Sexta-feira, 6 de Maio, 2011


Talking Heads, Slippery People

malandros e perdulários

José Manuel Coelho e Garcia Pereira invadem RTP

Elementos do Partido Trabalhista Português e do PCTP/MRPP invadiram as instalações da RTP em protesto por terem sido afastados dos debates televisivos de pré-campanha para as eleições legislativas.

Os únicos com uma narrativa de campanha clara, alternativa à do PS. O CDS com narrativa e uma estratégia razoavelmente clara: chegar ao Governo. No caso do PCP, não se percebe bem se é continuar para sempre fora dele.

Esta comunicação de Cavaco Silva. Se não sei quê, não sei que mais, recomenda a indiscrição, para quê ser indiscreto?

Se diz que não deve pronunciar-se sobre aspectos específicos do acordo,porque dá a entender que a troika veio dizer o que ele tinha dito?

Nada mais havendo a acrescentar, lavre-se acta e mande-se encerrar a função.

Posts a ler no Margens de Erro:

Aqui vamos nós

Gráfico actualizado

É o que diz a sondagem da Aximage para o Correio da Manhã. A votação prevista para as restantes forças com assento parlamentar é muito parecida com a da Eurosondagem, CDS a crescer, CDU estável, Bloco em queda.

É o que diz a sondagem divulgada pelo Expresso e é da Eurosondagem.

Página 19:

Address early school leaving and improve the quality of secondary education and vocational education and training, with a view to raise the quality of human capital and facilitate labour market matching.

Página 23:

4.10. The Government will continue action to tackle low education attainment and early school leaving and to improve the quality of secondary education and vocational education and training, with a view to increase efficiency in the education sector, raise the quality of human capital and facilitate labour market matching. To this purpose, the Government will:
i. Set up an analysis, monitoring, assessment and reporting system in order to accurately evaluate the results and impacts of education and training policies, notably plans already implemented (notably concerning cost saving measures, vocational education and training and policies to improve school results and contain early school leaving). [Q4-2011]
ii. Present of an action plan to improve the quality of secondary education services including via: (i) the generalization of trust agreements between the Government and public schools, establishing wide autonomy, a simple formula-based funding framework comprising performance evolution criteria, and accountability; (ii) a simple result-oriented financing framework for professional and private schools in association agreements based on fixed per-class funding plus incentives linked to performance criteria; (iv) a reinforced supervisory role of the General Inspectorate. [Q1-2012]
iii. Present an action plan aimed at (i) ensuring the quality, attractiveness and labour market relevance of vocational education and training through partnerships with companies or other stakeholders; (ii) enhancing career guidance mechanisms for prospective students in vocational educational training. [Q1-2012]

Lamento, mas concordo bastante com as partes que destaquei. Só tenho uma reserva: isto deveria ser implementado, desenvolvido e monitorizado por técnicos externos. Se lá colocarem ou mantiverem capuchas e derivados vão continuar a vender escaraminhão escrofuloso por lebre de primeira qualidade.

O que é essencial: a qualidade da formação, não a quantidade de certificados.

Página 3:

1.8.Reduce costs in the area of education, with the aim of saving EUR 195 million by rationalising the school network by creating school clusters; lowering staff needs, centralising procurement; and reducing and rationalising transfers to private schools in association agreements.

É parecido com o que temos por aí, mas parece-me que com um ritmo menos acelerado. Para os desatentos, parece-me que estes senhores não são muito adeptos da transferência de verbas para o sector privado. Mas posso ser eu que percebi mal o que está escrito 👿 .

Mas se percebi bem, isto reparte o mal pelas aldeias, é menos brutal do que o governo fez no último OE, enquanto retira ao PSD as pretensões de maior privatização do sector. Eu bem tenho andado a dizer que o peso do privado entre nós está longe de ser residual ou pequeno de acordo com os padrões europeus.

  • Redução do orçamento do ME entre 2010 e 2011, por iniciativa do Governo: 800 milhões de euros.
  • Proposta da troika para redução de encargos com a Educação para o biénio de 2011-2012: 370 milhões de euros.

O jogo já vai na segunda parte e aguarda-se o início dos lançamentos de 3 pontos.

PS (36%) ultrapassa PSD (34%) e Direita fica sem maioria

Na prática, corremos o risco de ficar quase como estamos e, se isto se confirmar, Passos Coelho vai borda fora e Cavaco Silva promove o Bloco Central.

Único caminho possível: desmontar com um discurso fácil e simples os malabarismos retóricos de Sócrates, Silva Pereira, Santos Silva, Lellos e, agora também, Ferro Rodrigues.

No caso do PSD, convidar os figurões e figurinos que se acham muito inteligentes a calarem-se por umas semanas (o conselho abrangeria a quase totalidade do grupo mais sociedade, assim como todos os 451 candidatos a ministros e secretários de estado das finanças e os 213 opinadores residentes na SIC e TVI), a menos que queiram Sócrates de novo como primeiro-ministro (desejo não muito secreto de Pacheco Pereira, mas não só).

Entretanto, pelos lados do Bloco, há quem perceba a sucessão de asneiras dos últimos tempos e a hemorragia de um eleitorado volátil que deixou de perceber o que quer exactamente Louçã.

Valores eleitorais seguros: CDS e PCP.

Nota final: não adianta dizerem que sondagens são apenas sondagens. Quando várias, de diferentes origens, desenham em conjunto uma tendência, é tempo para acabar com os punhos de renda. Recolham os catrogas, marqueslopes e nogueirasleites à base e façam entrar a tropa fandanga de assalto. Se a não têm (ou se se resumem ao Miguel Relvas), estão tramados.

Não as vi ainda, mas ao que soube foram do tipo fácil para não atrapalhar. A de 6º ano, ao nível do que eu considero básico para uma turma média-boa de 5º ano, em matéria de conteúdos gramaticais e interpretação de texto.

Assim o GAVE as disponibilize online, darei opinião mais detalhada…

(c) Calimero Sousa

Concordo com a existência de provas de aferição generalizadas, em especial no 6º ano.

Aliás, para além de LP e Matemática – e em coerência com opções modernistas – aguardo pela introdução e generalização de provas de aferição em Inglês no 6º ano para se perceber até que ponto a aposta nesta disciplina tem retorno.

Acho ainda que deveriam ser introduzidas, por amostragem, provas de aferição em Ciências da Natureza e História e Geografia de Portugal no 6º ano.

Porque acho que todas as disciplinas teóricas devem ter uma aferição e que ao fim de seis anos de escolaridade não devemos tentar saber se os alunos sabem apenas ler, escrever e contar. Isso é ficar ao nível do Estado Novo dos anos 50.

Como escrevi ontem, é dia de não vigiar, pelo que só saberei do conteúdo mais tarde. A minha turma de PCA lá vai, sem grandes cantorias ou sorrisos, fazer a prova, com menos uma hora semanal de aulas do que as outras turmas.

Como em todos os anos anteriores, os resultados estão sempre no limiar da navalha. Num dia bom podem quase todos ter positiva (já houve anos com 100% e 90% de sucesso) e num dia mau podem ter quase todos negativa (uma turma já chegou aos 60% de insucesso e não gostei).

Nas últimas duas semanas, preocupei-me muito pouco com a parte dos conteúdos, tendo passado boa parte do tempo a tentar trabalhar a atitude deles perante uma prova destas, para quebrar a indiferença de muitos perante a avaliação.

Ao fim da tarde – vivam as redes sociais! – estive a trocar mensagens com a irmã do meu melhor aluno, que não vejo nas aulas desde há quase dois meses, para que ele apareça ou então vou em busca dele e atiro-lhe um balde de alcatrão com penas.

Bem ou mal gostaria que aparecesse toda a turma, incluindo os piores e aquele que o ano passado teve E, para todos percebermos ao que temos andado.

Sinceramente, não consigo entender muito bem outro tipo de atitude, em especial por parte de colegas.

Escapam-me as teorizações pseudo-coisas contra as provas e as práticas de varrimento para debaixo do tapete dos elementos menos propícios a terem sucesso.

Feitios.

Professores contra modelo das provas de aferição

(…)

“A aferição é necessária mas não tem de ser generalizada, pode ser por amostragem, escolhendo um número de escolas representativas das várias regiões”, defendeu Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

Introduzidas em 1999, as provas começaram por ser universais, mas em 2002 passaram a ser realizadas por amostragem. Em 2007, o ministério decidiu que todos os estudantes do 4º e 6º ano de escolaridade deviam realizar a prova.

Para Mário Nogueira, as provas não deveriam ter características semelhantes a um exame: “Se queremos aferir, temos de ter uma prova que surge num determinado momento, em determinadas escolas, por amostragem, e onde se faz a aferição para tentarmos perceber se as coisas estão a correr bem, se o processo de aprendizagem está a ser bem desenvolvido”.

“Isto assim não vai aferir coisa nenhuma”, critica Mário Nogueira, considerando que desta forma se cria uma espécie de “ambiente de laboratório favorável a determinados resultados”.