Domingo, 17 de Julho, 2011


Snow Patrol e Cheryl Cole, Set the Fire to the Third Bar

Anote-se ainda que eu até conheço a maternidade e paternidade de todas as perguntas deste documento:

Pergunta: “Evitámos a Assembleia. Porquê a noção que aí perderíamos, de certeza?”
Mário Nogueira:”… Não esqueço, ainda, que um ECD em Lei da Assembleia poderia ser um problema grande para futuras alterações …”
Pergunta: “Ganhámos a divisão em titulares, perdemos a ADD, que continua uma palhaçada e poderá cair de podre, mantivemos vagas e quotas, enfim, para quem não é jornalista, mas prof e está “lá dentro” todos os dias e sabe como as coisas se passam, como pode ser expectável que alguém levante o luto e a luta contra o “ECD do ME”?”
Mário Nogueira:As quotas são de uma Lei da Assembleia da República (que contém o SIADAP) e que, por força da lei, fazem parte do ECD. Perante a impossibilidade de as eliminarmos (por decreto seria ilegal) tentámos atenuar os seus efeitos e acho que fomos bem sucedidos.”

É aproveitar a 10 euros as monumentais biografias de Mussolini, Franco e Estaline que a Bertrand colocou não propriamente ao desbarato, mas a um trço do preço habitual.

Tempo, rumo e leme

Não faço mais perguntas incómodas por hoje.

Pode ser revogado um artigo do ECD como o 5º, sem qualquer consulta aos sindicatos, de acordo com a doutrina santos&vargas (espero que não com a benção do grupo parlamentar do PCP e da direcção da Fenprof)?

Artigo 5.º
Direito de participação no processo educativo

1 — O direito de participação exerce -se no quadro do sistema educativo, da escola e da relação com a comunidade.
2 — O direito de participação, que pode ser exercido a título individual ou colectivo, nomeadamente através das organizações profissionais e sindicais do pessoal docente, compreende:
a) O direito a emitir opiniões e recomendações sobre as orientações e o funcionamento do estabelecimento de ensino e do sistema educativo;
b) O direito a participar na definição das orientações pedagógicas ao nível do estabelecimento de ensino ou das suas estruturas de coordenação;
c) O direito à autonomia técnica e científica e à liberdade de escolha dos métodos de ensino, das tecnologias e técnicas de educação e dos tipos de meios auxiliares de ensino mais adequados, no respeito pelo currículo nacional, pelos programas e pelas orientações programáticas curriculares ou pedagógicas em vigor;
d) O direito a propor inovações e a participar em experiências pedagógicas, bem como nos respectivos processos de avaliação;
e) O direito de eleger e ser eleito para órgãos colegiais ou singulares dos estabelecimentos de educação ou de ensino, nos casos em que a legislação sobre a sua gestão e administração o preveja.
3 — O direito de participação pode ainda ser exercido, através das organizações profissionais e sindicais do pessoal docente, em órgãos que, no âmbito nacional, regional autónomo ou regional, prevejam a representação do pessoal docente.

Afirma o comentarista Maverick que já admitiu ser um ex-dirigente sindical, docente actualmente aposentado, com relações estreitas à direcção da Fenprof:

Revogação ou alteração de artigos do ECD podem ser feitas sem revisão do ECD.

Adorei, adorei, adorei…

Mas então para que querem tanto ser recebidos?

Têm mesmo a certeza que pretendem abrir esse precedente?

A sério? Aguardam-se esclarecimentos e não a verborreia do chico (que não da cuf):

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