Quarta-feira, 13 de Julho, 2011


Pixies, Wave of Mutilation

Para todos os docentes. Também online. Claramente abusivo. Não existe cobertura legal para isto, mas… não é caso único.

Este trabalho de recolha é do Livresco, conjugado com o que eu tenho recebido por mail. Quer-me parecer que não deveríamos ser nós a fazer esta recolha, divulgação e demonstração do patchwork que por aí vai, mas… uns já derrotaram o PS e os outros estão à espera para derrotar a Direita. Sobram os carolas. Ou parvos.

Também é um manual de acesso livre:

A sério… eu admiro quem se deu ao trabalho da conceptualização…

 

… agora temos a antiga esquerda anti-capitalista e anti-UE a defender eurobonds. Só me falta mesmo ver bicicletas montadas em porcos.

Não é material reservado. Está online:

Já me sinto mais descansado.

A aparente amnésia e falta de esforço dos grupos parlamentares do Bloco e do PCP nas suas propostas de (pseudo) suspensão da ADD faz-me crer que estas forças partidárias NÃO estão interessadas numa efectiva suspensão da coisa.

Nesta altura da legislatura, isto parece-me coreografia, para aparentar que querem algo, mas na verdade apenas querem que a insatisfação continue a propagar-se na escola, que o ambiente se deteriore ainda mais e que a insatisfação aumente ao ponto de chegar a um desejado ponto de amadurecimento que leve os professores outra vez para a rua, se possível servindo o bem maior que é o combate contra as Políticas de Direita.

Se isso é justo e politicamente legítimo? Talvez, mas não é isso que agora e aqui me interessa.

O que está em causa não me parece ser a defesa dos interesses – que muitos no PC e no Bloco consideram corporativos como o achava muita gente do PS e acham muitos pensadores do PSD – dos educadores e professores, mas apenas uma jogada de táctica política destinada a coreografar e não a dançar efectivamente.

Perante a decisão conhecida em finais de Abril do Tribunal Constitucional, estas propostas não são sérias e abrem o flanco todo a serem derrotadas pelo PS, em defesa da sua obra, até perante a eventual abstenção do PSD/CDS, pelas razões expostas, pois poderão alegar que são soluções que já se sabem inconstitucionais e terem a severa aversão presidencial.

É minha sincera opinião, neste momento, após leitura atenta das duas incompetentes propostas, que o que se pretende é utilizar de novo a classe docente como mero peão num jogo maior. Perante um possível fracasso parlamentar, já se adivinha o folclore habitual da indignação de alguns dos nossos representantes institucionais, subitamente aliados (esquecendo antigas ameaças de processos judiciais) com o gritador-mor contra a actual equipa da Educação  e seus aliados nortistas numa coligação positiva extremamente curiosa.

Mas… a verdade é que isto é tudo a fingir.

Queriam resolver a parte mais complicada: propunham apenas a alteração da legislação dos concursos e faziam uma recomendação para que o governo regulamentasse, ele mesmo, a suspensão da ADD, de acordo com as promessas feitas pelo primeiro-ministro na campanha eleitoral.

Faziam uma proposta limpa do que se sabe ter sido declarado inconstitucional.

Não o fazendo assim… é porque querem que os palhaços tristes continuem a dar espectáculo.

Nota final: este post é, obviamente, para andar à cabeçada com muita gente incluindo os lutadores de sofá e os entre-a-espada-e-a-parede que não querem agora deixar de mostrar como são bãos.

E é um post assumidamente corporativo, no sentido de ser contra a instrumentalização política mais do que repetida do que ainda se pode designar como classe docente.

Não faz bem o meu género. É próprio da excitação de newbies de todas as idades.

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