Pacheco Pereira começou um dos projectos de que mais gosta: fazer aquilo que critica aos outros e disparar forte e feio sobre toda e qualquer liderança do PSD que não o designe como eminência intelectual.

Em abono da verdade, diz algumas coisas certas, apenas se esquecendo que o próprio não tem currículo imaculado.

Há quem reaja, de forma mais ou menos ofendida, mas a realidade é o que é: muito blogues funcionam como alavancas a vários níveis para os seus escribas, coisa que se nota com grande facilidade para todos os lados do espectro político e não apenas ao nível do Centrão.

De um post de Pedro Picoito no Cachimbo, retiro uma parte que a Ana Silva me enviou por corresponder ao que penso da figura em causa, não por me ter cruzado com ele em disputa menor, mas porque entre nós temos protagonistas com uma assinalável falta de qualidade, civilidade e tanta outra coisa, que se elevam bem alto muito cedo na “Carreira” e depois ficam a zanzar por aí à espera de encosto (e são dos que criticam o encostanço ao Estado e dizem-se liberais) a qualquer coisa do Estado, como a administração da CGD:

Uma coisa é um blogue que nasceu com o objectivo prioritário de fazer campanha por Passos, como o Albergue Espanhol, em que o Professor-Doutor-Ó-Meu-Deus Nogueira Leite até escrevia sob pseudónimo para melhor insultar os adversários do passismo, por sinal o tipo de práticas que a direita blogosférica sempre criticou no Corporações. (Lembram-se da Maria João Câncio Marques? Fariam bem em lembrar-se: o nome diz tudo.)

Nos comentários assinala-se uma coisa que me pareceu sempre evidente em muitos textos de Nogueira Leite: a necessidade de beneficiar de mais horas de aulas de Língua Portuguesa, ao nível do 2º ciclo do Ensino Básico, tamanhos os atropelos à sintaxe. Árduo deve ser o trabalho dos revisores/editores dos livros a que ele emprestou o nome para a capa.