Sexta-feira, 1 de Julho, 2011


The Walkmen, Thinking Of A Dream I Had

Fica bem dar a conhecer o volte-face:

Letter From District Attorney to Defense in Strauss-Kahn Case

The letter outlines interviews with the hotel housekeeper who had accused Mr. Strauss-Kahn, and raises questions about her version of events that led to his arrest. Related Article »

Um Doutor entre os meninos (ou de como nem tudo o que parece é)

Não posso assegurar qual irá ser a minha posição como cidadão e, ainda por cima, parte muito directamente interessada (professor do Ensino Público, pai) face à política do novo Ministro da Educação, Nuno Crato. Para além de ter lido o seu livro: «O “Eduquês” em Discurso Directo – Uma Crítica da Pedagogia Romântica e Construtivista» – muitas das suas crónicas, algumas entrevistas e de ter participado em alguns debates em que interveio, não resisto também a contar um episódio em que esteve em “efígie” e para “queimar”. No início do consulado Sócrates/Maria de Lurdes Rodrigues fui, enquanto militante do PS e dirigente Sindical da Fenprof (SPGL), convidado/convocado para uma reunião no Salão Nobre do Rato com a então Ministra da Educação que começou crispada e acabou com a senhora aos gritos, brandindo um livro e perguntando para a “geral”:
– É isto que vocês querem? Parece que querem a Direita?!!!
O livro era o de Nuno Crato, recém saído.
Não só, mas também por isto, comecei a ser-me simpático. E é claro que o PS nunca mais organizou “Encontros” abertos destes. Os próximos já só incluíram três elementos de cada Concelho indicados pelas Distritais e os outros subsequentes foram abertos a militantes em geral e nunca mais contaram com a senhora, mas apenas com o “bulldozer” Lemos que tentava acirrar os ânimos dos “leigos” contra os “malandros” dos professores (um tipo “escolhido a dedo” que veio do CDS e até perdeu o mandato de vereador por faltas). Depois foram anos de posições públicas em que da parte de Nuno Crato imperou a clarividência e o bom senso face a muitos dos disparates, manipulações e embustes levados a cabo pelos governos suicidários Sócrates I com a “Bruxa” Maria de Lurdes Rodrigues e Sócrates II com a “Fada” Isabel Alçada. A diferença está em que uma “Bruxa” é uma “Fada” Má e uma “Fada” é uma “Bruxa” Boazinha.
Não sei, portanto, se vou simpatizar com todas as iniciativas do novo Ministro da Educação e até dou de barato que no actual estado de coisas (Memorando da “Troika”/Bancarrota eminente) a que os defensores estrénuos do Estado Social nos conduziram, não tenha grande margem de manobra. Uma coisa é certa – teve um início auspicioso enquanto político, ele que veio de “fora” acabou por deixar mudos no Parlamento uns jovens deputados do PCP e do Bloco que se esquecem que o laxismo nada tem a ver com a esquerda, ao referir o nome de Bento de Jesus Caraça. Poderia ter referido o de muitos mais, até o do próprio Álvaro Cunhal, mas também Rómulo de Carvalho, Mário Dionísio, Vergílio Ferreira, Joel Serrão, Óscar Lopes, Luís Simões Gomes e tantos outros que fizeram do rigor (não do falso do de “trinta e um de boca”, mas do verdadeiro) e da exigência correlatos sérios da Mestria.
Também os esclareceu quanto à falaciosa opinião de que a pouca exigência (ou nula como na generalidade das Novas Oportunidades – e não vale a pena virem com tretas, pois sei bem do que estou a falar) beneficia os mais pobres.
Proponho até um simples exercício estatístico: compare-se a proveniência económica e social dos jovens que entraram em Medicina em 2010 e, por exemplo, em 1973 ou 1975 (pouco antes e pouco depois do 25 de Abril). Teríamos pela certa, face ao comum das ideias feitas, uma grande surpresa.
Em 1975, em pleno PREC, no Bar da Cantina Velha da Cidade Universitária onde o “estudantariado” se juntava depois do jantar para umas guitarradas revolucionárias e as pessoas falavam abertamente de tudo (uma das coisas belas que, pelo menos durante um certo período encantatório, costumam ter as Revoluções), uma das empregadas da copa desabafou dizendo que, ao contrário dos “meninos”, não tinha vindo para Lisboa estudar, mas trabalhar, porque os pais tinham lá para Trás-os-Montes umas “quintas”, mas “aquilo não dava para nada”.

Um castiço, quintanista de Santa Maria, respondeu de imediato:
– Pois olhe menina, os meus nem “quintas”, nem “quartas” !

António José Carvalho Ferreira

Public Workers Strike in Britain Over Pensions

Joining a growing wave of unrest in Europe over government austerity measures, tens of thousands of British teachers and public-sector workers walked off their jobs on Thursday to protest proposed changes to their pension plans.

More than 10,000 schools were affected by the strikes, as were universities, Social Security offices, courtrooms, airport customs desks and other government operations. Union officials warned that the strike could be the first of a series of walkouts here in the next few months, reflecting growing unhappiness over layoffs, salary freezes, tax increases and a persistently sluggish economy.

Teacher Grades: Pass or Be Fired

WASHINGTON — Emily Strzelecki, a first-year science teacher here, was about as eager for a classroom visit by one of the city’s roving teacher evaluators as she would be to get a tooth drilled. “It really stressed me out because, oh my gosh, I could lose my job,” Ms. Strzelecki said.

Her fears were not unfounded: 165 Washington teachers were fired last year based on a pioneering evaluation system that places significant emphasis on classroom observations; next month, 200 to 600 of the city’s 4,200 educators are expected to get similar bad news, in the nation’s highest rate of dismissal for poor performance.

Na The Economist de 25 de Junho (imagem graças ao Livresco, link aqui):

 

Barcelos: escola inaugurada em 2009 e que custou 1 ME vai fechar dentro de um ano

Barcelos, 30 jun (Lusa) — A escola do 1º ciclo de Minhotães, em Barcelos, inaugurada em setembro de 2009 após um investimento de um milhão de euros, vai fechar no final do próximo ano letivo “por falta de alunos”, informou hoje municipal.

O encerramento é contestado pela Junta de Freguesia (PSD) e pelos pais e encarregados de educação, que alegam que aquela é “uma escola modelo” e lembram que neste ano foi frequentada por 49 alunos (37 no 1º ciclo e 12 no pré-primário), pelo que prometem lutar para que continue aberta.

Em declarações à Lusa, a vereadora da Educação na Câmara de Barcelos, Armandina Saleiro (PS), admitiu que a construção daquela escola “foi um erro” face “ao forte decréscimo da natalidade” registado no concelho.

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