A partir de meio da passada semana foi aqui sendo dado conhecimento das irregularidades e desconformidades entre diversas indicações para o arranque do próximo ano lectivo, desde o caso dos EFA ao das instruções todas baralhadas da DGIDC, que até remetem para legislação revogada.

O Público chegou ao tema na 6º feira, o JN no domingo e o I apenas hoje. Eu sei que aquilo parecia brincadeira e que ao fim de semana é difícil obter confirmações, muito menos em on.

De qualquer modo, ficou documentada por aqui a evolução da situação, entre posts e comentários. Sendo que tudo dá a sensação de cada serviço do ME estar entregue a si mesmo ou, em alternativa, estar a fazer os possíveis por confundir as escolas ao máximo.

Em qualquer dos casos temos o que eu tenho chamado uma espécie de feudalismo nesta matéria, sendo que é um modelo de feudalismo em que cada senhor(a) faz o que bem entende e só mantém uma obediência vaga e simbólica ao topo da pirâmide.

Ao mesmo tempo, nas escolas começa a campear alguma confusão, por vezes resolvida na base da incompetência ou do atropelo dos direitos dos docentes. Os poderes intermédios (DRE) funcionam em regime estival, mas tentam dar alguma coerência regional ao que se vai fazendo. Mas tão só isso.

Começa a ser tempo de transmitir algum sentido a tudo isto. Ao que parece a SE para o Ensino Básico e Secundário inexiste na prática ou despacha tarde e a más horas, a reboque da situação, ajudando à confusão.

Mau começo, muito mau começo. A impreparação para lidar com as situações concretas do arranque de um ano lectivo e os labirintos dos serviços ministeriais e respectivas (in)competências começa a dar demasiado nas vistas.