É só dar uma voltinha (curta, que são pouquinhos) pela blogosfera docente fenprofiana (em particular o Miguel parece ter perdido as estribeiras, o que é surpreendente, porque de outros nada se espera de coerente), para se perceber que as saudades do benaventismo estão aí de boa saúde.

Afinal, o eduquês não é aquele discurso redondo, fofo, palavroso, inconsequente, que Marçal Grilo cunhou entre nós, mas sim o discurso dos afectos, que se deve defender. Subitamente, há lutadores duríssimos que se desfazem em eloquências, baralhando as coisas a seu bel-prazer, dando a entender que o eduquês tem alguma coisa a ver com as teorias pedagógicas de um Dewey, mesmo se lá foram beber alguma coisa.

Afinal, agora o rigor é a palavra a abater e os exames um bicho-papão. E assim se prova que o eduquês, aquele a que Marçal Grilo se referiu de forma jocosa e irritada, nunca existiu. E a ter existido, a sua origem está a ser reescrita por quem bem sabemos, por razões que bem se entendem.