Quarta-feira, 3 de Agosto, 2011


ZZ Top, Stop Breaking Down Blues

Com os votos da maioria governamental e do PS, com (pelo menos) uma das intervenções deste partido a ser feita pelo deputado joão Galamba, que está para as Finanças e o sistema bancário como um qualquer Seufert para a Educação.

Na RTPN, Miguel Frasquilho e Carlos Zorrinho coreografam discordâncias.

(clicar na imagem… já sabem…)

PASSE PELA SECRETARIA

Divulgo com algum atraso, mas mesmo assim…

Para quem concorre a DACL…

Três partes de uma boa ginja (se possível da caseira, daquela que faz as minhas delícias todos os Natais, cortesia de uma colega minha que é uma verdadeira senhora), uma parte de bom vodka (ou médio, que se lixe) e dois cubinhos médios de bom gelo (do normal também serve, não é preciso ser de Evian, pode ser de Torneiran).

A partir da segunda dose (generosa, claro! usar corpos amplos, por causa da respiração…), as coisas tornam-se agradavelmente menos nítidas.

Não digam que isto não é serviço público.

Benfica informa que o Saragoça pagou 86 mil euros por Roberto

Na sequência do pedido adicional de informações por parte da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Benfica emitiu um segundo comunicado nesta quarta-feira, esclarecendo que o Saragoça vai pagar 86 mil euros (apenas um por cento) pela transferência de Roberto e que o restante é assumido por um fundo de investidores.

O clube “encarnado” informa que a transferência de Roberto foi concluída com a celebração de “dois contratos” sendo que a “Real Zaragoza SAD” ficou com os “direitos desportivos” do jogador e pagou 86 mil euros, apenas um por cento do valor da transferência.

Vamos apostar em como é um pagamento em 99 prestações mensais?

Mas ao menos uma coisa justa, pois um dos investidores (arhum, ahrum…) é o intermediário da transferência inicial para o Benfica.

 

Escola Daniel Sampaio, Almada, Exame de matemática do 12º ano: 5 alunos com  20 valores.

Revê a organização curricular dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, procedendo à quarta alteração do Decreto-Lei n.º 6/2001, de 18 de Janeiro

Exmo/a. Director:

A Associação de Professores de Espanhol Língua Estrangeira (APPELE) tomou conhecimento através de alguns associados que as Escolas andam a proceder, ou a tomar medidas, quanto à abertura de novas turmas de Língua Estrangeira, de acordo com o Ofício Circular 05/11 da DREN.
Assim, a APPELE decidiu sensibilizar, junto das escolas, através da carta que anexamos e para a qual pedimos a sua melhor atenção, visto ser uma adaptação à carta endereçada à DREN e Ministério da Educação e Ciência para a revogação do Ofício.

Com os melhores cumprimentos,
A Comissão Executiva

Anexo: APPELECartaEscDREN.

Afinal quem é que mexeu os cordelinhos para promover o capitão?

Ricardo Salgado: “Governo está a atuar de forma excelente”

O presidente do BES demonstrou a sua “confiança” na equipa liderada por Passos Coelho.

Santana Castilho continua, no Público de hoje, o seu acerto de contas com Pedro Passos Coelho e Nuno Crato, a quem agora designa, quando acha giro, por Nuno Arrobas, com um estratagema retórico digno de um recreio de Primária.

Mas o que é pior é a forma como exalta os seus dez princípios sobre a ADD que estão impressos nas páginas 99-100 do seu livro mais recente, enquanto procura derrubar os cabalísticos sete daquele que ficou como MEC em vez dele.

Faz ataques descabelados (sim , eu sei, também estou a usar um truque retórico básico, mas mais ao nível do 2º ciclo), esquecendo a insuficiência da própria obra.

Atenção ao auto-panegírico:

A desonestidade política de um dos partidos que agora representa no Governo, o PSD, não o obrigava a si, Nuno Arrobas, ministro, a dar a pirueta final duma sucessão sem escrúpulos. O senhor tinha dez princípios orientadores inscritos no programa eleitoral do PSD. Os mesmos assumidos na proposta de lei apresentada na Assembleia da República pelo respectivo grupo parlamentar. Aqueles que eu escrevi, a pedido de Passos Coelho, e que ele exibiu com orgulho quando interpelado por Clara de Sousa na SIC. Ao ignorá-los agora, olimpicamente, o senhor mostrou que não sabe nem quer aprender. Porque aqueles princípios eram um expediente certo, política e tecnicamente, para acabar com o monstro kafkiano.

Santana Castilho ensina Nuno Crato e o país. Se não fosse ele, andaríamos num lodaçal de ignorância sobre ADD. Mas se formos ler os princípios enunciados por Santana Castilho o que encontramos?

Vejamos logo o segundo:

O modelo de avaliação e classificação do desempenho das escolas e dos professores deve prever um sério escrutínio técnico, de natureza pedagógica e científica por parte das associações representativas da comunidade educativa, de modo a garantir-lhe credibilidade e exiquibilidade.

O que quer isto dizer? A sério! O que são associações representativas da comunidade educativa? Associações de Professor de cada disciplina, se entendermos comunidade educativa no sentido lato? E se a entendermos no sentido restrito de cada comunidade educativa local?

O quarto e quinto princípios baralham-se entre si. Num, o desempenho da Escola é o somatório do desempenho dos seus actores (quais são? apenas professores e alunos?), no outro o quadro de desenvolvimento da escola deve ser o referencial da avaliação e não se confundir com a multiplicidade dos percursos individuais dos seus docentes. Não é difícil perceber que estes dois princípios se contradizem, quando encarados numa perspectiva prática.

Passemos ao sexto:

A avaliação do desempenho deve visar a gestão do desempenho, isto é, ter como resultado prioritário a determinação dos obstáculos ao sucesso do ensino e a sua remoção, numa lógica formativa.

Isto é eduquês tanto na linguagem como no conteúdo. No fundo, o que se pretende com esta lógica é remover os obstáculos ao sucesso através da avaliação do desempenho do professor. É a lógica do professor-culpado, mesmo se com véus.

O sétimo princípio (como outros) é exactamente igual ao proposto agora, ou seja, a dilatação dos períodos de avaliação para a duração dos escalões na carreira.

O oitavo princípio é a defesa de uma avaliação externa preponderante, removendo os malefícios da classificação inter-pares.

No nono temos mais uma proclamação tão vaga quanto as que se criticam:

A avaliação e a classificação do desempenho [todos os princípios começam assim] devem ser consequentes, num quadro de correspondência entre autonomia e responsabilidade.

O que quer isto dizer? Vá lá, a sério, meus caros defensores de Santana Castilho a Ministro, Já!, digam-me o que significa isto…

Por fim, o décimo princípio é a defesa do papel de uma IGE que todos sabemos não ter meios para fazer o que se enuncia:

A avaliação e (…) devem constituir referenciais dominantes da acção de supervisão formativa da Inspecção-Geral da Educação e instrumentos axiais de uma política de garantia da qualidade do ensino.

Desculpai-me todos aqueles que acham que SC é a quinta essência da clareza de princípios em matéria de ADD. Lamento, mas para mim isto é conversa tipicamente dos anos 90 coutistas e benaventistas, só que deslocada da avaliação dos alunos para a avaliação dos professores.

Isto é o eduquês aplicado à ADD. Os referenciais, os axiais, as supervisões formativas e outros vazios que tais.

Nuno Crato não precisa que o defendam, tem obrigação de o saber fazer e de muito mais coisas do que isto. Não é isso que aqui faço.

O que faço é demonstrar a mistificação que Santana Castilho insiste em repetir, atribuindo-se a si mesmo um monopólio de clareza de princípios que em nenhum ponto é possível encontrar nas suas ideias, pelo menos nas que apresentou impressas há poucos meses.

Se o caminho de Crato é vago e indefinido, o de Castilho apenas lhe acrescenta três pontos.

Numa perspectiva de formação supervisionada, desculpem, de supervisão formativa.

Axial.

Mas não de axila.

Deixemo-nos de tretas, ok?

Nota final: o papel que PPC mostro a Clara de Sousa era um A4 com amplas margens brancas? Já tinha visto um parecido, antes, em outra ocasião.

Desde logo toda a rede burocrática de produção de certificados.

É preciso avaliar se o Novas Oportunidades ajudou alguém

Agora quem os recebeu é todo um outro campeonato.