Domingo, 31 de Julho, 2011


Blur, Parklife

Para guardar e recordar. Em especial para que gente parva como eu deixe de desmentir os xiitas que por aí andaram a dizer que tínhamos conseguido escapar à crise graças ao acordo.E, depois, aqueles que disseram que a derrapagem do défice se ficava a dever aos professores e à sua progressão na carreira.

Mas o acordo celebrado em 2010, no que respeita à avaliação, previa as quotas, ou não?
MN: Previa, mas recordo que esse acordo não era sobre avaliação, mas carreiras. O acordo contemplava a revogação da divisão da carreira em categorias, o desbloqueamento das carreiras até 2013. Houve milhares de docentes que progrediram entretanto, como resultado do acordo. Agora não há nada para negociar e, pelo contrário, o que se pode prever são mais cortes, mais reduções, mais desemprego, mais precariedade, piores condições de trabalho… e quotas como cereja no topo deste bolo azedo. A situação agora é completamente diferente.

This Is Your Brain on Summer

THE American ideal of lazy summers filled with fun has an unintended consequence: If students are not engaged in learning over the summer, they lose skills in math and reading. Summers off are one of the most important, yet least acknowledged, causes of underachievement in our schools.

Almost 900 pupils suspended from school each day for violence

Department for Education figures show average of 13 permanent exclusions a day, prompting concerns that schools are not taking special educational needs into account.

Syria: 100 die in crackdown as Assad sends in his tanks

Activists describe massacre in central city of Hama after armoured units break through barricades to crush protests.

Once Nearly 100%, Teacher Tenure Rate Drops to 58% as Rules Tighten

The era of automatic tenure for teachers in New York City is over, Mayor Michael R. Bloomberg said on Wednesday.

Under tougher evaluation guidelines that the city put into effect this year, 58 percent of teachers eligible for tenure received it, the mayor said at a news conference at the Department of Education. A decision on tenure was deferred for 39 percent of eligible teachers, up from 8 percent a year ago. Three percent of eligible teachers were denied tenure outright in both years.

Five years ago, roughly 99 percent of eligible teachers — those who had completed their third year on the job — received tenure, mirroring statistics in school districts around the nation.

…mas seria um gasto desnecessário de imaginação e alguém ainda poderia não perceber e pensar que eu estava mesmo a falar de outra coisa.

  • Se a avaliação é  interna é porque interpares arruína o clima de escola e as relações pessoais.
  • Se a avaliação é externa depende o motivo, mas também está mal.
  1. Se é externa com avaliadores de outros níveis de ensino é porque não sabem o que é uma aula do Básico e Secundário.
  2. Se é com inspectores, sabe-se bem que não há em quantidade suficiente e não se conhece que formação tiveram os que existem.
  3. Se é com professores de outras escolas, é porque é o mesmo, só parece diferente, mas é o mesmo, quero lá quem não conheço nas minhas aulas.
  4. Se é com uma qualquer organização externa, é porque não sabem nada do assunto e querem é privatizar isto tudo.

Pelo que mais vale ficar como já era, o pessoal já se tinha habituado e tudo. Interpares é que é bom, afinal, estavam enganados os que disseram que não.

Pensando bem: tragam os titulares de volta.

Ou então não se faça avaliação nenhuma que é para se dar razão a quem sempre nos criticou por ser essa a base da contestação.

Ou Deus Nosso Senhor que nos avalie a todos no Dia do Julgamento Final.

Olá Paulo,

É com entusiasmo que sigo o seu blogue e o que partilha connosco. Ultimamente tenho tido mais um bocadinho de tempo para me actualizar pois infelizmente para uma mãe de família, com dois filhos pequenos, conciliar trabalho, afazeres domésticos, o papel de mãe e ter um bocadinho de tempo só para mim não é fácil.
Sou professora do 1º CEB há 14 anos. Sou uma apaixonada pela docência, embora um pouco desencantada com toda a burocracia e com o ambiente que rodeia o dia a dia de um professoro qual designo de fantochada. Costumo dizer que nem me incomoda muito que o Ministério me “lixe” porque não me conhece; o que me aborrece é ser lixada constantemente pelo parceiro do lado, que, por acaso, até me conhece! Sou apaixonada pela administração escolar, embora não ambicione sequer qualquer cargo de gestão. Detesto ler, excepto legislação que devoro, pelo que os meus colegas dizem que devia ter sido advogada.
E porque gosto de a ler? Porque acho que, apesar de tudo, conhecer a legislação que está subjacente à nossa profissão é ter armas para não “sermos comidos”. No meu agrupamento não posso dizer que gostem muito de mim, mas posso afirmar que me respeitam. Sou marcada pela frontalidade com que exponho sempre a minha opinião, mesmo quando vou contra a corrente e passo a vida a ficar em acta. O que me incomoda mesmo é a pacatez com que se aceita o que nos impõem e os abanos de cabeça. Acho que muito vai mal nas escolas por isso…então com o modelo de avaliação, pior! Adoram bajular e dar graxa “ao cágado”!
Sou contra o modelo de avaliação vigente, mas sempre me sujeitei ao mesmo, nomeadamente nas aulas assisitidas. Não tenho medo das mesmas, e costumo brincar com os colegas (que não acham graça nenhuma), dizendo que gosto de partilhar e enquanto vão e assistem, sempre aprendem. Brinco, dizendo que dou formação à borla…
A minha exposição já vai longa e vou directa ao assunto que queria partilhar consigo.
No último período de avaliação (2009-2011) fui avaliada e embora tivesse exc nas aulas assistidas, o director cortou-me as pernas por onde pode. Acabei com 9 e desci por falta de quotas para MB. Embora o processo seja sigiloso, toda a gente sabe as notas de toda a gente. Não reconhecendo alguns colegas no excelente e edepois de vários erros processuais, recorri da nota. Outros mais quiseram recorrer, mas após ameaça do director (nomeadamente com processos disciplinares) ninguém ousar fazê-lo. Eu mantive a minha posição e recorri para a DRE. Esta, reconhecendo imensos erros processuais, mandou o director anular o meu processo e recomeçá-lo de novo. Assim foi feito. Chegamos à parte da entrevista em que expus os meus argumentos. Ficou em acta levar os mesmos à CCAD de modo a que me fosse dada a nota final. Até hoje…e já estamos quase no final de novo ciclo, ainda não tenho conhecimento da nota.
Será que posso aplicar nesta situação o Código de Procedimento Administrativo em que, não me tendo sido dada resposta, posso considerar tacitamente aceite a minha reclamação?
Desde já grata pela atenção.

R.

Resposta breve:

Olá,

Eu usaria o CPA para fazer um requerimento (artigo 74º em diante) no sentido de saber a situação.
Infelizmente a falta de prazo passou a ser considerado indeferimento tácito (artigo 109º).

Outra via é, com base nos erros processuais, tentar que o acto administrativo seja considerado nulo (133º em diante) ou então fazer reclamação a partir da comunicação da classificação (artigo 158º em diante).

Para consultar o CPA:

http://www.dgo.pt/legis/CPA/CPA-CodigoProcedimentoAdministrativo.pdf

Quanto ao conteúdo, posso, sem identificar a remetente,  divulgar no blogue, para demonstrar os disparates que continuam a existir?

Bom fim de semana,

P.

O que desfoquei foi por causa dos Martinis Biancos que funcionaram como aperitivo…

Governo nomeou 62 especialistas

No conjunto das nomeações já publicitadas,  o Governo de Passos Coelho já indicou 62 especialistas (entre “especialistas”,  “especialistas/assessores” e “colaboradores”, conforme a designação dos  diferentes ministérios), função prevista na lei “para realização de estudos,  trabalhos ou missões de carácter eventual ou extraordinário.

Há quem culpe a ADD por ter catalisado alguns dos piores aspectos dos microcosmos escolares. E antes disso o próprio ECD que criou a divisão da carreira entre titulares e outros.

Não vou regressar aí.

Vou, apenas como desabafo de final de Julho, analisar rapidamente qual o melhor processo de arruinar um bom ambiente de escola.

  • Será mais eficaz o método rápido, em que tudo desaba em poucos meses, perante o processo de adesivagem aos novos tempos, assumindo a cristalização de uma elite clientelar em torno do poder que redistribui as (em muitos casos bem pobres e por vezes meramente simbólicas) os seus favores?
  • Ou será mais profundo o método lento de, mesmo com boas intenções, tentar adiar certas decisões e de falso compromisso em falso compromisso, acabar por alienar muita gente e ficar em seu redor apenas com os oportunistas e aqueles que, sem o encosto ao poder, não sobreviveriam?

O primeiro método é mais brutal mas, mesmo quando executado com má fé e injustiça, de certa forma mais corajoso, porque se assumem as opções.

O segundo método, por seu lado, entranha-se mais e cria raízes fundas, deteriorando de forma mais perene as relações de (des)confiança entre as pessoas.

Os últimos anos fizeram-nos assistir ao avanço mais rápido ou mais lento deste processo de apodrecimento interno da vida das escolas, um com o claro entrincheiramento das partes, o outro com uma promiscuidade menos clara dos interesses em conflito encoberto.

Neste momento já não há solução simples – será que existe mesmo uma difícil? – para remediar o mal feito.

A manutenção do actual modelo de ADD até final do ciclo vai agravar os problemas existentes. A sua suspensão criaria outros. Mas teria o condão de criar uma ruptura e uma desvinculação clara com as práticas do passado, que só como excepção são boas.

O novo modelo de ADD que aí virá até pode ser melhor (acho que sim, sinceramente) do que o anterior. Mas, ao não ter sido assumida uma ruptura clara com o passado, tudo nascerá em terreno envenenado e dificilmente crescerá de forma sadia.

Perante isso vou tomar a única opção lógica e coerente: tal como com a ADD que termina (já sei a minha classificação e tudo!), vou alhear-me da próxima.

Irei limitar-me a analisar as propostas e contrapropostas em presença de um ponto de vista do observador não participante. E, quando for implementada, espero conseguir o espaço de liberdade que consegui com esta e que me permitiu trabalhar com os meus alunos de uma forma normal e com interferências externas mínimas.

O peditório já dura há muito tempo e está em demasiadas esquinas e semáforos.

“PS de Sócrates não era diferente do PSD do doutor Jardim”

O presidente do CDS/PP-Madeira, José Manuel Rodrigues, afirmou que “o PS do engenheiro José Sócrates não era muito diferente do PSD do doutor Jardim”, considerando que ambos governam a gastar.

“Só sabem governar a gastar, com mais e mais despesas, com mais e mais dívida, hipotecando o futuro das novas gerações”, afirmou este Sábado, José Manuel Rodrigues, no comício do 37.º aniversário do partido, que decorreu no Funchal.

Mas não é só por causa dos gastos… Também devido ao polvo instalado no Estado…