Terça-feira, 3 de Maio, 2011


Mesmo sem vídeo, vale a música e o espírito estival…

Mão Morta, Estância Balnear

Marguerita para acordar

Caipirinha para embalar…

Bloody Mary para o deitar…

Mentir por antecipação.

Amigos para a vida… vale a pena esperar pelo 1’20”.

a bela e o monstro

… das não-medidas anunciadas por Sócrates é que, afinal, não são as despesas sociais e os encargos com a função pública que motivaram a crise orçamental.

Assim sendo, como se justificarão tantas notícias alarmistas de certa imprensa especializada? Porque foram mais que muitas as peças feitas a anunciar coisas certíssimas. Uma dúvida: foi incompetência, fontes enganadoras ou frete?

… é uma táctica inteligente em muitas áreas e consiste em ocultar as vulnerabilidades, apresentado-as como pontos fortes.

José Sócrates tem conseguido nos últimos dias utilizar essa técnica de forma bastante hábil, beneficiando, é certo, da colaboração de uma boa parte da comunicação social que, para sobreviver e manter encomendas, tem primado por imensa credulidade em relação a pseudo-fugas de informação.

Hoje vimos como o engenheiro conseguiu apresentar as negociações com o FMI/UE como se fosse uma vitória sua e não o desfecho de anos de péssima governação e má utilização dos dinheiros públicos.

Ouvi-lo é ouvir alguém que representa um papel com imensa convicção, como se fosse verdadeira a representação ficcionada que faz da realidade.

O mesmo já se passou antes na área mais problemática e mais conflitualidade da governação, ou seja, na Educação.

Em vez de evitar abordá-la, Sócrates transformou-a em poderosa arma de propaganda, desde a distribuição de magalhães e diplomas das Novas Oportunidades ao anúncio de obras pelo país todo e inaugurações diversas, em calendários escolhidos a dedo (o Livresco mandou-me dezenas de ligações da imprensa nacional, regional e local sobre construções escolares, publicadas nos últimos dias).

De forma incrivelmente inepta, a oposição – todas as oposições, com eventual excepção do CDS – tem-se deixado enredar nesta forma habilidosa de fazer política. A Esquerda devido aos seus preconceitos tem evitado atirar-se verdadeiramente a Sócrates como ele merece, enquanto o PSD continua perdido no seu caleidoscópio de egos e protagonismos individuais, não conseguindo acertar uma narrativa coerente para a campanha.

É para mim absolutamente espantoso, não a capacidade camaleónica de Sócrates, mas a evidente incompetência das oposições no terreno para explorar as suas mais evidentes fraquezas. Afinal, há aprendizes de feiticeiro que nunca mais conseguem sair do registo tertúlia blogosférica e eixodomal para amigos.

Cresçam! Precisam de um manual com bonequinhos e setas?

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