Documento recebido por mail e com indicação de divulgação:

À Direcção do Agrupamento

Aos membros da CCAD

Aos colegas do Agrupamento

Acerca da última orientação da CCAD, hoje divulgada

Não concordo.

Não concordo porque:

– A alteração de prazos que foi decidida (entrega do relatório de auto-avaliação) não resulta de normativos legais ou orientações superiores, que pudessem justificar tal alteração;

– Não são invocadas razões de Escola ou Agrupamento;

– Os aspectos que são referidos já constavam dos normativos e orientações conhecidos;

– Representam uma enorme falta de respeito por todos os colegas que, de forma quase dramática, se empenharam em cumprir os prazos estipulados para a entrega do seu relatório;

– Esta alteração, devo dizê-lo, doa a quem doer, servirá objectivamente a alguém;

– Num processo já de si praticamente insuportável, com mudanças, neste caso de datas, já depois de fechado o prazo legal, o mesmo torna-se iníquo e uma arma perigosa;

– Porque é tempo de os professores serem donos, no mínimo, do seu tempo e da sua gestão pessoal, perante prazos e procedimentos impossíveis (sim, porque hoje os professores conseguem o impossível!), sem que essa dedicação signifique, por paradoxal que isto possa parecer, prejuízo em causa própria;

– Porque, mais uma vez, não me conformo com atitudes que não respeitam a maioria dos professores, cumpridores dos seus deveres profissionais (mesmo que discordantes, diria mesmo, sobretudo se discordantes), a quem já basta o continuado enxovalho público de tantos responsáveis deste país.

Enquanto relator irei aguardar que seja comunicado ao departamento curricular (porque entendo que é uma questão que diz respeito ao colectivo, uma vez que envolve todos os avaliados do mesmo) a situação de cada um neste aspecto em particular, porque, reafirmo-o, cabe-nos a hombridade de assumir as nossas  responsabilidades num processo que, longe de ser individual, tem repercussões imensas no colectivo, logo no clima de Escola e de Agrupamento.

Reservo-me o direito de dar divulgação deste meu desacordo, que é também um protesto, da forma que muito bem entender, sendo certo, como sempre, que assumo por inteiro as minhas opiniões.

 15 de Junho de 2011

 

M. Motta Moreira, professor no Agrupamento de escolas de Nun’Álvares