… pensar que será necessário reiniciar um processo, quando havia esperança de não ter de o fazer. Só que agora cercados de desconfiança por todos os lados, seja pelo incumprimento imediato de promessas, seja por sabermos que no passado tudo foi desbaratado por acordos. Mas agora, como a cor é outra, veremos certamente mais firmeza dos representantes de 70% dos professores (não sei como 60.000 são 70% de 140.000 ou mesmo 130.000 mas, that’s entertainment!).

Novo modelo de avaliação de professores só avança em 2012

Docentes denunciam “incumprimento das promessas” dos dois partidos e criticam a falta de esclarecimento sobre o futuro modelo a aplicar.

Ao contrário das expectativas dos docentes, o novo modelo de avaliação de desempenho dos professores só deverá avançar no início de 2012.

O modelo de avaliação que toda a oposição ao Governo de Sócrates tentou travar durante a última semana da anterior legislatura, “está em vigor e só termina em Dezembro deste ano”, esclarece o vice-presidente da Fenprof, António Nabarrete. Assim, “só no início no próximo ano os professores vão ter um novo modelo de avaliação”, após as negociações que decorrem entre os sindicatos e o ministério, frisa ao Diário Económico. No entanto, o sindicato que representa cerca de 70% dos professores, defende que é “preferível negociar com calma o novo modelo, do que fazer tudo à pressa para Setembro”.

Para além disso, a Fenprof está agora atenta aos próximos passos do novo ministro, Nuno Crato, e espera “que se cumpram as promessas do PSD e do CDS e que a avaliação passe a ser feita de quatro em quatro anos”.

Mas, os professores que tinham “a esperança” de arrancar no próximo ano lectivo já com um novo modelo de avaliação, sentem já “incumprimento das promessas feitas pelos dois partidos” do Governo, sublinha o professor e autor do blogue “A Educação do Meu Umbigo”, Paulo Guinote.