A proposta de ontem não é um novo modelo, é uma relativa simplificação do anterior em alguns aspectos com um esboço de elementos novos, limitado(s) pelas questões orçamentais.

Não eram necessários tantos dias para preparar este documento, pelo que suponho que a maioria do tempo foi gasta a discutir soluções baratas para algumas ideias.

Inaceitável, por exemplo, que se dispense da avaliação quem está no 8º ou 9º escalão (não há ninguém no 10º), a menos que não se preveja nenhuma progressão na carreira. Com que então quem sobe ao topo fica isento de avaliação?

Ficam algumas coisas na gaveta e outras por explicar muito importantes para a operacionalização do modelo (quanto vale cada aspecto da avaliação, quantas aulas assistidas vão existir, em que moldes serão realizadas, como serão escolhidos os avaliadores externos).

Perante a fragilidade da proposta e pela postura actual dos sindicatos, adivinha-se uma FNE a tapar os buracos da proposta e uma Fenprof quase inamovível.

Hoje e amanhã vou tentar analisar com um pouco mais de detalhe os principais aspectos desta proposta. Que é, em termos globais, uma mera cosmética, um novo simplex, que agradará verdadeiramente apenas aos que já gostavam da actual ADD.