Os exemplos poderiam ser outros, pois as referências são variadas. Colhi estes porque estavam mais à mão na estante. Fazem parte da corrente de sociologia da Educação que a partir dos anos 50 na Inglaterra e dos anos 60 nos EUA e França, acusaram o sistema de ensino de reproduzir desigualdades, de estar formatado para servir os interesses das classes dominantes e manter as classes dominadas num estado de apatia e controle ideológico, através de mecanismos de classificação e selecção em ambiente escolar.

Foi uma corrente que, em especial nos anos 70, se cruzou com a denúncia do neocolonialismo, etc, etc. Podemos sempre afirmar que, apesar do olhar ideológico comprometido, as intenções de emancipação dos oprimidos eram as melhores.

Uma coisa é certa: ainda escreviam com clareza o que pensavam e ao que vinham. Ler estas obras é um exercício relativamente simples, mesmo para leigos e mesmo que discordemos de algumas passagens e raciocínios.

Isto não se confunde com o que, mais tarde, se convencionou chamar eduquês. Apenas forneceu as bases teóricos e a contextualização histórica para uma evlução específica do discurso pedagógico.