Globalmente positiva, por ser adequadamente minimal e deixar para mais tarde uma reforma a sério.

Principal discordância: a excessiva concentração de horas na Matemática e Língua Portuguesa não é necessariamente um bem. Mais não significa melhor. Há que alterar algo para além de mais horas.

Até pode ser contraproducente. Uma pessoa tanto morre de uma overdose de medicamentos como de não os tomar. Há é que dar com a posologia certa, nos horários correctos e com o diagnóstico adequadamente feito.

No meu escasso entendimento, o desaparecimento da Área de Projecto deveria ter dado origem a duas horas a distribuir, ano a ano, ao critério das escolas, pelas diversas disciplinas (Inglês e HGP no 5º, Ciências e Musical nº 6º, Geografia e Ed. Física nº 7º, etc, etc).

A manutenção do Estudo Acompanhado em par pedagógico é algo que não esperava. Pensei que o bloco seria partido em duas aulas de 45, confesso.

Não é uma grande reforma que transforme o currículo? Não.

É a reforma possível, nesta altura do ano? Sim.

Quanto aos que, sendo contra as ACND, em especial a AP, agora lamentam que os seus grupos ficam a perder, deixo-lhes uma ligeira pergunta insidiosa: também são dos que clamam contra a ADD publicamente, mas depois vão ao sindicato saber se a coisa acaba ou permanece, para que tanto trabalho que tiveram a fazer os porta-folhas não se perca sem asterisco?