mais velhos vão ficar de fora do processo de avaliação, Nuno Crato disse que considera que é sobre os outros, que estão a iniciar ou no meio da carreira, que é necessário fazer a avaliação.

Só dois detalhes: há quem entre formalmente na carreira, já com 10 anos de exercício ou ainda mais; entre quem está no topo de carreira e quem está a meio dela haveria muito a dizer como à forma como foi feita a sua formação e tudo o mais.

Repito: não é nada comigo, pois a proposta contempla a obrigatoriedade de aulas apenas para os 2º e 4º escalão (estou naquele mini-escalão da treta, o 5º, criado só para empatar). Não posso é aceitar que se apresente como natural algo que não o é.

E que é: ausência de avaliação – qualquer avaliação – para um terço ou um quarto dos docentes. Só porque?

Há quem goste de fazer comparações com outras profissões, a começar pelos médicos. Certamente é por falta de conhecimento que o dirão, pois nas especialidades mais complicadas o trabalho é cooperativo ou pelo menos colaborativo (vários médicos colaboram na mesma operação ou consultam-se em casos mais complicados) e não é raro que até médicos mais jovens assistam à prática dos médicos mais experientes, para assim aprenderem.