Uma coisa é a busca de informações de tipo técnico para acorrer a certas situações mais específicas, outra quererem fórmulas mágicas em 50 a 100 páginas.

Para a próxima, pensem nisso, quando acharem giro ser mamãs e papás. É bom pedir ajuda, mas ajuda do tipo fast-food ainda acentua mais a irresponsabilidade actual. E depois querem que os professores, em algumas horas semanais, consigam ter para 150 (ou mais) crianças e jovens uma capacidade de individualização da relação que, como pais, não conseguem.

Mães e pais devem ser – SEMPRE – os primeiros educadores. Demitiram-se progressivamente disso 8, 10 ou mais horas por dia, a ceitando o modelo da Escola a Tempo Inteiro como recurso útil. Agora querem instruções para as poucas horas que a miudagem está em casa, acordada.

Apetecia-me fazer uma série de observações politicamente muito incorrectas sobre a decisão e o acto de fazer meninos por parte de muita gente (e não falo de pessoas das chamadas classes desfavorecidas que essas não andam em busca de livrinhos de auto-ajuda, são obrigadas a VIVER), mas a esta hora as crianças estão acordadas.

Pais cada vez mais adeptos de “manuais de instruções”

Editoras dizem que os pais procuram cada vez mais “manuais de instruções“. Especialistas e educadores alertam que cada criança é única.