Segunda-feira, 18 de Julho, 2011


Foals, Miami

E acabam-se os encores… é só pop e mai’nada.

São NOVE PÁGINAS!

Não é possível dizer que isto sempre aconteceu, que é normal, que antes assim do que instruções caso a caso.

Nove páginas de critérios adicionais??? Os iniciais tinham 13 e incluíam as cotações!

Deixo o documento em pdf porque não há paciência para o transformar em imagens: DOC_GAVE_FIS-QUI_A_715_Fase1.

A descrição da qualidade da formação por um colega:

Estes critérios adicionais foram o resultado de inúmeras questões colocadas pelos correctores aos seus supervisores pelo facto dos critérios “públicos” serem ambíguos ou omissos.
As acções de formação mais não foram do que um “formatar” dos correctores para seguirem acefalamente os critérios do GAVE, tendo sido instruídos para corrigirem primeiro as questões que não iriam levantar problemas (respostas directas, escolhas múltiplas…) e para passar uma primeira vista de olhos pelas potencialmente mais problemáticas, colocando as dúvidas aos supervisores que posteriormente reuniram com o GAVE para “discutirem” todas essas questões, surgindo posteriormente estes critérios adicionais “confidenciais”.

Um abraço.

O que eu acho inconcebível: antes de mais seis páginas de critérios adicionais aos oficiais; em seguida, que seja considerado material confidencial, criando situações de extrema desigualdade entre os professores classificadores e os outros, assim como os próprios alunos, no caso de quererem fazer um recurso.

———- Mensagem encaminhada ———-
De: Maria Sampaio Borges (GAVE) <***********@gave.min-edu.pt>
Data: 6 de Julho de 2011 12:03
Assunto:
Para:

Caros Formadores,

Envio, em anexo, o Documento GAVE, solicitando que o reencaminhem aos vossos classificadores.

Com os melhores cumprimentos,

Maria Manuel Sampaio Borges

Directora de Serviços de Avaliação Educativa

GAVE

O Calimero antecipou-se ao Arlindo…

Obrigado a ambos…

Destaco as participações do farmacêutico Carlos Carvalho, do bancário Carlos Marques (e disse!), da empregada de escritório Clara Antunes, do funcionário público José Loureiro, do aluno Pedro Silva e da professora Maria Silva.

Já vou confirmar quem é que disse que os professores não davam negativas com medo das manifestações dos alunos (acho que foi quem se baralhou com os medicamentos…).

… a saída de Mário Nogueira da reunião com o ME. Declarações ponderadas e tudo.

… do GAVE por aí?

Estou cheio de pedidos de gente que quer saber se o que se passou naqueles dois casos que aqui se denunciaram (Português e Biologia e Geologia) foi extensivo à classificação de outros exames.

Sigilo garantido e demonstrado ao longo de uns anos disto.

Felizmente que tive minutos de pausa para fazer os meus esgares em off, tamanha a colheita de pérolas no Opinião Pública de hoje, desde o farmacêutico que deixou a clientela a automedicar-se para dizer que a culpa dos maus resultados em exames é dos professores não quererem avaliação até uma colega que tem vivido a carreira em escolas em permanente guerra civil (num caso por causa de almofadas na biblioteca ao que percebi), não esquecendo a empregada de escritório que culpa o insucesso do(s) seu(s) educandos com o facto dos professores classificarem propositadamente mal os exames, o aluno que queria mais Área de Projecto para elevar a Cultura do país e o funcionário público que acusou nominalmente uma professora do filho ao vivo.

Mal por mal o senhor que declamou Bento de Jesus Caraça e disse! Só faltou a luta, camarada, a luta!

Confesso… vou ter de negociar cachet para aturar 45 minutos deste tipo de consultas psiquiátricas telefónicas.

Sobre a reorganização curricular e outras medidas. Lá fico eu à espera daquele simpático participante regular, que se diz comerciante uns dias, comercial em outros…

E não, ninguém paga nada, as portagens e o gásóil são por minha conta…

Constituição de Turmas 2011/2012

Nuno Crato ‘foge’ da 5 de Outubro

Nuno Crato começa hoje a receber os sindicatos de professores longe da avenida 5 de Outubro, em Lisboa, o edifício-símbolo da máquina ministerial cuja extinção defendeu antes de chegar ao Governo.
“A última a sair da 5 de Outubro foi a ministra Maria do Carmo Seabra, que foi para a avenida 24 de Julho, e só lá esteve seis meses, porque o Governo de Santana Lopes caiu”, graceja Mário Nogueira (Fenprof). Já João Dias da Silva (FNE) diz, entre sorrisos, que o ministro da Educação e Ciência “não quer apanhar com os destroços do edifício que pretende eliminar”.

Já na sexta-feira, Crato dera a sua primeira conferência de imprensa no Palácio das Laranjeiras, ligado ao ensino superior e ciência. A tutela disse ao CM que o ministro vai “trabalhar em ambas as instalações, conforme a necessidade”.

Num ponto, ministro e sindicatos estão de acordo: é preciso reduzir a estrutura ministerial. Até porque os sindicatos querem saber onde Crato irá cortar, depois de ter parado a fusão de escolas e a reforma curricular. Nogueira pede “coragem para reduzir ao essencial a máquina do Ministério”. Dias da Silva propõe “acabar de imediato com as equipas de apoio às escolas e extinguir as direcções regionais nesta legislatura”.

Um artigo de Helena Matos, um comentário de João Boaventura e o sindicalismo docente.

O assunto era o exército e a universidade, mas um professor catedrático decide “arriar” nos professores

A depositar ainda hoje na mesa da Direcção. Um domingo ainda ocupado em boa parte a atar as pontas de um ano lectivo com balanço misto, em muitos aspectos.

Agora, por fim, algum tempo para escrever coisas mais interessantes, há muito agendadas e com prazos para cumprir. Quiçá mesmo pensar no conceito ambíguo de férias em tempos de crise. O Umbigo entrará a partir de agora em ritmo mais estival, ou seja, apenas uma dezena de posts diários?  😛

FENPROF reúne com Ministério da Educação

A FENPROF reúne na próxima segunda-feira, dia 18, a partir das 17 horas, nas instalações do ME situadas no Palácio das Laranjeiras (instalações do antigo MCTES).

(…)

Na reunião, a FENPROF procurará esclarecer alguns aspectos que estão menos claros no programa do Governo, sendo apresentado ao Ministro da Educação um documento que identifica os problemas que considera fundamentais no sistema, procurando agendar desde já os indispensáveis processos negociais com vista à sua resolução.

Seria útil aos professores conhecerem este documento, já que se pretendem fazer rondas negociais (a sério???, já pediram autorização à dupla santos&vargas) para resolver tais problemas.

Matrizes comparadas do 2.º e 3.º ciclo

Menos 800 milhões de euros. As medidas de austeridade no Ministério de Educação vão levar ao corte de 2700 postos de trabalho, principalmente auxiliares educativos do pré-escolar e do primeiro ciclo.  Autarquias queixam-se dos custos de manutenção do parque escolar, dos gastos com os transportes e dos apoios às crianças com necessidades educativas especiais.

I’d like to make myself believe
That planet Earth turns slowly
It’s hard to say that I’d rather stay
Awake when I’m asleep
‘Cause everything is never as it seems
When I fall asleep