Domingo, 7 de Agosto, 2011


Caetano Veloso, Força Estranha

Duas páginas. Isto está melhor: DOC_GAVE_Biologia e Geologia_702_Fase2.

Mesmo em tempo de férias. Só para os resistentes que ainda por aqui passam. Assim às secas, sem teorizações.

Porque tenho recebido diversos pedidos nos últimos dias, transcrevo aqui parte de um dos mails recebidos, nas esperança de que alguém possa corresponder com a habitual simpatia e presteza…

Soube, ontem, que um documento dessa índole, relativo ao Exame Nacional 702 de 2011 2.ª Fase,  foi elaborado e enviado para os professores de Biologia e Geologia entre quarta-feira (03/08/2011) e quinta-feira (04/08/2011).

…  se achava, como muitos outros professores e os próprios sindicatos vão proclamando, que a proposta do ME de observação e avaliação das aulas por professores de outras escolas será inviável por falta de meios.

Concordei em parte, porque realmente é preciso compensar quem se desloca e dar-lhe condições para tal, em matéria de horário.

Mas que isso se ultrapassaria, assim houvesse vontade por parte dos potenciais observados. O que não há, a atender ao que se passou nestes ciclo avaliativo, quando era possível requerer um relator externo, quando faltasse internamente um professor do grupo disciplinar certo ou com a graduação desejável por lei para o ser ou.

Meios… com alguma boa vontade arranjavam-se. Se a média de avaliados por avaliador foi de 5-6 nestes dois anos, isso significaria que um professor que fosse observar 3 aulas (máximo) a 6 colegas por ano, teria de fazer 18 observações. Uma de 15 em 15 dias, mais coisa, menos coisa. Se fossem só duas aulas, ainda menos. Se lhe atribuíssem para esse efeito a maior parte da componente não-lectiva (que no caso de professores nos escalões mais elevados pode chegar a 8-10 horas, por exemplo) e o dispensassem de aulas de substituição e outras rotinas burocráticas, a coisa fazia-se.

Mas não há vontade. Porque, afinal, interpares é má, externa é má, híbrida é má, seca é má, molhada é má, húmida também. Quente, aquece demais, fria arrefece em excesso e morna nem aquece nem arrefece. O mesmo problema que um dia aqui já enunciei sobre metafóricas pilinhas – grandes doem, curtas não chegam, tamanho-padrão entediam.

Quanto aos meios… se quisessem até se arranjavam, não era fortuna nenhuma que inclinasse o orçamento. Acho que, assim sem fazer cálculos, só como número simbólico, 1% do buraco do BPN chegaria.

… podiam (na página 58) ter reproduzido o topo da página do Umbigo sem ser toda desconfigurada. O texto escolhido foi dos bons e duros, modéstia à parte.

Revista com direcção de José Manuel Canavarro, uma entrevista a Nuno Crato pré-ME e muita prosa sobre empreendedorismo, inovação, formação, etc, etc. Não cheguei a ver o primeiro número mas neste há (ainda?) Educação a menos.

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