Sábado, 21 de Maio, 2011


Fausto, A Guerra é a Guerra

Escorre sangue o céu e a terra
Ah pois por mais que seja santa
A guerra é a guerra

(c) Maurício Brito

Não sei se é um problema social que tenham reparado, mas existe: há muita gente sem carta de condução. podem dizer que é porque não querem conduzir, que não conseguem conduzir, que reprovaram nas provas que prestaram. E que a vida é assim.

Acho que não.

Acho que, antes de mais, o sistema de exames para a carta de condução é selectivo e não está virado para o sucesso dos cidadãos. Implicam estudo, prestação de provas, acertar em perguntas de resposta múltipla e depois uma prova prática, que não é oral tantas vezes quanto se poderia pensar, em especial no caso dos homens.

Para além disso, é economicamente injusto para todos aqueles que, em seu tempo, não dispuseram dos meios para conseguir pagar as lições e ter a carta. Ou para repetirem pela 7ª vez o exame. Ou para encherem um envelope que ficou esquecido no tablier ou no chamado compartimento das luvas (que raramente tem luvas).

Pelo que há um drama social que afecta muitas centenas de milhar de pessoas com efeitos devastadores para a sua auto-estima, para a sua vida quotidiana e para a sua capacidade de conseguir um emprego, pois muitos exigem carta de condução.

Mas, apesar disso, há quem ultrapasse os obstáculos e injustiças da sociedade e conduza por essas estradas e outras vias, desafiando o destino, fintando a adversidade, conduzindo mesmo sem a devida certificação que a vida e a sociedade lhes negaram.

E há quem precise apenas de ter a carta de condução para se sentir melhor, mais completo.

E têm direito a ver-lhes reconhecida a sua competência ou satisfeito o seu desejo. Não devem ser discriminados em relação aos que tiveram dinheiro e capacidade de tirar a carta em devido tempo.

Por isso, eu proponho a criação das NO CACO – Novas Oportunidades para CArtas de COndução.

Através da criação de uma rede de postos de certificação de competências, os interessados poderão obter a sua Carta de Condução através da apresentação de um portefólio com o relato das viagens que fizeram ao longo da vida, conduzindo mesmo sem carta. Ou, em alternativa, as viagens que fizeram ao lado de outras pessoas, mas que observaram com atenção e se sentem com capacidade para imitar, conduzindo elas também.

Estas NO CACO serão, pois, uma forma de certificar competências desenvolvidas sem o devido diploma, de satisfazer anseios longamente insatisfeitos e de uma forma inovadora, qualificar grande parte da população numa área crucial na vida moderna – a da mobilidade. Aliada à capacidade de autonomia. E ficarão assim com um capital adicional que poderão utilizar nas suas futuras candidaturas a novos empregos, bem como experiência em TIC, caso sejam as próprias a escrever a sua autobiografia.

A todos os certificados pelas NO CACO será oferecido um GPS em cerimónia pública, televisionada e muito animada com balões, música, cor e um representante do Governo, se possível um engenheiro.

Trabalheira imensa (e isto é um milésimo do que ele recolheu) do Livresco:

Reacções nas esplanadas…

Sondagem telefónica:

Comentários: SICN


Comentários: RTP

Em pouco tempo, foram dizimados verdadeiros charters de gastrópodes, ao som gorgolejante de uma garganta lubrificada com a loira da extirpe Pires de Lima. O espectáculo de despojos seria dantesco, caso não fosse aprazível – quão aprazível – a disposição do guerreiro no final da batalha.

Desculpem, mas isto só mede a pilinha, desculpem, a opinião dos passarinhos que cantam em 140 bicadas, esquecendo-se que são uma minoria bastante minoritária no reino animal.

Twitómetro mede popularidade dos candidatos a primeiro-ministro

A ferramenta medidora está aqui e como se percebe Jerónimo de Sousa será o próximo PM.

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