Mas o decoro impede-me de desenvolver a estória. Em defesa do(s) coitadinho(s) que se pretendem mais habilitados, vá-se lá saber porquê.

O Governo não tem tido pressa na nomeação dos novos directores dos organismos do Estado na região. Isso causa alguma agitação no interior do seu partido?

É natural que quando há eleições e os poderes partidários mudam na governação do país haja agitação no sentido de saber se há algum lugar político para quem ambiciona lá chegar. Admito até que nalguns casos há actores políticos que apresentam currículos ou fazem exteriorizar currículos políticos que não correspondem aquilo que têm.

Tem sido confrontado com pedidos?

Só digo que se ouve muita coisa na política e portanto é natural que os aparelhos partidários tendam a mover-se e a ter as suas ambições. Por vezes nem são militantes dos partidos, mas pessoas que gravitam em torno deles. Aquilo que o Governo está a fazer pode ser um bom caminho no sentido de moralizar o acesso aos cargos públicos da administração central e regional do Estado. Há necessidade de moralizar e ser exigente. As pessoas devem ter competência para o exercício dessas funções e não serem nomeadas por terem botões de punho, por terem um currículo artificial ou um cartão de militante.