Tenho sentimentos mixados acerca disto. Por um lado, sei que há quem nas DRE e no ME e respectivas Direcções-Gerais ou Específicas faça um excelente trabalho e deva lá continuar.

Por outro, sei que há quem tenha ido para lá e, apanhando-se sem dar aulas, fez da profissão de professor mera memória e pretexto.

Não há regra universal. Deveria haver uma avaliação específica. Das efectivas necessidades. Do efectivo desempenho. Não na base da dança de cadeiras, dos cartões coloridos, de meros amiguismos ou encostanços.

Havendo necessidade de um determinado número de funcionários nos quadros da administração central ou regional do ME abriam-se as ditas vagas para concurso externo e interno e quem quisesse ficar, ficava, mas deixava o vínculo às escolas de origem. Isto não impediria a existência de consultores externos, mas em regime de acumulação semelhante ao da acumulação da docência, ponto final. Ou situações excepcionais de um ano, no máximo dois.

Assim, há quem tenha sempre um pé cá e outro lá, quem tenha feito da regra dos quatro anos uma anedota e se tenha instalado para a vida. De preferência, uma vida descansada, só perturbada pela mudança dos horários do cafézinho da manhã.

Agora, a ordem para regressar tem efeitos dramáticos e presta-se a muita coisa, a muito jogo, a muito nepotismo e a muito dramatismo. Mudem-se as regras, clarifiquem-se os critérios, definam-se as necessidades. E, perante isso, que cada um assuma o que quer continuar a fazer.