Quarta-feira, 27 de Julho, 2011


Ramones, California Sun

Enquanto não for considerado que só já não tendo a perder se ganha – nada feito.

… porque mais 300 ou menos 300 não fazem grande diferença.

Emagrecimento do ministério com impacto desconhecido no desemprego de professores

(…)

Ao contrário do que os sindicatos temiam, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) não aplicou de forma cega o Estatuto da Carreira Docente (ECD), que no próximo ano lectivo faria regressar às escolas todos os professores com quatro anos de destacamento. Mas, ainda assim, deu um passo significativo para o emagrecimento da estrutura do ministério, que, antes de ser ministro, Nuno Crato chegou a desejar “implodir”. Dos 400 professores que trabalham nas direcções regionais de Educação, 320 voltam, em Setembro, às escolas de origem.

Com o comunicado em que esclareceu as regras de mobilidade, o MEC não provocou grandes protestos dos sindicatos. Nem Mário Nogueira, da Fenprof, nem João Dias da Silva, da FNE, puderam fazer mais do que lembrar que, em 2007, em sede de negociação do ECD, contestaram a norma referente aos destacamentos.

Ambos defenderam na altura, como agora, a eliminação do limite de quatro anos e a substituição deste pela ponderação anual de cada caso, em particular. Foi precisamente este o critério que, excepcionalmente, o actual Governo estabeleceu em relação aos professores a trabalhar em instituições de ensino especial (300) e em hospitais pediátricos (50) – nestes casos, serão analisadas, uma a uma, as situações daqueles que agora completam os quatro anos de destacamento.

O que está neste momento em causa são os efeitos combinados de situações que estão a provocar enorme instabilidade em muitas escolas, a saber:

  • Os critérios nem sempre claros para a (não) recondução de contratados, na sequência da aplicação da reorganização curricular do Ensino Básico, com critérios no mínimo discutíveis quanto à atribuição do Estudo Acompanhado no 2º CEB e a forma como se joga com os tempos de escola no 3º CEB.
  • O atraso na resposta aos pedidos de aposentação, que continuam a ser muitos, obrigando à atribuição de turmas a docentes que, por exemplo, ao longo do 1º período podem deixar de leccionar, abrindo nesse momento vagas que agora não existem e que obrigam a muitos outros docentes serem obrigados a concorrer a DACL.
  • Os efeitos do encerramentos dos cursos EFA em escolas com elevado número de alunos (será apenas na zona de Lisboa ou por todo o país? quem decidiu isso e quando?) , em especial nas que apenas tinham Ensino Secundário, o que empurra muitos docentes para uma situação de mobilidade complicada no contexto actual

Em pouco mais de 20 minutos chutou-se para canto e varreu-se para debaixo do tapete.

Debate do projectos de resolução do PCP e Bloco de Esquerda: suspensão e reversão dos efeitos do processo de avaliação de desempenho dos docentes.

Miguel Tiago (PCP) – apresentação da proposta. “É altura de garantir que os professores têm direito a um processo de avaliação, para pôr fim ao processo de verdadeiro amesquinhamento que lhes tem sido imposto”

3:50 Rita Calvário (BE) – apresentação da proposta. “Este é o momento que serve de clarificação sobre aquilo que o governo e os partidos dos governo, querem fazer relativamente ao modelo de avaliação dos professores.”

7:19 Amadeu Soares Albergaria (PSD) – “Nada mudou, mas isso era não ter vivido com intensidade os últimos quatro meses”

11:30 Acácio Pinto (PS) – sobre os projectos apresentados, “são testes de stress para o PSD, para perceber qual é o colossal desvio que eles fazem, entre o que prometeram e aquilo que estão agora a fazer “

“Este processo deve ir até ao fim, na nossa perspectiva, pelo respeito que nos merecem os milhares de professores que nas escolas desenvolveram o processo e estão a concluir o seu processo, e é por isso que nós entendemos que este processo deve ser finalizado. Em suma, suspender este processo, não. Avaliar este processo, sim.”

15.45 Michael Seufert (CDS) – “Está no nosso programa eleitoral a defesa da avaliação a todos os níveis, a avaliação das escolas, a avaliação dos directores , avaliação dos professores, a avaliação dos alunos, a avaliação dos programas e a avaliação dos manuais. Na anterior legislatura, é verdade, defendemos a vários momentos a suspensão do actual modelo de avaliação por considerarmos que era um modelo que não servia o sistema educativo, também isso é verdade, e também é verdade que quanto a isso a nossa posição não mudou, mas o que mudou, é o momento que se vive nas escolas e o momento que se vive no pais”

“Há expectativas que se criaram que não podemos deitar fora”

19:00 Miguel Tiago (PCP) – sobre a posição do PSD em relação à avaliação: “É tudo isto, tem todas estas características absolutamente hediondas, mas deve produzir efeitos, porque, seria defraudar as expectativas dos professores se agora não produzisse efeitos”

21:50 Rita Calvário (BE) – “O que fica claro neste debate, é que os partidos do governo rasgaram o seu compromisso eleitoral e as promessas que fizeram aos muitos milhares de professores”

Mas não tinha sido a democracia ali a ser ganha nas praças?

Egypt’s protest calls continue

CAIRO – Young revolutionaries and some political groups have been calling on Egyptians to take to the streets on Friday in a rally dubbed ‘Unity and Public Will Friday’, urging the Supreme Council of the Armed Forces to achieve the revolution’s remaining demands.

What next for Egypt revolution and transition to democracy?

CAIRO – The protestors are back in Tahrir Square, and as this city swelters in an Egyptian summer, tempers are short.

For three days running that we have gone into the cradle of this country’s democracy movement, and we have witnessed fights. On one occasion our cameraman came briefly under attack.

Somália.

Teresa Caeiro e Alfredo Barroso trocam insultos na SIC Notícias

Mail enviado em primeiro lugar para a APH e GAVE, com autorização para reprodução aqui

Bom dia
Chamo-me Tiago Tadeu, sou professor de História e não sou sócio da APH. Junto vos envio o meu parecer sobre o exame e critérios de correcção de História A da 2ª fase, pois não me revejo nas vossas análises que considero pouco objectivas e por vezes deslocadas da realidade que é leccionar o 12ª ano de escolaridade. Aproveito para vos chamar a atenção para o “case study” que são a SPM, APM e a APP. Estas debruçaram-se afincadamente sobre as questões, que no seu entender, afectavam as suas disciplinas e a verdade é que obtiveram algumas conquistas. Nomeadamente o apoio da opinião pública e o aumento da sua já elevada carga horária.
Agora eu pergunto-me onde está a acção da APH? Já se interrogaram sobre a diminuição do número dos vossos associados?
Sei que a acção da associação não se deve remeter à análise dos exames nacionais, contudo é aqui que a visibilidade pode e deve ser alcançada.

Faço votos para que haja uma mudança no rumo da associação de modo a chamar a atenção da sociedade portuguesa para a importância da História enquanto disciplina nuclear da formação dos cidadãos.

Tiago Tadeu

Anexo: O meu parecer sobre o exame de História A

… em torno dos projectos de resolução sobre a ADD. Dá para acompanhar na ARTV por cabo ou online. Deve começar daqui a pouco, que agora estão discutir coisas de telecomunicações.

Sei que é uma tarde de Verão mas confesso que o descanso também pode passar por uma hora a observar o bailado par(a)lamentar a este respeito.

Este é apenas um exemplo:
Paulo,
A situação é particular (na minha escola) mas penso que se passa em mais escolas. No meu departamento, 8 professores pediram a reforma, algumas já em Novembro. Claro que não sabemos quando vem, portanto, vamos ter que dar horários a todos. Com isto, três professores (da minha idade e com muitos anos de escola) vão ter que concorrer e acho que pode não ficar por aí
Quando a reforma vier, vão ficar à deriva muitas turmas para contratados que ninguém conhece, em oferta de escola. Enquanto isso, bons professores da escola tiveram que sair. Nada disto faz sentido, devia haver algum mecanismo para pôr esta gente a fazer outros serviços e não prejudicar os miúdos, porque eles são os mais prejudicados. Algumas das professoras até teriam continuidade das turmas, uma delas iria dar 12ºs anos, portanto é todo um trabalho que é interrompido.
.
E, acrescento eu, nas escolas com EFA, a situação também começa a ser algo caótica em matéria de DACL. O arranque do próximo ano lectivo não se prenuncia nada bem. Será que isto é resultado da acção directa desta equipa do ME ou, como em outras coisas, foi a máquina a avançar?

ADD, mais erros e a cereja no topo do bolo

… o trabalho de recolha, organização, inventariação e tudo o mais de uma das pessoas que com maior dedicação alimenta o Umbigo de materiais a um ritmo diário.

Chegou hoje a caixa, que percorreu muitos quilómetros pelo país com 11 DVD e centenas de vídeos sobre Educação desde Março de 2010 até agora, mais alguns de 2008, a acrescentar aos que já recebera em encomenda anterior, há uns meses.

Quando penso em parar, é ao lembrar-me de coisas como esta que me impeço a mim mesmo.

Um imenso obrigado… na ausência do nome próprio, ao Calimero Sousa/Mvaz e ao seu canal do Blogdocão.

Sócrates interna irmão na Galiza

 

E nem sempre a pergunta tem resposta evidente. Mais aqui.

Uma espécie de Bravo Nico do CDS, a precisar de farinha Maizena para ganhar consistência e não ser apenas moço de recados:

“Estamos numa posição diferente do início do segundo semestre. O processo  de avaliação está no fim e o Governo já indicou que vai apresentar uma proposta  de novo sistema de avaliação em Setembro”, argumentou.

Michael Seufert referiu que muitos professores “fizeram esforço e tiveram  trabalho para ter boas classificações e seria injusto para eles”.

O deputado indicou ainda que as progressões na carreira estão congeladas  até 2013, uma provisão do programa da “troika” internacional, e que até  lá se poderão avaliar “os efeitos deste ciclo avaliativo” e estudar um novo  modelo.

Nada disto faz sentido, a começar pelo início do segundo semestre. Do que fala o rapaz? De algum semestre bolonhês? A votação no dia 25 de Março de 2011 foi no início do segundo semestre?

E a conversa do esforço? Quererá Seufert (ler Sóiferte) dizer que, por exemplo, eu não me esforcei só porque não quis ser distinguido num modelo de ADD que sempre critiquei?

Os quadros do CDS são curtos. A maioria foi para o governo. Restou isto. Que objectivamente considero uma afronta, colocar este ser parlamentar falante a responder sobre questões relativas à Educação. Um zero à esquerda, mesmo vindo da direita.

Arranjem-lhe qualquer coisa na CGD.

Eis o blog com ideias em construção. Muito apropriadamente. Por enquanto serve para transmitir as de outros.

Muita gente anda por aí ao engano. Alguns conseguiram iludir a opinião pública dizendo que iam servir lebre bravia e saborosa, mas depois optaram por coelho de coelhário, sempre insípido e a carecer de muito tempero.

Vejamos parte da agenda parlamentar do plenário de hoje:

Projecto de Resolução n.º 29/XII/1.ª (PCP) sobre  suspensão do regime de avaliação de desempenho dos docentes e anulação da produção dos efeitos resultantes do ciclo 2009/2011.

Projecto de Resolução n.º 22/XII/1.ª (BE) que recomenda ao Governo que proceda à suspensão do actual modelo de avaliação do desempenho docente.

Conclusão óbvia: a votação não vão estar projectos de lei para a suspensão da ADD, mas meros projectos de resolução nesse sentido. Lendo o seu conteúdo, percebe-se que, na prática, a sua aprovação pouco ou nada muda. Mesmo se forem respeitadas pelo Governo, apesar de não serem vinculativas.

Perante estas propostas, são óbvios os votos favoráveis do Bloco e do PCP.

Em relação ao PSD e CDS, em coerência, também deveriam votar favoravelmente, quer pelo passado, quer porque os projectos apresentados, nestes termos e agora, nada mudam. Em moderada incoerência poderão abster-se, lavando daí as suas mãos, embora ficando com elas algo manchadas.

Do PS espera-se que vote contra.

Mas…

Mas…

E se as coisas até se passassem de outro modo?

E se António José Seguro, que funcionou como orelhão durante um par de anos para grupos de professores animados com a sua inação (embora nunca tenha alinhado com os alegristas, desempatando a coisa e permitindo a suspensão da ADD), ganhasse um pouco de coragem e, em coerência com a forma como manteve esses grupos de professores na esperança de qualquer coisa, indicasse à actual direcção do grupo parlamentar para se abster? Com base no argumento pragmático que nada disto conduz exactamente a nada?

Com uma tripla abstenção (CDS, PS, PSD), os projectos de resolução seriam aprovados.

E… seria giro.

Pensem nisso.

Se é que esta ideia vai a tempo de alguma coisa.

O I continua a trilhar um caminho curioso sob a nova gerência. Colado à agenda do Governo, faz lembrar aquelas CCAD que decidiram retorcer a avaliação do desempenho até ela própria gritar de dor.

O título de hoje é bombástico, mesmo se um aluno de 6º ano mediano em Matemática consegue perceber alguns disparates aritméticos básicos nesta forma de apresentar as coisas:

Há 4 mil professores destacados e a maioria vai voltar às escolas

Três em cada dez docentes estão a trabalhar nos serviços tutelados pela Educação.

Se três em cada dez docentes estão a trabalhar em serviços tutelados pela Educação, isso significa qualquer coisa a rondar os 45.000 docentes destacados (se é verdade que estão cerca de 140.000 no activo).

Mesmo que consideremos apenas 100.000 professores do quadro, chegamos a 30.000.

Se usarmos o cálculo de professores do quadro nas escolas mais esse valor de destacados voltamos aos 45.000.

Se afinal são apenas 4.000 os destacados quer dizer que temos 15.000 professores no activo?

Grande baralhação…

Mas não é nada disso que interessa.

O que interessa é promover a confusão.

Conhecendo os meandros da coisa jornalística e lendo a peça de Kátia Catulo, não tenho dúvidas que o título sensacionalista e o destaque na 1ª página têm outra dedada.

António Ribeiro Ferreira, um homem pragmático para todas as estações.

Adenda: em vários comentários escreve-se que não é bem assim, que o artigo até explica as coisas. Correcto. Ao que parece algumas pessoas não terão entendido que comentei o título e o destaque, assim como a forma como se tenta dar a entender o que não é verdade. O que mantenho.