Como com os alunos, também com os professores – mas não com a mesma lógica – instalou-se o hábito de não cuidar muito de quem apresenta resultados e faz o seu trabalho, cumpre prazos e o faz por achar ser sua obrigação, preferindo apaparicar quem faz o contrário e, em muitos casos, sem sequer se preocupar muito com isso.

Quando se fazem as coisas como se deve, há quem ache que isso é apenas cumprir a obrigação. Quem as não faz, deve ser motivado, ajudado, estimulado para que faça melhor.

Estou cansado de ver os jeitinhos serem feitos sempre aos mesmos, reproduzindo favores e tenças que parecem quase adquiridos por nascença, sem que nada de concreto justifique tal elevação a um patamar de casta, enquanto os intocáveis permanecem na labuta lá em baixo.

Há dias em que me dá para que a coisa da accountability se transforme em responsabilização e seja praticada a sério e não seja obrigado a ver com ar descansado quem, por esta ou aquela razão, fez mal e de forma repetida, mas sabe estar defendido por um manto protector invisível.

Se criticamos o facilitismo na avaliação dos alunos, a promoção do sucesso sem critério de justiça, não o pratiquemos entre nós. Mais importante, não actuemos como se fosse natural sermos a elite que move os cordelinhos, enquanto o resto é…