Sexta-feira, 5 de Agosto, 2011


Haircut 100, Love Plus One

… reflexivas e criteriosas sobre a ADD, mas a repescagem da proposta da Fenprof e o facto de ter passado cá por casa uma jornalista a entrevistar-me sobre o assunto deixaram-me com o tutano a escassear para sair coisa de sustança. Assim, o prometido fica indevido.

Como ando meio cansado disto tudo, vou ver o que sai daqui por uns dias do que disse (a corda anda meio solta) e fico-me pela enunciação da coisa, sem explicação: acho que uma avaliação do desempenho com um mínimo de qualidade e sentido ético tem vantagens internas (pode pressionar para um maior cuidado na performance…) e externas (não nos faz parecer um grupo de gente que tem medo que se avalie o que faz).

Podia demonstrar com pontos e alíneas diversas, mas acho que é mais útil ir ali escolher umas músicas dos anos 80 para postar e voltar amanhã.

That’s all (for now), folks.

… mas o pequeno czar das NO pode ir em busca de uma nova oportunidade. Leccionar, por exemplo.

Passos Coelho demitiu o responsável pelas Novas Oportunidades

Luís Capucha envolveu-se numa polémica com o então candidato a primeiro-ministro Passos Coelho durante a campanha, depois do social-democrata ter dito que as Novas Oportunidades eram “uma mega produção que atribui uma credenciação à ignorância”. Foi agora demitido.
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Formalmente, terá sido outro a não lhe renovar a comissão de serviço. Demissão é outra coisa.

6.º
Co-avaliação na base de um modelo integrado e participado

A prática da co-avaliação implica que todos os elementos de uma determinada comunidade educativa participem no processo de avaliação. A co-avaliação deverá resultar do trabalho desenvolvido pelas estruturas intermédias de gestão das escolas – sendo inadequadas as actuais, designadamente os mega-departamentos existentes – e dá resposta ao problema do reconhecimento da autoridade do avaliador. A opção por avaliador de escalão superior ou de escola diferente não só não o legitima, como é inexequível, havendo experiências anteriores que o confirmam.

Terão os autores da proposta (já que dizem que não é o João Paulo Videira, embora eu tenha aqui o documento dele…) noção de que a comunidade educativa não se limita aos professores?

Por mim, tudo bem, mas aceitam que essa avaliação seja feita também por alunos, famílias e funcionários? Só para referir os mais evidentes?

Estão a propôr que, por exemplo, se desloque uma das fases da ADD para o Conselho Geral, é isso? Enquanto representante da comunidade educativa e todos os seus elementos?

Atenção que é a prática em muitas zonas do norte da Europa e EUA. Podemos sempre experimentar… mas quer-me parecer que não é isso que querem. Apenas não se sabem expressar.

Eu sabia que ainda tinha o desdobrável por aí. Ficam só a capa e o esquema. Acredito que ainda esteja online, mas… os meus arquivos de 2008-09 ainda estão acessíveis, após moderada pesquisa estratigráfica.

E ainda há quem diga que eu sou muito senhor do meu umbigo.

5.º
Transparência e Auto-avaliação

O processo de avaliação deverá ser transparente e partir do próprio avaliado. Assim, todos os critérios e vectores de avaliação terão de ser controlados pelo avaliado. O trabalho de auto-análise é indispensável a um modelo eficaz que pretenda reflectir e influir no desempenho real, pelo que o processo deverá partir do procedimento de auto-avaliação.

Lamento, isto assim não nos leva a lado nenhum…

3.º
Matriz formativa

A avaliação não depende das questões laborais e de carreira. Ao contrário, estas surgem como consequência natural, caso a avaliação tenha sido efectivamente reflexiva e criteriosa. Um modelo orientado para a melhoria de práticas tem de detectar insuficiências de desempenho e despoletar os mecanismos para a sua superação, na sequência de autopropostas e propostas de intervenção.

Em especial a parte mais escurinha.

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