Sábado, 6 de Agosto, 2011


Elvis Costello, The Other Side of Summer

… até por todas as figuras que aparecem.

Novas Oportunidades, Luís Capucha foi afastado do cargo.

Não há dúvida, isto cansa!

S&P Strips U.S. of Top Credit Rating

Unprecedented Downgrade Comes After Last-Minute Standoff; Treasury Says Decision Is ‘Flawed by a $2 Trillion Error’

Deputados do PSD denunciam desperdício de dinheiros públicos em escola com apenas uma turma

Os deputados do PSD por Viana do Castelo acusaram hoje a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) de “desperdiçar dinheiros públicos” permitindo a uma escola de Monção funcionar com uma turma do sétimo ano.

Não acho estranha tanta preocupação. Só a acho escassa em outras matérias, outros locais, etc, etc…

É verdade que se diz que há muitos sindicatos de docentes. Mas agora temos um fenómeno novo que o associativismo de dirigentes escolares. Para representar poucos milhares de dirigentes (menos se contabilizarmos apenas os directores propriamente ditos) há duas associações (ANDE e ANDAEP) e um conselho promovido pela tutela (Conselho de Escolas).

O que significa que existem três vozes só para os dirigentes escolares: Manuel António Pereira (ANDE), Adalmiro Fonseca (ANDAEP) e Manuel Esperança (Conselho de Escolas).

O primeiro deles tem hoje uma entrevista publicada no Expresso onde oscila entre o diagnóstico correcto de muitas das perturbações que afectam a vida das escolas (necessidade de envolver mais os EE, intromissão excessiva do ME em algumas questões, indicações contraditórias para o arranque do ano lectivo) e a reivindicação microcorporativa (mais autonomia em poderes para os directores, algo que todos repetem), não esquecendo as análises incompletas (a avaliação por professores de outras escolas é possível e o próprio explica como – com meios financeiros e crédito horário).

Como é Verão, destaco apenas um outro aspecto, que é aquele com que finaliza a entrevista: diz Manuel António Pereira que “os alunos não vão buscar nada à escola que não haja em casa. A escola tem de competir com a Internet, a Playstaion, tudo e mais alguma coisa que eles têm”.

Evitando outras questões aqui levantadas (nem todos têm isso em casa), diria que os alunos não têm casa algo essencial: os professores.

E, custa-me ter de o relembrar isto a um colega (suponho que ainda se considere professor), nunca devemos esquecer que são os PROFESSORES quem faz a diferença entre a escola e a casa e são o valor acrescentado que aquela apresenta sobre toda a diversão que eles possam ter algures.

Se os professores têm de se tornar mais atractivos para que os alunos se interessem?

Se os deixarem ser PROFESSORES na verdadeira e mais completa acepção do termo e da missão/função, a Playstation só aguenta os primeiros embates.

Expresso, 6 de Agosto de 2011

Presidente da Somália anuncia que a capital está livre de radicais islâmicos

Novo programa de Português tem na base documento que Nuno Crato considera inútil

Respostas completas às perguntas para a peça:

O que muda com o novo programa?

Mudam principalmente duas coisas:

1) A forma de abordar os conteúdos, em especial os daquilo que normalmente conhecemos como “gramática” (agora “conhecimento explícito da língua”) que devem ser leccionados em si mesmos e não em contexto, integrando-os no desenvolvimento de outras competências.

2) A terminologia linguística, tanto na morfologia como na sintaxe.

– Vantagens e desvantagens do dito e do dicionário terminológico?

Uma das vantagens, pelo menos na minha forma de encarar a coisa, passa por se leccionarem os conteúdos do conhecimento explícito da língua enquanto “matérias” facilmente identificáveis e individualizáveis. São matérias de estudo e não apenas conteúdos que “brotam” dos textos lidos. É uma abordagem mais formal mas, ao mesmo tempo e até pela faixa etária em causa, permite aos alunos perceberem com mais clareza aquilo que exige mais estudo do que apenas interpretar recontar, resumir ou desenvolver um texto ou um qualquer outro tipo de mensagem.
Outra vantagem foi a tentativa que as escolas desenvolvessem formação para o novo programa, articulando os vários ciclos de escolaridade, no sentido de verticalizar a planificação de uma forma integrada.

Uma das desvantagens mais evidentes é a excessiva complexidade da terminologia linguística, em especial para o segundo ciclo, e a extensão dos conteúdos gramaticais a leccionar, algo que agora foi minorado com o aumento da carga horária da disciplina.

– Dificuldades expectáveis tanto para professores como para alunos.

As maiores dificuldades passam pelo facto de o novo programa ser introduzido ao mesmo tempo que o acordo ortográfico.
No caso dos alunos dos 5º e 7ºs anos, que já têm um percurso escolar com uma terminologia, o esforço de adaptação é maior, pois terão de “desaprender” certas designações com as quais estavam familiarizados e a substitui-las por outras.
Para os professores o maior desafio é, por um lado, articular devidamente os conteúdos entre os vários níveis de escolaridade, sendo que a formação académica dos professores dos 2º e 3º ciclos é bastante diversa e nem sempre facilita uma abordagem comum do programa e, por outro, produzir todo um novo conjunto de materiais de apoio para o trabalho com os alunos, desde que não se queira usar apenas o manual e os materiais que com eles vêm, no sentido de melhor adaptar às necessidades específicas de cada grupo-turma ou grupos de alunos.