… é que só dou a outra face quando me apetece.

Há casos em que não merecem tal, de modo algum, pela forma rasteira como certas pessoas actuam.

Para quem aqui passa, certamente será fácil recordar as reservas que coloquei no domingo, 17 de Julho, à proposta de lei do PCP para suspensão da ADD (aqui, aqui, aqui e aqui, entre outros posts), assim como à proposta equivalente do Bloco.

A troca de argumentos tornou-se muito azeda, com destaque para o modo ofensivo como Francisco Santos e José Manuel Vargas (sob o nick de Maverick, que agora se transformou em Leitor), ditosos amigos e companheiros em listas derrotadas para eleições no SPGL, adeptos da ortodoxia sindical mais empedernida, me trataram de forma repetida em comentários e em posts em outro blogue, chamando-me de tudo um pouco. Mentiram repetidamente e fizeram-no por ignorância ou má-fé pura. Opto, sem grandes pruridos, pela segunda hipótese, pois sei o quanto desagrado a cada um deles, por diversas razões que não fica aqui muito bem expor publicamente.

A certa altura lembro-me de afirmar que acreditava existir no grupo parlamentar do PCP inteligência suficiente para corrigirem o que pretendiam fazer e emendarem a mão.

Cumpriria a verdade, a decência e um mínimo de capacidade de enfrentar a realidade, que Santos&Vargas  fizessem um mea culpa perante as evidências.

Na 4ª feira não será votado qualquer projecto de lei do Bloco ou do PCP para a suspensão da ADD, mas projectos de resolução que não incluem as partes que eu na altura destaquei como juridicamente frágeis e politicamente desastradas.

Tanto o Bloco como o PCP apresentam na 4ª feira propostas de resolução passíveis de ser aprovadas por todos os partidos que votaram a suspensão da ADD em Março. Esta forma é bem mais inteligente, mesmo se sem força de lei, e está expurgada de entorses jurídicos.

Não sou falsamente modesto. Sei que tinha razão. Talvez por isso tenha respondido de forma tão extensa aos disparates de duas criaturas que, se fossem deixadas (bem como os seus amigos em diversos graus no movimento sindical e na blogosfera) de mãos livres, arrastariam os docentes que neles confiassem para o total abismo.

Felizmente, nem o próprio partido a que pertencem e prestam devoção acrítica lhes dá crédito.

Reunião n.º 8 – XII Legislatura, 1.ª Sessão Legislativa
Dia 27 de Julho de 2011

15:00 Horas
Declarações Políticas
Proposta de Lei n.º 3/XII (GOV)
 – Altera a Lei das Comunicações Electrónicas, que estabelece o regime jurídico aplicável às redes e serviços conexos e define as competências da Autoridade Reguladora Nacional neste domínio transpondo as Directivas n.ºs 2002/19/CE, 2002/20/CE, 2002/21/CE, 2002/22/CE e 2002/140/CE.
Tempos: Grelha D
Projecto de Resolução n.º 29/XII (PCP) – Suspensão do regime de avaliação de desempenho dos docentes e anulação da produção dos efeitos resultantes do ciclo 2009/2011.
Projecto de Resolução n.º 22/XII (BE) – Recomenda ao Governo que proceda à suspensão do actual modelo de avaliação do desempenho docente.
Tempos: Grelha D
Petição n.º 34/XI/1.ª (José Manuel de Jesus Oliveira e outros) – Solicitam que os Psicólogos inscritos na recém-criada Ordem não sejam desqualificados retroactivamente.
Tempos: 3 minutos a cada Grupo Parlamentar

Claro que agora podem sempre aparecer uns comentadores expertos a negar o óbvio. Mas, como disse, não sou cristão. Não dou a outra face.

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