Quinta-feira, 14 de Julho, 2011


Xxx.

Editors, The Racing Rats

Aqui.

mas há quem possa gostar. Por isso

[está aqui]

… seja anunciado a muito breve prazo, coisa de horas, pelo ME. Será algo relativamente menor, deixando para mais tarde uma reforma a sério. O que não está errado. E, pelo menos por enquanto, salva do desemprego a maioria dos contratados. Mas não todos.

Olá Paulo,

Em fevereiro, enviei-lhe um mail que deu origem a este post , no seu blog.
Confesso que nesta matéria de ADD, tendo sido nomeada para relatora, não tendo argumentação válida para me escusar às funções, e não havendo posição tomada pelos professores da escola, todoprocesso que daí adveio ficou sempre condicionado. Cumpri o que me foi exigido, seguindo as orientações da CCAD. No entanto, nesta fase do processo urge dar a conhecer, de novo, o que se passa na Escola, uma vez que me parece excessivamente arbitrário. Passarei, de seguida, aos factos:

1º – Não foi respeitado o que a Norma para os Exames exige, uma vez que houve professores relatores que tiveram de desenvolver tarefas no período em que classificavam exames;
2º – Foram marcadas duas reuniões, apenas para os relatores dos professores contratados que pediram aulas observadas, a fim de definir os critérios da distribuição das cotas, quando, nas orientações emanadas da CCAD, estavam definidos os critérios em caso de empates;
3º – Decorrente do ponto anterior, e porque não se chegou a consenso,  foram marcadas reuniões com os relatores de cada professor contratado que pedira aulas observadas. Nessas reuniões, das quais não existe ata, os relatores foram inquiridos por elementos da CCAD sobre a atribuição da classificação nos vários domínios e dimensões, sendo-lhes, inclusive, exigido que justificassem  as propostas de classificação, mostrando evidências. Sublinho que estas perguntas eram feitas aos relatores.
4º – No final dessas reuniões, não foi tomada qualquer decisão, tendo sido os professores relatores informados de que posteriormente seriam chamados para tomar conhecimento da avaliação final dos professores que tinham avaliado e que só nessa altura se assinaria o documento que formalizaria o processo.

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Se vir que o conteúdo deste mail é pertinente, utilize a informação nele contida como quiser. Agradeço, apenas, o anonimato. Obrigada.

Abraço

 

Por uma escola exigente para responder à crise

  • A avaliação interpares não funciona, diz muita gente, mina o ambiente da escola, destrói os laços de solidariedade entre os docentes. Aceitam então uma avaliação externa ou mista? Ou têm todas defeito? Não vão depois dizer que quem sabe o que se passa na escola é quem está nela e não quem apenas observa de fora?
  • É também dito que este modelo é mau e permite ir da subjectividade total a uma hiper-objectividade que destrói qualquer hipótese de diferença. Que há uma abordagem casuística e localizada que levou a uma disparidade enorme de critérios. Então temos de optar por assumir isso e não criticar o centralismo do ME se ele definir directrizes com pouca margem de manobra. Ou bem se quer autonomia, ou bem que só se quer alguma e, nesse caso, convém dizer qual. E quanto ao centralismo, só se critica o do ME ou também o das Direcções.
  • Por fim e apenas por agora: querem mesmo uma avaliação muito formativa, palmadinha-nas-costas, ou uma que, formativa ou não, altere comportamentos e atitudes, não se limitando a contemporizar? E a quem se vai admitir esse tipo de autoridade e poder? É bom pensar-se nestas e outras questões, tentar construir um pensamento articulado e não esperar apenas para estar contra. Eu bem sei do que falo, pois é só ser apresentado um par de ideias diferentes e há logo quem diga presente na oposição a qualquer e toda a coisa.

Era fácil estar contra Sócrates e MLR, até mesmo desdenhar de Isabel Alçada. Será fácil estar contra Passos Coelho e Crato.

O que é difícil? Estar a favor de qualquer coisa. Concreta. Funcional.

Recebi o seguinte mail do Livresco, que é quem anda no terreno:

Depois de publicares o link neste post:

https://educar.wordpress.com/2011/07/13/a-add-os-conceitos/

A Escola Secundária c 3º CEB José Macedo Fragateiro mandou o link abaixo (conforme imagem):

Eu, por acaso, até acho que o documento estava muito bem conceptualizado.

Até agora o documento mais completo só sobre este assunto. Clicar na imagem para…

Desculpem a forma como aparece o post, mas o raio do documento original está num formato escorregadio:

A sério: preferiria dar uma meia dúzia de aulas do que preencher isto sobre apenas uma.

Aqui a ordem já é outra… Recomendo a leitura de todo o documento, enquanto se mantém online:

Este é um campo muito, muito obscuro, onde cada cor tem o seu paladar. Há critérios para todos os gostos, humores e inclinações das CCAD.

O que se segue não sei se está em vigor, mas esteve pelo menos para o ciclo avaliativo anterior. Mantendo-se online é possível que ainda seja válido.

Agora coloca-se a questão: como foi medida a relação pedagógica com os alunos? O documento não expilica. Apenas que vale mais do que o desempate final ás milésimas que é o que está (mais ou menos?) regulamentado.

 

Os (maus) resultados dos exames de 9º ano em Língua portuguesa e Matemática podem ser explicados de muitas formas e envolvendo diversas variáveis,gerais e específicas, globais e locais, mas eu prefiro encará-los sob duas perspectivas:

  • Em primeiro lugar como um final de ciclo em que  sucesso era fabricado a partir do modelo de exame e dos critérios de classificação. As declarações do actual responsável pelo GAVE são de molde a pensar – sem grande imaginação – que antes a coisa era feita com menos rigor e com mais preocupação – como disse uma vez o seu antecessor nas páginas do expresso – em não estragar a vida aos alunos. Este final de ciclo com a queda estrepitosa dos resultados do 4º ao 9º ano (faltam os do Secundário) marcam o fim de um período de meia década de enganos e a queda na realidade e na necessidade de repensar tudo isto. Desde logo, se assim houver coragem, comparando classificações internas e externas e encarando as coisas como são. E partir daqui para um outro modelo – paradigma – de produção de sucesso que se preocupe com as aprendizagens e não apenas com os muros. Como no futebol, é difícil colocar uma equipa a ganhar tudo quando ainda está em formação. Nem o Mourinho.
  • Mas, e estas são as boas notícias, abre-se neste momento uma janela de oportunidades (até uso a novilíngua e tudo)  para alunos e professores porque pior será complicado fazer. A partir daqui é possível tentar construir um crescimento sustentado, reavaliar metas de sucesso estabelecidas no tempo (recente) da outra senhora e encarar a Educação e o Ensino como assuntos sérios, políticos no sentido nobre do termo e não como uma arma de propaganda. Já se percebeu que a elasticidade do sucesso com pés de barro é limitada e não consegue aguentar-se mais do que um ciclo eleitoral, nem aguenta um ligeiro abanão no grau de dificuldade dos exames. E temos toda a face oculta do icebergue… pois há disciplinas em que se chega ao 9º ano sem exames e qualquer controle efectivo do que os alunos conseguem fazer num exame que os obrigue a aplicarem-se e não meramente a demonstrarem a competência de serem capazes de se aplicar. É urgente perceber o que se ganhou com o Inglês no 1º CEB. É urgente perceber-se o que os alunos sabem de Ciências e História. Não chega fazerem coisas giras.

É preciso recomeçar, com tempo, com ponderação, sem receio de maus números durante dois a três anos. Um trabalho a sério nesta matéria só será passível de ser visto num horizonte de 3 a 5 anos.

Haja coragem para isso e não a cedência aos histrionismos e instrumentalizações da Educação para efeitos de Propaganda.

Muito bom pois, entre o costume, vem meio álbum do XIII-Mistery, a completar no próximo mês.

Trambolhão na Matemática e no Português do Básico

O documento também está online. Desperta-me especial curiosidade a forma como terá sido verificado o cumprimento de parte do que em seguida se enumera e que se encontra nas pp 6-7:

Tendo em conta estes objectivos, as metas, previstas no PEE/TEIP, a atingir no biénio 2009/2011 são as seguintes:
1. Aumento do sucesso educativo no 3º ciclo em 10%, considerando a percentagem apurada em 2008/09 de 76,6%;
2. Aumento do trabalho colaborativo entre os vários agentes educativos, em 30%, tendo como referente o relatório da avaliação externa;
3. Redução de comportamentos de indisciplina dentro e fora da sala de aula em 10%, considerando a percentagem apurada em 2008/09 de 1,77%;
4. Aumento em 10% na frequência da cantina e do bufete dos alunos;
5. Acréscimo em 10% das inscrições das actividades inerentes aos mini‐projectos desportivos;
6. Diminuição, em 20%, do número de episódios de violência protagonizada por elementos estranhos à comunidade escolar;
7. Redução do abandono escolar em 10%, considerando o valor de 2008/09 (1,9% no 3º ciclo; 2,99% Secundário; total de escola: 1,77%);
8. Diminuição em percentagem equivalente e no mesmo tempo do absentismo não justificado por doença;
9. Aumento em 10% do número de formandos que concluem o processo formativo inerente aos cursos qualificantes;
10. Aumento de 10% da participação dos pais / encarregados de educação nas actividades da escola;
11. Acréscimo de 10% da presença de pais / encarregados de educação;
12. Aumento de 20% da articulação entre os vários agentes da comunidade;
13. Criar mais dois circuitos comunicacionais;
14. Aumentar em 20% a participação do pessoal docente e não docente nas actividades escolares;
15. Aumentar e melhorar os mecanismos de auto‐avaliação e avaliação externa em 30%;
16. Concretização das acções / actividades do projecto em 90%.

Pelas prateleiras das livrarias apareceram, não como cogumelos em dia de chuva, mas mesmo assim… Este tem uma parte online.

Com a crise no mundo livreiro, é obviamente mais do que legítimo.

… de que tudo isto é frágil, tudo isto depende de acertos nos critérios de classificação, nem sequer da prova. Tudo isto é político, tudo isto é fado.

O mesmo já não se passou com o director do Gabinete de Avaliação Educacional (Gave), Helder de Sousa. No Ministério da Educação coube-lhe este ano comentar os resultados. Em resposta a questões do PÚBLICO considerou que estes “reflectem o ajustamento do nível de exigência, concretizado numa acrescida complexidade de alguns dos itens e na continuação da procura de um maior rigor na definição e também na aplicação dos critérios de classificação”.

Agrupamento de Santa Maria e Bairro das Pedreiras em Beja. Encarregados de educação protestam pela integração de alunos de etnia cigana e são acusados de racismo.
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Mário Nogueira critica o programa do governo, exige a suspensão da avaliação e fala sobre a antecipação do fim dos contratos dos professores. O novo ano lectivo e os horários dos professores.
Exige… exige… e branqueia o OE do PS para 2011.

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