“Carta aberta” ao sr. dr. Nuno Crato

O sr. Nuno Crato assumiu funções e nunca teve uma palavra de apreço relativamente aos professores com relação à perseguição sórdida movida pelo Partido Socialista: NEM UMA!

Afirmar que fazer implodir o ME era o melhor que poderia acontecer, foi, mais do que uma expressão infeliz, uma frase de demagogo.

Como é que se assume estar à frente de um Ministério que se despeitou em tempo idos? Já se esqueceu do que afirmou sr. Nuno Crato? Foi ou não foi infeliz nas afirmações? O mínimo que poderia ter feito era apresentar um pedido de desculpas formal aos serviços que tutela, logo que assumiu o cargo, e, acredite, teria feito a diferença: quando não se respeita a “equipa” que se “chefia”…

Sr. Nuno Crato estive numa DRE, não faltei um único dia e trabalhei o melhor que sabia e me competia. Se o meu trabalho desempenhado na DRE foi essencial e se um funcionário de carreira técnica o poderia ter feito? NÃO!

Só populistas, parvos e demagogos é que afirmam que numa DRE não se faz nada e não tenha dúvidas que as DRE só funcionam com eficiência e para a Educação se tiverem uma determinada percentagem de professores de x em x anos em mobilidade/destacamento porque a escola não pode ser uma entidade “lá longe”.

Sr. Nuno Crato, vim-me embora da DRE pelo próprio pé, não aceito é que um Ministro da Educação venha, acintosamente, desprezar o meu trabalho na DRE, afirmando que, um lugar de um professor é na sala de aula (sempre?), dando a entender que todos os professores que se encontravam em mobilidade nos serviços do Ministério andavam pelos cantos sem fazer nada (se eram dispensáveis assim tão facilmente…)

Mais:  Sr. Nuno Crato você não teve uma única palavra de agradecimento, estima e apreço relativamente aos excelentes profissionais que eu conheço e com os quais convivi diariamente na DRE que dispensou tão facilmente, vai ver que, a grande maioria, vão fazer falta.

Não, sr. Nuno Crato! Não aceito este tratamento de leprosos que destinou a estes profissionais, sendo que, muito deles nem horário têm de volta às escolas de origem.

Sr. Nuno Crato escreva num papel:

Os serviços do ME (carreira técnica e professores em mobilidade) não lhe perdoam o despeito com que nos brindou desde sempre.

Mais: só é respeitado quem se dá ao respeito! (ao parece você ainda não percebeu esta “máxima”…)

Quanto aos professores na generalidade sr. Nuno Crato: dispensamos uma Maria de Lurdes Rodrigues de calças!

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