Nas escolas. Não apenas a produção dos chamados horários-zero mas até principalmente os jogos com a distribuição das turmas e das manchas horárias.

Não me vou alongar em considerandos que todos conhecem. Ou quase todos e afortunados são os que desconhecem. Ou então são distraídos. Ou…

Conheço vários métodos de elaborar horários: só pelo PCE(antigamente)/Director(agora), por uma comissão para o efeito que se perpetua no tempo, pelos delegados(antigamente)/coordenadores (agora). Mas nunca conheci nenhum modelo em que a elaboração de horários não fosse a tarefa mais intimamente ligada ao Poder dominante nas escolas. Directamente pelo soberano ou pelos mais estimados cortesãos.

O poder sobre o tempo alheio, sobre a forma de organizar a vida de outrem. A volúpia do favor concedido ou negado. O êxtase de poder fazer ou não fazer.

Felizmente, nem sempre é assim. Mas é em muitos lados. Mais agora, quando nem sequer a velha graduação profissional é critério a respeitar, muito menos as minudências de continuidades pedagógicas ou outros ditames despejados em regulamento interno para usar apenas quando interessa e não perturba a superior conveniência do serviço.

Por estes dias fazem-se e desfazem-se vidas ao sabor dos humores, amores e rancores.

É triste de ver e explica porque nem sempre 100.000 são 100.000.