Para guardar e recordar. Em especial para que gente parva como eu deixe de desmentir os xiitas que por aí andaram a dizer que tínhamos conseguido escapar à crise graças ao acordo.E, depois, aqueles que disseram que a derrapagem do défice se ficava a dever aos professores e à sua progressão na carreira.

Mas o acordo celebrado em 2010, no que respeita à avaliação, previa as quotas, ou não?
MN: Previa, mas recordo que esse acordo não era sobre avaliação, mas carreiras. O acordo contemplava a revogação da divisão da carreira em categorias, o desbloqueamento das carreiras até 2013. Houve milhares de docentes que progrediram entretanto, como resultado do acordo. Agora não há nada para negociar e, pelo contrário, o que se pode prever são mais cortes, mais reduções, mais desemprego, mais precariedade, piores condições de trabalho… e quotas como cereja no topo deste bolo azedo. A situação agora é completamente diferente.