Quinta-feira, 26 de Maio, 2011


Brian Setzer, This Cat is on a Hot Tin Roof

quem é quem?

Apetece-me agora embirrar com o meu serviço de net/tv/telefone. Estou em dia de política doméstica e combate de proximidade.

A coisa é assim: os senhores pensantes lá da gestão empreendedora da empresa decidiram oferecer – para cativar clientela – o mesmo serviço que eu tenho por uma valor razoavelmente inferior aos novos assinantes.

E não disseram nada a ninguém que, como este tanso aqui, já nem reclamara quando ao fim de um ano passou a pagar pela box que tinham prometida vitalícia ou mais.

Pelo contrário, em vez do meu serviço melhorar, a banda fica estreitinha, estreitinha, mal o sol se põe.

Só que a palavra se espalhou, foi-se sabendo e começaram os protestos e os telefonemas.

Eu fiz o meu a 13 de Abril e o assistente que me assistiu disse que sim, era já a seguir que me ia mudar o tarifário e ainda na factura de Abril eu sentiria a diferença.

Duas semanas depois nada senti, mas pensei que era porque tinham usado o truque de cobrar até ao fim a mensalidade pelo valor antigo.

Esperei. Hoje veio a factura de Maio e foi como se nada tivesse acontecido. Tudo na mesma. Decidi telefonar. Um primeiro assistente passou-me, em segundas núpcias e após curtos preliminares, para outra assistente do serviço técnico competente.

Que foi em busca do meu pedido no sistema. E achou-o. Mas depois disse-me algo como: o sistema não assumiu! Note-se que foi o mesmo sistema que registou e permitiu detectar o meu pedido.

Mas não assumiu.

Ora bem, eu não quero saber se o sistema tem problemas em assumir(-se), não quero saber a sua verdadeira identidade de género ou se vive em união de facto com outro sistema.

Apenas gostava que, tendo registado, tivesse feito algo, cumprido a promessa, executado a ordem de enter.

Mas não.

A menina assistente disse-me que desta vez seria a sério e que a factura de Junho já seria processada correctamente. Eu ri-me um pouco. Ela disse que seria com retroactivos. Eu não lhe quis dizer que a conversa retrocoisa já me estava a deixar meio assim. Disse-lhe apenas que esperava daqui a um mês voltar a ser atendido por ela. Não que tivesse voz especialmente maviosa ou com aquela rouquidão que indica problemas vocais, mas há quem ache sexy.

Apenas porque não gosto de chatear muitos funcionários inocentes nisto tudo e que apenas cumprem um protocolo.

Protocolo esse que o meu serviço de net/tv/telefone deveria rever. Ou assumir. Sei lá…

Bati em retirada da minha sala com o portátéle nas mãos. Do exterior, chega-me o zunir quase permanente de uma serra eléctrica que corta qualquer coisa para as obras de remodelação de uma loja dois prédios abaixo de onde moro.

Nos últimos dias o martírio começou antes das 9 da manhã (ok… já tudo anda levantado) e tem-se estendido por mais de 12 horas, com ligeiras interrupções.

Como disse, estou a dois prédios de distância e a acústica nem me é desfavorável.

Espanto-me com  a placidez de quem mora no próprio prédio, nos que estão ao lado ou mesmo defronte. Ontem a chiadeira acabou quase às 21.30 sem que ninguém protestasse.

Hoje parece ir pelo mesmo caminho. Desde há um par de horas que acarinho a ideia de ir fazer uma blitz lá abaixo Só que sei que estou com as turbinas demasiado oleadas e, por outro lado, irrita-me a apatia de quem leva com aquilo em cima e parece não se incomodar.

Estou fartinho de me meter em causas alheias, ganhando nada para além de chatices e algum sentimento de consciência limpa.

Já não me chega.

Eu até posso vir para aqui que o router fica mais perto e tudo…

Mas se o tipo passar das nove e meia, não sei, não… sou capaz de quebrar o ramadão pessoal que tento atravessar há algum tempo, apesar de atentados como este e outros.

De análise muito interessante, até pelo grande crescimento dos professores muito bons e xalentes no sistema de ensino (mais 62% em relação ao ano anterior). Por outro lado, nota-se que, desta vez, já não houve tanta credulidade por parte dos colegas contratados.

A Evolução dos asteriscos

O noticiário da noite sobre a campanha eleitoral do Bloco. Até parece que o contacto com o povo é uma coisa inesperada e pasmosa. Mas não é o Bloco uma organização tão ostensiva e explicitamente defensora das massas?

Ou a (inesperada) falta de exposição mediática, obrigou a descer à rua?

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