Lidas as coisas, ditas outras, o que resta é que o PSD vai continuar as políticas do PS em matéria de Educação – embora omita tudo o que seja detalhes sobre uma indispensável reforma curricular – apenas lhes acrescentando um tom mais compreensivo para com os professores, mas não no sentido parado-paradinho de Isabel Alçada.

Não vão existir parcerias preferenciais para tramoços e minuins e isso é mais do que certo para certos negociadores que sentem o direito a um lugar vitalício à mesa.

Talvez não nos chamem zecos ou monos, mas é evidente que os professores continuarão a ser encarados como meros executores das políticas sobre cuja definição não terão especial voz. Apenas lhes pedirão por favor, após a ordem dada, em vez da truculência da tríade do outro mandato ou a gaguez da trindade demissionária.

No PSD existiam demasiados admiradores do reformismo e coragem de MLR. Foi esse o sector que venceu na versdão final do programa eleitoral do PSD.

É pena.

Poderiam ter feito algo diferente. E não se escudarem na falta de margem de manobra.

Tiveram (quase) tudo na mão e desbarataram-no. Podiam ter optado por mudar estilo e substância. Ficaram-se pelo estilo. É curto e acessório.

Agora há que optar por aceitar isto de forma resignada ou tentar alterar o que aí vem pela via da explicação e da resistência activa. Se possível não automatizada.

Resumindo: a esperança na mudança é nula com o PS e muito escassa com o PSD.

Repito: é pena!