Eu cá transformava tudo em hologramas…

José Salcedo: “Retirar todos os professores da função pública”

“Actuar sobre o sector educativo a todos os níveis, reformulando o papel do Estado, por forma a que este passe a estabelecer objectivos de qualidade num extremo e de verificação do cumprimento desses objectivos no outro”, diz José Salcedo, que entregaria às escolas “a autonomia e responsabilidade para poderem atrair os melhores alunos e contratarem os melhores professores”.

Assim, “retiraria todos os professores da função pública, entregando a sua contratação às escolas onde trabalham”.

E o que se fazia com os alunos não-melhores? E como se determinavam quais os melhores professores? Com o actual modelo de ADD? E o que se fazia aos outros? E tantas outras questões que se poderiam colocar a quem atira estes petardos retóricos como se as pessoas fossem raios de laser que se apontam para onde se quer e já está.

Que os professores da rede pública de ensino devem ser um corpo especial, com regras próprias de concurso, carreira, progressão, avaliação, etc, eu concordo. Agora isto visa outra coisa.

E é sempre curioso observar quem pensa que lidar com um corpo de 140.000 profissionais é equivalente a lidar com 140 empregados.