Investigadores lidam com caso inédito no país

Investigadores brasileiros lidam com um caso inédito no país e avaliam com cautela os indícios de insanidade e princípios religiosos contidos na carta deixada pelo homem que matou 12 crianças na quinta-feira, numa escola.

De acordo com a primeira informação oficial, dada pelo delegado titular da Delegacia de Homicídios (DH), o ex-aluno Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos (autor do massacre), fez mais de 60 disparos com um revólver de calibre 38, o qual conseguiu recarregar nove vezes durante o ataque. Wellington Menezes de Oliveira realizou ainda outros disparos com um revólver de calibre 32. Os peritos que trabalharam no local encontraram ainda mais seis “speed loaders”, aparato utilizado para recarregar a arma rapidamente, o que significa que o atirador poderia ter seguido com o massacre, caso não tivesse sido impedido pelo sargento Márcio Alves. O assassino foi atingido no abdómen e suicidou-se em seguida. Durante as declarações feitas à imprensa hoje, o delegado Felipe Ettore, da DH, que cuida do caso, deu indícios de que as investigações até agora apontam para um desequilíbrio mental.